Reportagem: “OFF ROAD MEDIA EXPERIENCE, HONDA AFRICA TWIN 2022” – O seu habitat por excelência

By on 21 Dezembro, 2021

Quando se tem um produto reconhecido e dotado de uma capacidade de se adaptar a todas as circunstâncias, o melhor é manter e modernizar apenas a parte estética. E foi isto que a Honda fez à sua icónica Maxi-trail.

Por Rui Domingues

Viajámos até Guadalajara a convite da Honda Portugal para participar neste evento onde o objetivo era juntar um número de condutores onde a sua experiência em todo o terreno fosse nula ou quase nula, e comprovar a agilidade do seu Modelo CRF1100L Africa Twin neste tipo de terreno.

  Apesar do nome Africa Twin já contar com mais de três décadas desde que saiu para produção, este modelo de 2022 mantém uma ciclística de rally e a mesma essência e espírito que tornaram a Africa Twin original tão popular.

Como novidades deste novo modelo realçamos um porta-bagagens traseiro instalado de origem , agora de côr preta, novo grafismo “Big Logo” e caixa DCT de configurações revistas.

   Com a cooperação da escola de Off-Road Personal Enduro, o dia começou cedo com um breve briefing e logo de seguida seguimos para a estrada até ao primeiro ponto de paragem. Aqui começam as explicações e os segredos de como dominar a máquina no fora de estrada.

Ouvir e ver os profissionais a desmistificar todos os medos e receios de uma forma tão tranquila fez-nos querer que tudo seria simples, e que a África Twin estava ali para nos ajudar.

  Chegou, então, a altura de colocarmos a aprendizagem em prática e darmos início ao percurso. Seriam à volta de 150 kms em direção a Nordeste, num percurso que nos separava da próxima noite bem dormida.

 O dia iria ser longo pois a semana anterior fez questão de preparar o terreno com a imensa chuva que caiu e, como tal, os obstáculos passaram a ser o maior desafio.

  As dicas dos profissionais fazem a diferença entre o fácil e o difícil, e a mensagem foi bem recebida. Nesta modalidade o sucesso das manobras está dependente de 80% de corpo e 20% de moto, o segredo estava na postura. Moto já temos, então vamos lá trabalhar a postura. 

Regra nº1 para que seja possível praticar todo o terreno e chegar a horas a casa com o esqueleto direito: Numa escala de diversão para esta modalidade, de 1 a 10, nunca deveremos ultrapassar o nível 6. Podemos garantir que não vai ser preciso mais do que isto para passarmos horas a fio com um sorriso na cara dentro do capacete.

  Alguma lama, pedra solta, subidas, descidas, valas para passar,  estradas de Serra para serem feitos os troços de ligação… Este foi o cenário até ao tardio almoço que começou depois das 15 horas, a tempo de se degustarem as iguarias da região e repousar um pouco o corpo que já acusava algum desgaste.

A parte da tarde foi  composta por paisagens de cortar a respiração e acompanhadas por um asfalto molhado de alguma chuva que se fazia sentir e onde não posso deixar de referir que os pneus Continental TKC 80 que equipavam todas as motos desta experiência mostraram um desempenho notável em todos os terrenos. Percebemos que não foi ao acaso que a Honda os tem homologados neste modelo para circular na estrada.

O segundo dia começa igualmente cedo e a primeira sensação que temos assim que subimos para a África Twin é de que ela foi nossa a vida toda. Tudo funciona. E no que respeita à  interação com a moto, bastante mais intuitiva do que no primeiro dia, se bem que acreditamos que uns comutadores retroiluminados fariam as delícias dos seus proprietários. 

  Encontramos as suspensões suaves e precisas,  testadas com diversas afinações, e que se  revelaram  fundamentais para o desempenho positivo desta máquina em qualquer um dos desafios apresentados.

 Com o frio sempre presente, altura de ligar os punhos aquecidos e seguir com a experiência do dia, a qual obrigou a caminhos bem mais técnicos do que os do primeiro e com estradões rápidos à mistura, dignos de uma etapa do Dakar. Seguindo junto à barragem de la Tajera pudemos perceber novamente que a África Twin continuava lá para nos facilitar a vida. 

  Gostámos bastante do desempenho desta moto no Todo o terreno e da sua facilidade de condução, foram raras as vezes que nos apercebemos que estávamos a pilotar uma maxi-trail. A transmissão DCT agora renovada torna o fora de estrada menos preocupante, uma vez que deixamos de nos preocupar com o manuseamento da embraiagem, bem como o seletor de velocidades.

Um almoço fora dos nossos horários comuns foi essencial para que se mantivesse o foco e se evitasse a moleza que acompanha as digestões longas. Logo de seguida, o trajeto final foi uma mescla de estrada nacional e autoestrada onde aproveitámos para utilizar o Cruise Control e colocar à prova, mais uma vez, os  Continental TKC 80 que se mostraram soberbos no seu desempenho.

  Terminada esta experiência bastante enriquecedora, resta-nos agradecer à Honda Portugal pelo convite e por todos os ensinamentos que nos foram colocados à disposição.

 

Ficha Técnica:

Motor

Tipo de motorMotor bicilíndrico paralelo, 8 válvulas, 4 tempos, cambota a 270°, Unicam, arrefecimento por líquido
Cilindrada1084 cc
Potência102 cv @ 7.500 rpm
Binário105 Nm @ 6.250 rpm
TransmissãoCaixa de 6 velocidades (versão DCT disponível), final por corrente

Ciclística

QuadroBerço semi-duplo
Suspensão Dianteira / TraseiraForquilha telescópica invertida Showa de 45 mm, tipo cartucho, com afinador tipo botão para a pré-carga e afinador de dupla função (DF); 230 mm de curso / Braço oscilante monobloco em alumínio, com sistema Pro-Link e amortecedor SHOWA com reservatório de gás, afinadores hidráulicos tipo botão para a pré-carga e para o amortecimento em extensão, 220 mm de curso da roda traseira.
Travagem Dianteira / TraseiraSistema hidráulico de dois discos ondulados e flutuantes de 310 mm, com cubos em alumínio, pinças radiais de 4 êmbolos e pastilhas em material sinterizado / Sistema hidráulico de um disco ondulado de 256 mm, com pinça de 2 êmbolo e pastilhas em material sinterizado 2 canais com ABS traseiro de função de desligar.
Pneus90/90-21M/C com câmara-de-ar ; 150/70-R18M/C com câmara-de-ar

Dimensões e Preço

Altura do assento850/870 mm (banco baixo opcional: 825, banco alto opcional: 895)
Distância entre eixos1.575 mm
Capacidade do depósito18.8 L
Peso226 Kg
PreçoDesde 14.300 € (Versão DCT por 15.400 €)

 

Concorrentes:

  • BMW R 1250 GS

Desde 18.341 Euros ; 136 cv ; 249 kg

 

  • Suzuki V-Strom 1050 XT

Desde 14.999 Euros; 107cv ; 247kg

 

  • Ducati Multistrada V2

Desde 14.990; 113cv; 199kg

 

Galeria:

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