Neo-Clássicas de 2 cilindros – Top+ com menos de 100 cv

By on 10 Fevereiro, 2020

Seleccionámos aquelas que na nossa perspectiva melhor representam o segmento das motos Neo-Clássicas de dois cilindros e com menos de 100 cv.

Ducati Scrambler Café Racer / Estilo sublime de homenagem ao passado – 803 cc / 73 cv / 196 Kg / 11.795 eur ( FICHA )

A Ducati continua a fazer evoluir a sua gama Scrambler, motos inspiradas em conceitos clássicos nas suas diferentes vertentes e que vão desde o estilo “Scrambler” com mais ou menos aptidão para o OffRoad ao estilo mais urbano e “Racer”, inspirado nas motos dos anos 60 cujas preparações procuravam dotar os modelos de então de uma estética mais agressiva, aproximada às motos de circuito da época, mas a permitir uma utilização no dia a dia e sobretudo para impressionar nas idas ao café, onde a partir desse local de encontro se saía para verdadeiros “picanços” nas ruas da cidade. A magia desses tempos está de volta e o reviver de esse passado está na moda e marca um estilo muito em voga nos dias de hoje. As marcas acompanham essa evolução com a introdução de novos modelos neo-clássicos, revivalistas mas tecnologicamente evoluídos e com cada vez vemos mais preparadores e mais marcas que já desenvolvem os seus modelos a pensar no potencial das suas preparações e personalizações. A Scrambler Café Racer é a expressão máxima de um estilo que fez história e que continua desafiar o imaginário de muitos motociclistas. Tudo neste modelo faz-nos regressar a um passado onde se despojavam as motos de tudo o que não era necessário, e se adoptava um conceito minimalista mas que incluía um guiador baixo ou avanços “ao garfo”, uma baquet monolugar e um escape de rendimento. Esta realidade foi seguida “à risca” na definição do design da Café Racer Ducati e o resultado é belíssimo.

Kawasakaki W800 de 2020 / Um ícon intemporal – 773 cc / 48 cv /  221 Kg / PVP de 10.650,00 eur ( FICHA )

A nova W800, é um modelo que consegue captar bastante atenção e ser extremamente impactante como a original W1 de 1966, reencarnando o espírito intemporal desse modelo, adaptado aos gostos e cultura atuais. O coração deste modelo é um motor bicilindrico refrigerado a ar de 773cm3 com uma potência de 35Kw, a W800 tem um aspecto vintage com todos os componentes e acabamentos premium e atuais. O grande número de superfícies cromadas e polidas realça o espírito vintage do modelo, assim como também a sua linha de escape duplo com silenciadores pensados em quem tem “bom ouvido” e bom gosto.  A gama W tem um lugar na história da Kawasaki. Com este forte legado, é normal que para 2020 a Kawasaki disponha de uma gama que abrange todos os públicos, oferecendo possibilidades de acessórios originais personalizados para preservar um estilo único e pessoal. Para 2020, a W800 celebra com êxito os 50 anos da história W para abrir mais uma etapa que apela as antigas virtudes do motociclismo.

Moto Guzzi V7 Stone / Inspirada na sua tradição desportiva – 744 cc / 52 cv / 193 Kg / 8.480 eur ( FICHA )

Na história da Moto Guzzi a designação S associada a um modelo da marca faz-nos sempre recordar as Moto Guzzi desportivas dos anos 70, como a 750 S de 1974  ou ainda a V7 Sport de 1971,  as quais nas suas primeiras 200 unidades tinham o característico quadro pintado a vermelho. Inspirada nessa tradição histórica o modelo recente V 7 III Stone  vê também neste ano de 2020 uma versão especial e limitada a 750 unidades, numeradas e com o seu número gravado no suporte do guiador, e que de acordo com a designação S caracterizam-se por melhor equipamento e um estilo mais desportivo.  A Moto Guzzi V7 III Stone S reconhece-se de imediato pelo seu depósito de gasolina num cromado satinado de belo efeito, envolto no topo por uma cinta de de pele negra . Inclui ainda um set de luzes LED que incluem farol dianteiro, traseiro e intermitentes, com o farol e o painel de informação colocados numa posição mais baixa que na V7 III  standard e um guarda lamas traseiro recortado. Os espelhos retrovisores colocados no topo do guiador conferem-lhe ainda mais um look agressivo e desportivo. Quanto à componente mecânica as cabeças de cilindro incluem pequenas aletas de arrefecimento do motor e os corpos de injecção são anodizados num alumínio de cor natural.

Royal Enfield Interceptor /A pensar no Futuro – 648 cc /  47 cv /  201 Kg /  6.450 eur ( FICHA )

Com o seu novo motor de 650cc , bicilíndrico, de refrigeração a óleo e ar, com quatro válvulas por cilindro e apenas uma árvore de cames, com injecção electrónica e uma potência de 47CV às 7.100 rpm e um binário de 5,4 mKg às 4.000 rpm, a fazer lembrar os novos motores da Triumph. O novo motor inclui caixa de 6 velocidades e embraiagem deslizante o que confere uma enor suavidade na sua condução sobretudo quando usamos a caixa em reduções. Um pormenor técnico que demonstra bem a evolução que a Royal Enfield pretende imprimir nos seus modelos daqui para o futuro. De dimensões propositadamente contidas, as novas Royal Enfield, a Roadster Interceptor 650 e a Café Racer Continental GT 650, são motos ligeiras e certamente fáceis de manobrar com excelente qualidade de construção e pormenores dos seus acabamentos. A Royal Enfield produz actualmente cerca de 680.000 motos ano e é o maior produtor mundial de motos acima dos 250cc tendo o ano passado destronado a China. Os responsáveis da marca pensam chegar ao milhão antes do final do século. Com linhas marcadamente “old school” a Interceptor 650 invoca o design das antigas Triumph T100 com depósito em gota, banco de gomos bi-lugar e um guiador alto cromado bem ao estilo “roadster”. Os quadros das novas Royal Enfield bicilíndricas fora desenvolvidos pela famosa casa inglesa Harris Performance e são em tubos de aço em formato de berço e tornam as novas Royal Enfield em motos perfeitas para rodar em cidade e em pequenas viagens de fim de semana.

Suzuki SV 650 X / Uma Café Racer moderna e entusiasmante – 645 cc / 75 cv / 198 Kg / 7.400 euros ( FICHA )

Uma Naked desportiva de cilindrada média que tem vindo a conquistar uma legião de fãs pelo seu desempenho divertido, graças à agilidade e manobrabilidade providenciada pela sua ciclística e pelo desempenho do seu motor, com um excelente binário nos baixos regimes, muito rápida a subir de rotação, sobretudo naqueles regimes médios que mais utilizamos no dia a dia. Desde o ano passado que a Suzuki apresentou uma versão da sua SV650 com estilo Café Racer, a 650X, aliás foi praticamente a única novidade no Salão de Milão, e desde então que a pequena Café tem feito furor entre as motos desportivas de média cilindrada. Com uma qualidade de acabamentos bastante refinada e uma posição de condução que não é demasiado “pendurada” sobre os seus avanços, a SV650X é uma moto que transmite um enorme prazer na sua condução, sendo muito divertida e prática no dia a dia. Mantém o seu banco de desenho e acabamento retro aos gomos a fazer lembrar as café racers dos anos 80. A pequena cúpula que monta na frente deflete ligeiramente o impacto do vento e completa o look Café da SV650X. O seu motor continua a ser o conhecido bicilíndrico em V a 90º com 645cc e caixa de 6 velocidades que monta a SV650 normal. O quadro é de treliça de tubos de aço e as suspensões dianteiras são telescópicas de 41mm com mono amortecedor traseiro, apenas ajustável na pré-carga de mola. O escape transmite uma sonoridade grave, cheia e entusiasmante contribuindo para uma sensação divertida sua condução. A cor única de 2019 da Suzuki SV650X é o Branco Pérola Glaciar com Preto “Glass Sparkle”. Se o seu preço se mantiver  abaixo dos 7.500.- eur continuará a manter a sua excelente relação preço/qualidade e uma excelente opção para quem pretenda uma neo-clássica muito divertida de conduzir .

Triumph Street Twin / Uma Clássica renovada – 900cc / 64 cv / 198 Kg / 9.200 eur ( FICHA )

A Triumph Street Twin beneficia também de todos os melhoramentos que foram introduzidos na mecânica e na ciclística para 2019. O seu motor bicilíndrico vê a sua potência aumentada e atinge agora os 64 cv de potência máxima ou seja mais 18% que o seu anterior modelo. Também o limite de rotação subiu 500 rpm e o redline está agora às 7.500 rpm. O binário mantém-se nos 80Nm desde baixa rotação, às 3.500 rpm,  o que confere uma agradável sensação de potência e de subida rápida de regime ao rodarmos o punho e que é  acompanhada pela característica sonorização das duas ponteiras de escape da Triumph Street Twin. No motor para desenvolver mais potência e rotação foi montada uma cambota mais leve e uma nova árvore de cames. A embraiagem é agora também mais leve no seu acionamento o que favorece o conforto sobretudo em cidade no pára-arranca. Também a sua ciclística sofreu evolução, com a suspensão dianteira a montar uma nova cartridge ( cartucho ) interior e a tornar a moto mais confortável, realidade que é complementada por um assento com mais volume no seu interior, a tornar possível fazer tiradas de mais Kms com maior conforto. Outro melhoramento importante foi a adopção de uma pinça Brembo de 4 pistons no travão de disco dianteiro, tornando a travagem muito mais efectiva e o tacto na manete muito mais sensível. A pinça Nissin flutuante atrás mantém-se mas a travagem é agora, e em qualquer circunstância, muito mais efectiva e segura. A Street Twin inclui ainda sistema ABS às duas rodas e Controle de Tração, ambos passíveis de serem desligados.

Yamaha  XTribute 700 / Tributo a um ícon do passado689 cc / 74,8 cv / 186 Kg / 8.750 eur ( FICHA )

Ao longo dos anos a Yamaha criou muitos modelos emblemáticos que resistiram à prova do tempo, mas nenhum como a XT500. Simples, resistente e versátil, tornou-se na moto mais adorada da Europa. No final dos anos 70 a Yamaha marcou o mundo do motociclismo com a XT500. Leve, simples e divertida de conduzir, tornou-se de imediato num best seller, mantendo o seu estatuto lendário até à atualidade. Com um esquema de cores emblemático e equipada com uma gama de equipamento scrambler exclusivo, a nova XSR700 XTribute presta homenagem à XT, recuperando a diversão e as emoções que procura numa moto. As suas caraterísticas especiais incluem um banco plano e volumosos apoios para os pés ao estilo XT, assim como guiador e proteções para as suspensões “off-road” que complementam o intemporal estilo scrambler. Graças ao seu motor de dois cilindros em linha de 689 cc e ao quadro leve, a nova XSR700 XTribute oferece poder e tecnologia mais do que suficientes para impressionar.

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