NEXX X Garage a linha retro

By on 23 Julho, 2016

Atenta às tendências do mercado e aos novos utilizadores, a portuguesa Nexx desenvolveu a linha X Garage. Capacetes retro que pisam o olho a um público cada vez mais alargado.

Nexx é uma marca portuguesa que conta já com 15 anos no mercado e que tem conseguido colocar o seu cunho pessoal num segmento tão concorrencial como o dos capacetes, competindo com marcas provenientes de mercados de muito maior dimensão como o italiano, inglês e mesmo o nipónico.

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Esta imagem está no entanto longe de ser conseguida à custa de produtos de qualidade inferior produzidos com recurso a mão-de-obra desqualificada e sem qualquer trabalho de pesquisa no sentido de saber o que o mercado procura.

Apesar de ter uma calote completa e uma viseira, o Nexx X.G100 não deve ser encarado como um capacete integral na sua verdadeira aceção da palavra uma vez que a mesma poderá ser redutora. Deverá ser visto como um capacete que fica a meio caminho entre um capacete aberto e um capacete integral, podendo assim dar resposta às duas utilizações. E ambas com um look retro que pode ser acentuado com alguns dos grafismos propostos a fazer lembrar os anos 60 e 70 de cores fortes e vistosas.

O X.G100 é um capacete sem viseira fixa que pode ser usado como um aberto com proteção do maxilar, tendo a proteção extra que um capacete aberto não proporciona, mas com a sensação de liberdade e visibilidade acrescida que os adeptos de capacetes abertos procuram. Pode no entanto ser-lhe colocada uma viseira para utilização num percurso mais longo ou quando as condições meteorológicas penalizam a sua utilização numa configuração mais ‘arejada’. A colocação da viseira é extremamente simples através de duas molas colocadas em dois velcros laterais que encaixam na calote.

Quando a viseira não está colocada, a sua utilização por cima da calote poderá acarretar alguns danos na mesma dado que ficará apoiada nas molas da pala. Já a utilização da mesma solta de um dos lados mostrou-se viável apenas em deslocações a baixas velocidades, dado que fica pendurada no capacete a bater ao ritmo da velocidade a que circule, o que não será porventura o mais prático.

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No meu caso arranjei uma solução simples que passou por a colocar junto ao corpo entre o blusão e a camisola sempre que não tinha a mochila comigo para a guardar.

No que respeita à sua construção, o X.G100 segue os standards da Nexx com recurso a uma calote construída em X-MATRIX (Fibra de Vidro Multiaxial, Fibras orgânicas 3D, Fibras Especiais em Aramida Multiaxial e Reforços em Carbono).

O forro de excelente tacto e muito confortável é, de acordo com o fabricante, obtido com recurso a tecidos X.MART DRY, sendo anti alérgico e anti-transpiração, podendo ser retirado para lavar. Pode ainda ser trocado para melhor ajuste através de colocação de esponjas de maior ou menor espessura. O sistema de fecho é em duplo anel, que continua a ser tido como o sistema de retenção mais seguro. Outro dos pormenores que salta à vista é a ausência de ventilações em todo o capacete, à exceção de uma entrada de ar frontal na zona do maxilar.

A Nexx arranjou uma forma simples e engenhosa de direcionar a entrada de ar para a viseira quando esta está colocada e há necessidade de a desembaciar. Isso é feito através de um deslizamento de uma placa interior na zona do queixo que abre e fecha as saídas de ar no interior da viseira. Prático, fácil de acionar e pouco intrusivo.

Dado que tem apenas um tamanho de calote, o X.G100 é um capacete volumoso mas leve com apenas 1200 g anunciadas pelo fabricante e comprovados no tamanho L que testámos, sendo um capacete muito confortável sem a sensação de peso na cabeça e pescoço. Dado que não tem entradas de ventilação confesso que esperava algum embaciamento da viseira mesmo em utilização normal em dias sem chuva, mas tal não aconteceu, o que demonstra a excelente ventilação obtida com a entrada de ar direta na viseira. A ausência de entradas de ar superiores confere ao capacete um aspeto limpo sem protuberâncias na calote o que acaba por tornar o Nexx X.G100 num capacete bastante silencioso. A sua utilização sem viseira permite circular a velocidades perto da velocidade legal de auto-estrada sem recurso a óculos, embora este seja sempre um aspeto muito subjetivo e dependerá do hábito e capacidade de suportar vento no utilizador.

Confesso que no meu caso que uso capacete aberto o ano inteiro, a sua utilização foi extremamente confortável nestas circunstâncias. Contudo é na cidade e nos trajetos a menores velocidades que ele se revela como a escolha acertada na sua configuração sem viseira dado que nos permite ter a sensação que circularmos com um capacete aberto e em pleno contacto com o que nos rodeia, mas conferindo a segurança extra na proteção do queixo, que está demasiado exposto nos capacetes abertos.

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O raio de visão é bom, em especial o lateral, que nos permite ter um campo de visão do que nos rodeia excelente. Outro dos pontos a salientar é a ausência de turbulência mesmo a velocidades ligeiramente acima das legais. Em suma poderemos dizer que é uma proposta muito interessante para quem procura um capacete aberto mas com a segurança acrescida de ter uma calote completa de excelente qualidade, com proteção do maxilar e com a vantagem de poder colocar uma viseira e assim obter o conforto de um capacete integral quando necessário. Também a ter em conta para aqueles que acham os atuais capacetes integrais demasiado ‘modernaços’ e procuram um aspeto mais vintage. Disponível com 7 grafismos diferentes, haverá muito por onde escolher, podendo inclusivamente escolher a cor de viseira e pala que pretenda para o casamento

GOLA OITO

Não se esperará grande novidade numa gola (tubo de pescoço) para andar de moto, a não ser o tecido do qual é feito e porventura os grafismos do mesmo. Pois é precisamente neste primeiro aspeto que a Oito faz a diferença com recurso a um tecido um pouco diferente do habitual algodão e Lycra que encontramos no mercado.

O tecido usado para a gola em questão é em fibra de Polyamida mas com uma construção diferente o que permite uma maior renovação de ar, com menor índice de transpiração e maior sensação de frescura. De acordo com o fabricante, o tecido BeCool Tm quando comparado com outros tecidos com a mesma área e espessura, tem uma maior capacidade de absorção de suor e consegue ainda um maior nível de evaporação da humidade do mesmo. Isto é conseguido graças ao perfil do fio e também às fibras usadas na construção do tecido.

Os testes levados a cabo pelo fabricante podem ser consultados em www.becool.tm.fr e comprovam cientificamente este resultado, podendo nós apenas dizer que esperamos ansiosamente pelo fim do inverno para experimentar o que as novas tecnologias nos oferecem. Longe vai o tempo do lenço ao pescoço seja por necessidade ou por uma questão de imagem cada vez mais cuidada.

Texto: Pedro Grilo

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