Honda prepara um motor sobrealimentado para a Africa Twin?
A Honda está supostamente a desenvolver uma trail/adventure com turbo que poderia se tornar num futuro modelo Africa Twin, conforme confirmado por patentes recentes.
Não é clara a intenção da Honda estar a recorrer à sobrealimentação, pois não se sabe se a empresa está interessada em criar a moto de aventura mais potente do mercado. Em vez disso, a empresa pode estar a olhar para um futuro em que os atuais motores Africa Twin podem se tornar obsoletos devido aos regulamentos de emissões. E por outro lado a Honda nunca se interessou em participar de ‘guerras de poder’, embora a adição de um supercharger possa trazer ainda mais emoção à já impressionante Africa Twin.
Na verdade, depois de vários anos, a Kawasaki ainda é a única que tem o seu motor com “Supercharger” no mercado, que não é um turbo propriamente dito, pois está diretamente conectado ao motor, mas também melhora o desempenho. Então coloquialmente falamos de motos turbo quando na realidade não o são, mas sim motos com compressor volumétrico.
A Honda, que já patenteou algumas soluções nesse sentido em 2019, e no início de 2023 retomou essa linha com duas novas patentes. Uma delas, conforme revelado pelos nossos colegas japoneses da Young Machine, é para “um motor de combustão interna sobrealimentado”. O mais curioso é que na última das patentes é ilustrado com uma Africa Twin ou, pelo menos, é o que surge com o quadro que guarda grandes semelhanças a ponto de poder-se sobrepor a imagem do modelo atual com o da patente e tudo se encaixa perfeitamente.
O design da patente mostra claramente que a nova moto de aventura será construída com foco no alto desempenho, e o supercharger será um componente essencial para atingir esse objetivo.
Quanto às descrições das patentes, a primeira afirma que se trata de um compressor mecânico, pois indica que “a força motriz é transmitida do exterior da embraiagem ao impulsor”. Num turbo são os gases de escape que desempenham esta função.
A segunda patente apresenta o caminho do fluxo de ar e obtém a melhor resposta possível. A rota aérea varia do habitual, procurando evitar em parte o calor do motor, pelo que se ramifica para o conseguir. De alguma forma, o efeito final que se busca com isso é uma resposta mais eficiente do sistema e sem a necessidade de montar um intercooler, que geralmente é a solução usual, mas adiciona complexidade e peso.
Se veremos uma Honda com compressor volumétrico é difícil saber, mas o certo é que se a Africa Twin for realizada, não seria a única com opções para montá-la, já que compartilha o motor com a touring NT1100 e a cruiser Rebel 1100.
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