Mais elétricas em 2019 – Parte I

By on 29 Dezembro, 2018

Se 2018 for lembrado no futuro por alguma coisa, poderá bem ser pela chegada a sério de veículos elétricos em muitas formas. Incluindo, claro está em duas rodas. De facto, 2018 foi um ano excelente para a apresentação de motos elétricas, com os fabricantes a propor motos com maiores limites de desempenho, menores tempos de carregamento e disponibilidade facilitada (sem mencionar os custos, sempre a descer à medida que mais concorrência aparece no mercado).

A Curtiss Zeus (acima) pode ser ainda apenas um conceito, mas com grandes marcas como a Harley-Davidson a dar os seus primeiros passos na produção em massa de motos elétricas e os especialistas em scooters KYMCO a chocar o mundo com a sua desportiva SuperNEX, o futuro dos EVs nunca pareceu tão promissor. Depois de uma decisão na Alemanha ter sido tomada em 2016 para livrar as estradas de novos motores de combustão interna do país até 2030, o governo do Reino Unido anunciou também planos de seguir o mesmo caminho e proibir a venda de novos carros e camiões a gasolina e diesel até 2040.

Não querendo ficar para trás, os fabricantes de motocicletas agora estão envolvidos numa corrida tecnológica às armas para responder às questões que limitam a popularidade da motocicleta elétrica, como tempos de carregamento, longevidade das baterias e disponibilidade para o mercado de massa. Com as principais novas máquinas reveladas nas feiras da Intermot e da EICMA em Outubro e Novembro, bem como algumas ofertas menores na Motorcycle Live de Inglaterra, parece que algumas dessas questões foram agora respondidas – tornando 2019 num ano de perspectivas tentadoras para futuros proprietários de motos elétricas.

Harley-Davidson LiveWire

Após quatro anos de conversa, conceitos e “tearsers”, a Harley-Davidson revelou ao público a sua moto elétrica de produção em massa LiveWire no final de Julho de 2018, com lançamento planeado para o ano seguinte. Parte de um projeto maior que promete 21 novas motos nos próximos quatro anos, a moto está disponível para pré-encomenda já em Janeiro e marca afirma ser a primeira moto elétrica finalizada a ser levada à produção por um grande fabricante. Nada mal para uma empresa especializada em pacatas customs bicilíndricas a maior parte dos seus 115 anos!

Mais detalhes sobre a moto finalizada foram revelados na EICMA de Milão deste ano em Novembro, com a empresa americana prometendo pinças dianteiras Brembo monobloco mordendo em discos duplos de 300mm, entre outros recursos. Do lado da suspensão, unidades Showa totalmente ajustáveis na frente e na traseira serão outra novidade. A Harley-Davidson ainda não revelou preço ou tempos de carga atualmente, no entanto, podemos dizer que a moto será alimentada por uma bateria de íons de lítio de 12 volts, que pode ser carregada rapidamente através do depósito ou de uma tomada de parede através dos condutores sob o assento.

Arc Vector

Revelada na EICMA de Milão, a Vector foi concebida pela empresa britânica de construção de motos, Arc, e pode muito bem mudar a maneira como usamos e percebemos as motos elétricas para sempre.

Pesando apenas 220kg e desenvolvendo 133cv e 396 Nm de binário do seu motor de 399 volts, a Vector é capaz de 0-100 Km/h em apenas 3,1 segundos, o mesmo que a BMW S1000RR Superbike de 2019.

Paralelamente, também possui um alcance de 580 Km em um ambiente urbano, bem como um tempo de carga de cerca de 45 minutos, quando combinado com uma unidade de carregamento rápido.

 

KYMCO SuperNex

Quando a Kymco lançou a superbike SuperNEX na EICMA, ninguém estava à espera. Apenas alguns meses depois de anunciar as suas intenções no mercado de scooters elétricas, a empresa voltou sua atenção para as motocicletas de alto desempenho.Cientes de que os regulamentos de emissões cada vez mais difíceis dificultam a produção de uma desportiva moderna a gasolina, eles decidiram pular essa etapa e, em vez disso, desenvolver logo a próxima geração de Superbike.

Ao contrário da maioria das suas concorrentes, a SuperNEX usa uma caixa manual de seis velocidades e embraiagem deslizante, completa com seletor de mudanças rápido e auto-blipper, numa tentativa de tornar a experiência de pilotagem mais envolvente e seduzir os compradores existentes de outras motos a gasolina.  Há, no entanto, outro motivo importante para incluir uma caixa manual também. Os motores elétricos são bem conhecidos por fornecer enormes quantidades de binário a partir do zero, mas a desvantagem é que eles normalmente atingem o pico de potência na faixa intermediária e a seguir perdem alguma potência.

Isto significa então que a moto fica sem força nos regimes mais altos, o que afeta a velocidade máxima. Com seis mudanças à sua disposição, a SuperNEX pode manter a potência máxima por mais tempo, passando de caixa. O resultado disso é um tempo de 0-100 Km/h de 2,9 segundos e 0-240 Km/h em apenas 10,9 segundos. A data de produção ainda não foi confirmada para a Kymco, mas esperem atualizações no próximo ano.

(continua)

 

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