Conduzir à noite – Faça-se ver no escuro – não corra riscos

By on 10 Dezembro, 2018

Por vezes, apenas a iluminação da moto é curta para nos tornar visíveis à noite, especialmente em ambientes urbanos onde outras distrações iluminadas abundam, ou por mau tempo, chuva ou nevoeiro. Assim, fiar-se meramente na iluminação da moto pode não ser o bastante, e muitas roupas e capacetes já contemplam este facto, incorporando tiras de material refletor, zonas de cores fluorescentes ou novos materiais que refletem fortemente qualquer fonte de luz.

Claro que podíamos argumentar que os outros utentes da estrada têm um dever de observar cuidadosamente tudo em seu redor, mas como numa colisão com uma viatura o motociclista fica sempre pior, é um argumento um pouco destituído de sentido…

Para começar, levando em conta o tempo de reação médio, para um condutor se aperceber de um objeto no seu caminho e atuar, (travando ou desviando-se do objeto) é preciso um tempo de 1,5 a 2 segundos. No mundo normal, isto parece bastante rápido… mas um carro a deslocar-se a 60 Km/h viaja 30 metros nesse tempo! Aumentem isso para 80 Km/h e o número torna-se nuns assustadores 45 metros… meio campo de futebol! E isto refere-se a um condutor alerta… faturem mais um segundo para um condutor distraído e a coisa torna-se mesmo preocupante! Assim, estabelecemos que, dia ou noite, é desejável ser visto claramente, e visto o mais cedo possível. Vale portanto a pena perguntar, como podemos garantir o máximo de visibilidade? Para responder a esta pergunta, debrucemo-nos brevemente sobre a forma como o olho humano processa a informação visual.

O facto é que nem nós próprios vemos tão bem à noite, pois dos dois tipos de visão que temos, a visão focal, que ajuda a reconhecer objetos e cores é particularmente prejudicada no escuro. Podemos não ver detalhes ou contornos menos iluminados muito claramente, ou mesmo não nos apercebermos de todo da sua existência. O outro tipo de visão é a visão ambiente, que ajuda a criar uma noção do que nos rodeia e essa funciona melhor, mas concentra-se no óbvio e mais visível. Com o primeiro tipo praticamente neutralizado, temos tendência a depender do segundo e a só ver a sinalética, que é desenhada para ser brilhante e o mais visível possível e podemos descurar detalhes importantes: um objeto no caminho, um animal prestes a atravessar, ou… um motociclista mal iluminado!

Para começar, adaptar a nossa condução é fundamental… nunca excedam uma velocidade em que não podem para em segurança no espaço abrangido pelos faróis. Estejam preparados para reduzir se alguma coisa à frente não apresentar contornos nítidos, ou parecer estranha… objetos caídos, camiões sem luzes, animais, já vi de tudo em 45 anos de condução! Depois, deem-se a maior chance possível de ser vistos. Assim, adotar roupa com refletores incorporados, mesmo um daqueles cintos fluorescentes que se colocam por cima da roupa, pode ser uma boa ideai. Criar contraste também é uma boa ideia, por exemplo, justapor luvas vermelhas ou calças impermeáveis claras a um blusão negro.

Esqueçam os ditames da moda ou o medo de parecerem ridículos, ridículo e saudável é melhor que estiloso e hospitalizado! A própria moto pode conter superfícies refletoras, por exemplo, é vulgar as Top Cases incorporarem áreas de alta visibilidade, e com os gostos da moda a ditar motos maioritariamente cinza escuro ou negras, isto torna-se ainda mais importante. Em resumo, não dependam só das luzes ou iluminação da moto, reforcem com a escolha certa de equipamento blusão, capacete, colete e… andem seguros!

Deixe um comentário

Seja o primeiro a comentar!