As 10 motos de Motocross míticas

By on 12 Dezembro, 2018

Já aqui tínhamos trazido um Top Ten das desportivas, nada mais natural que segui-lo com outras categorias… sempre algo subjetivo, este ordenamento baseia-se, visto tratarem-se de motos de competição não utilizáveis na via pública, em quatro critérios bem específicos:

Até que ponto o modelo foi dominante no seu tempo, superiorizando-se à concorrência?

Como sobreviveu ao teste do tempo? Ficou rapidamente obsoleta, ou permaneceu uma arma eficaz ao longo de várias épocas?

Era fiável? De nada serve ser rápida se estiver sempre avariada… e finalmente:

Que importância teve no contexto da história do Motocross? Foi uma influência no seu dia? Marcou o caminho para as outras marcas? Até que ponto?

10 KTM 350SX-F de 2016

A KTM 350 é a única moto contemporânea na nossa lista, e por boas razões: se os pros como Toni Cairoli preferem as poderosas 450, a 350 permanece a moto acessível ao comum dos mortais, para quem 60 cavalos em terra poderiam ser demais… A KTM350SX-F evoluiu ao longo da vida do modelo e continua muito equilibrada e cada vez mais utilizável, pelo que preenche de sobra todos os nossos critérios…

9 Husqvarna 400 de 1971

A sueca de 1970 e 1971 parecia estar por todo o lado nas pistas de MX dos anos setenta, e construída artesanalmente em pequenas quantidades, é agora uma moto muito apreciada pelos coleccionadores ou pilotos de vintage MX. Robusta, bem equilibrada, fiável e sem compromisso, uma moto para homens na tradição das grandes motos de cross a dois tempos europeias, tornada famosa pela foto de Steve McQueen usada na capa de uma revista desportiva da altura.

8 YAMAHA YZ250 de 2007

Ainda hoje as 2 tempos da Yamaha devem muito a este modelo, que permaneceu no alinhamento da casa de Ywata sem grandes modificações 11 anos! É uma das mais populares motos de cross no mundo, e no ano deste modelo, 2007, era praticamente a única dois tempos sobrevivente. Em comportamento, bate as europeias e as outras japonesas, e é barata de manter, e mesmo de reparar em caso de quebras. O motor e quadro datam de 2005, atestando da longevidade do modelo, que assim marcou uma era.

7 HONDA CR250M ELSINORE de 1973

Para primeira tentativa com uma 2 tempos e primeira moto de cross do H alado, a Elsinore acertou em cheio… Batizada em honra do GP Americano, e à venda por $1145 nos EUA em 1973, a Elsinore tornou-se na mais leve moto de MX do mundo, utilizando toda a tecnologia de ponta da época e materiais exóticos, que a tornavam mais dócil de utilizar que as ofertas europeias, instantaneamente tornadas obsoletas pelo aparecimento da CR250. O uso de plástico, alumínio e magnésio nas tampas do motor fazem dela a catalista de mudança que procurámos salientar nesta compilação

6 BULTACO PURSANG 250 de 1974

Pegámos na de 1974, e na 250, por ser a mais popular, mas podia ter sido qualquer das Pursang, que foram produzidas em numerosas versões com cilindradas entre os 125 e os 370cc. Rudimentares em aspetos como a caixa ou travões, era no departamento chassis que brilhavam, com os excepcionais aros Akront e outros componentes de luxo da indústria espanhola. Relativamente baratas, ainda hoje são uma arma favorita nas classes de MX Vintage pelo mundo fora.

5 KAWASAKI KX450F de 2009

A Kawasaki com o seu verde lima está tão intimamente ligada ao MX que não podia deixar de aparecer uma das verdes neste alinhamento, e a dominante durante algum tempo foi esta KX450. Entre 2009 e 2011 evoluiu sempre, mantendo-se à frente da concorrência e continuando competitiva muito tempo. Alguns problemas de motor foram resolvidos e não obscureciam a qualidade do conjunto, sendo uma moto mais evolutiva que revolucionária.

4 SUZUKI RM125 de 1981

A Suzuki RM estava à frente do seu tempo em 1981… potente motor refrigerado a líquido, um sistema de tirantes inovadores na suspensão Full Floater, num pacote leve e mais rápido e bem comportado que todas as outras na sua época. O seu domínio acabou por ser ameaçado pelas outras japonesas, que recuperaram a seguir, mas no ano seguinte a versão de 250, uma verão à escala da 125 na classe maior, ainda deu cartas.

3 MAICO 490 de 1981

A Maico alemã sempre esteve muito à frente no Motocross. Grande e pesadona, com suspensão de longo curso desde tão cedo como 1974, a Mega 2 de 1981 foi o exponente máximo do modelo. Com comportamento superior e um motor a 2 tempos com entrega quase perfeita, passando por ser o melhor da sua época, pode mesmo ter ajudado ao desaparecimento da classe de 500 por obrigar a concorrência a entrar numa escalada de meios fora de controlo, incrementando a potência das suas máquinas. Quando no ano seguinte o quadro saiu com um monoamortecedor, o sucesso já nunca foi o mesmo, mas em mãos privadas a moto continuava a vencer mesmo depois da fábrica ter fechado.

2 Jawa Motocross 420 665 de 1969

Feita na Checoslováquia, mas tornada famosa pela associação ao campeoníssimo Belga Joel Robert, a Jawa representava um misto de simplicidade e eficiência que dominou a sua época. O poderoso motor monocilíndrico de 2 tempos era relativamente rudimentar, e por isso mesmo incrivelmente robusto e fiável, em versão de fábrica ou em mãos privadas. A ciclística seria básica pelos parâmetros de hoje, com curso mínimo de suspensão e travões medíocres, o que só torna mais extraordinárias as proezas do Belga, dominando o MX da época a bordo da 665.

1 HONDA CRF450R de 2008

A última Honda 450 equipada com carburador é, na opinião de muitos, a melhor moto de cross jamais fabricada. Fiável, equilibrada e muito competitiva, a CRF450 de 2007, ainda melhorada para 2008, é a moto de cross produzida em maiores números de sempre, o que só por si diz muita coisa. Novos discos a imitar os das motos oficiais, geometria do quadro revista e o novo amortecedor de direção progressivo da Honda fizeram a diferença. Ainda por cima, o modelo do ano seguinte foi um retrocesso, fazendo as motos produzidas entre 2003 e 2008 das mais populares MX de sempre.

 

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