Comparativo BMW F 900 XR versus Yamaha Tracer 9 GT – Duas Crossover de características muito semelhantes

By on 17 Fevereiro, 2022
  • Comparativo realizado por Alfonso Sanchez
  • c/ a colaboração de Jordi Mondelo
  • Fotos de Santi Diaz

Questão de carácter ou temperamento, o certo é que estas duas Sport Tourers ou Crossovers, termo também adoptado e que provém do sector das 4 rodas, foram desenvolvidas sob um padrão comum e são muito parecidas nas suas características. Os princípios na sua concepção são idênticos e procuram ser referência num segmento de mercado cada vez mais competitivo, o das motos Sport Tourers, motos que conjugam um misto de capacidades, entre um desempenho desportivo, aptas para uma utilização diária e viajar. Serão seguramente a opção ideal como moto única para tudo, direcionadas a um target de condutores mais heterogéneo.

Definitivamente e no final, os dois modelos diferenciam-se no seu carácter, sem querermos entrar em divagações estranhas, a verdade é que ambas acabam por chegar a um resultado semelhante através de diferentes caminhos. Apesar de, aparentemente, as motos até serem parecidas, o certo é que tanto a BMW como a Yamaha partiram de bases radicalmente diferentes para chegarem a um resultado comum.

Também na sua estrutura a abordagem dos dois modelos difere totalmente, com a BMW a apostar num chassi clássico de dupla viga em aço, que utiliza o motor como reforço estruturante, e a Yamaha, fiel à sua tradição Deltabox, opta por uns solução de dupla viga em liga de alumínio. Coincidem porém na solução adoptada para o braço oscilante, com estrutura de duplo braço em alumínio.

A partir de aqui inúmeros pormenores fazem com que cada modelo seja único e diferente. Ergonomia, luzes, quadros, painel de informação, suspensões, equipamento, motor… as diferenças são mais ou menos evidentes em função de cada realidade. Por exemplo, o escape do bicilíndrico da BMW F 900 XR encontra-se subido ao longo do lado direito da moto. Já a Tracer 9 GT opta por prescindir a montagem de um escape convencional tendo a Yamaha optado por o montar debaixo do motor com apenas umas pequenas saídas que saem da panela principal.

Abordagens distintas

De todas as formas as maiores diferenças verificam-se na concepção de cada modelo. Enquanto a Yamaha oferece uma série de componentes como as malas laterais, o Quickshift , os punhos aquecidos, as suspensões semi-activas, o descanso central, os protetores dos punhos… tudo de origem e com um PVP de 13.850 euros ( 11.150 a versão base ) a BMW segue um caminho distinto, com a oferta do equipamento em opcional e com um preço base de 11.700 euros.

Preço, estilo e configuração por isso muito semelhantes onde o gosto pessoal de cada um poderá fazer a diferença à hora de optar por um modelo ou outro. Um ponto a favor da Yamaha é o facto de que independentemente da cor que escolhemos o preço é sempre o mesmo. Na BMW as cores “especiais” têm um acréscimo de preço.

A nível do perfil as duas motos assemelham-se, evidenciando linhas desportivas  e em simultâneo herdando características do segmento MaxiTrail. Em outros pormenores são totalmente opostas como por exemplo no painel de informação. Na BMW 900 XR temos um painel TFT a cores com 6,5” e possibilidade de ligação via bluetooth, que proporciona um leitura clara e informação completa. No caso da Tracer 9 a Yamaha optou por dividir o painel em dois TFT’s de 3,5”, algo mais complicados de se ler a informação mas igualmente bastante completa.

Na proteção aerodinâmica as duas optaram por écran frontais reguláveis em várias alturas. A BMW incorpora um écran regulável em duas alturas, processo que se realiza de forma simples através de uma alavanca. Por seu lado a Yamaha conta com um sistema de regulação em várias alturas através de um sistema de ajuste com ranhuras. Os dois sistema permitem uma regulação em andamento sendo o da BMW mais fácil de ajustar pela sua simplicidade de acionamento e apenas duas alturas possíveis.

Em matéria de iluminação os faróis dianteiros da 900 XR contam com um sistema opcional de de luzes adaptáveis às curvas, iluminando o interior das mesmas.  Com o mesmo objectivo a Tracer incorpora um sistema diferente que aumenta a intensidade de iluminação em curva dependendo da inclinação da moto. Os dois sistemas contribuem com um extra em termos de segurança em condução noturna e ambos incluem tecnologia LED.

Preparadas para tudo

Gostos e estéticas à parte, quando nos aproximamos de qualuer um dos modelos apercebemo-nos de imediato a qualidade e a atenção com que ambos fabricantes revestiram as suas meninas para melhor nos receberem.

A BMW 900 XR, com o seu forte carácter, garante uma série de alturas diferentes do seu assento para garantir que irá agradar a todos ( de 775mm a 870mm ). Para além do possível ajuste do assento em altura o seu perfil estreito na zona dianteira onde descem as pernas uma vez parados permite-nos chegar facilmente com os dois pés ao chão.

No caso da Tracer o assento é constituído por duas peças e ligeiramente mais largo do que o da XR, tanto para o piloto como para o passageiro. A sua altura é também ajustável e varia entre os 810mm e os 825mm, sendo por isso adaptável a diferentes estaturas ou preferências dos pilotos.

A diferença mais evidente é no tipo de densidade e conforto proporcionado pelos  dois assentos, mais confortável e acolhedor no caso da Tracer e mais firme e duro na XR, realidade que em viagem se fará notar mais ainda. Na BMW chegamos com os pés ao chão com extrema facilidade no entanto na Tracer essa realidade é dificultada pela colocação dos poisa-pés que se situam precisamente na extensão natural das pernas, obrigando a um esforço adicional para colocarmos as pernas por fora ou para trás de forma a procurar chegar com os pés ao chão. Esta situação dificulta tudo o que são manobras com a Tracer uma vez parados.

O peso das duas motos situa-se entre os 219 e os 220 Kg e ambas demonstram grande agilidade quando manobramos a baixa velocidade. O angulo de curva é bastante bom nos dois modelos  e ambos contam com descanso lateral e central,pese embora o da BMW para além de ser um extra opcional resulta ser mai difícil e menos prático de utilizar do que o da Tracer.

Com uma postura natural em andamento as duas motos revelam semelhanças nesta matéria, com as pernas nem demasiado encolhidas nem esticadas e os guiadores largos que as duas montam proporcionam um extra de controle e uma posição descontraída e natural de braços e mãos, excelentes para pouparem no esforço em viajem e manterem o controle da dianteira da moto em todo e qualquer momento.

Polivalência de utilização

A circulação em ambiente urbano desenvolve-se com enorme soltura e facilidade em qualquer dos dois modelos… sempre e quando não levemos as malas laterais montadas pois para além de dificultar a passagem entre carros parados nas filas de trânsito, a possibilidade de que as malas embatam numa ou outra ocasião numa viatura é mais do que provável.  Em termos de motor ambas mostram um binário interessante nos baixos e médios regimes que facilitam o rodar em cidade com mais suavidade e sem constantes passagens de caixa.

Se o que pretendemos é viajar com as mesmas ou ter que realizar percursos mais longos no dia a dia, os dois modelos estão especialmente preparados para o efeito, não só graças à capacidade dos seus depósitos de combustível, com 15,5 litros para a XR e 18 litros para Tracer que, considerando os consumos de 5,5 litros aos 100 Km as duas, nos permitem realizar trajectos de cerca de 300 Kms sem atestar, como também a proteção aerodinâmica variável permite ser ajustada em função da utilização.

Se as malas em condução urbana limitam a nossa circulação, em viagem são absolutamente necessárias. No caso apenas de referir que as duas soluções têm características similares e apenas se diferenciam no facto de na Tracer GT estarem incluídas de origem e na XR serem um extra opcional. Apenas uma nota final sobre o facto de ambas terem capacidade para colocar um capacete integral no seu interior e na sua fixação à moto as malas da Tracer permitirem um melhor estabilidade da moto a alta velocidade.

No entanto as duas motos demonstram estabilidade e trajectórias limpas em curva, com proteção adequada para circularmos em auto-estrada, sendo que a yamaha oferece um pouco mais de proteção quer pela dimensão do seu écran frontal quer pelo melhor encaixe e proteção das pernas junto ao depósito.

Mas onde as diferenças mais se notam e marca definitivamente o carácter  diferente de cada modelo é nos seus motores. Em desempenho puro digamos que estão muito próximos mas no seu comportamento são duas realidades muito distintas.

O bicilíndrico da XR oferece uma aceleração contundente, progressiva e suave nos baixos regimes, sendo um motor redondo. Já o tricilíndrico da Tracer revela-se mais nervoso, sobe mais rapidamente de rotações e tem um comportamento mais desportivo, com uma resposta mais directa e musculosa em contraste com a progressividade do motor da XR.

Na prática as duas mecânicas proporcionam um ritmo muito semelhante a rodar em asfalto, com curvas de binário praticamente semelhantes ao longo dos diferentes regimes de rotação,  mas transmitindo a sensação de que cada uma uma o faz à sua maneira, sendo algo mais potente a Tracer nos regimes mais altos e a XR mais progressiva e redonda desde os regimes mais baixos e médios.

Nem tudo “corre sobre rodas”…

Algo em que coloco algumas dúvidas sobre a sua utilidade nos dois modelos é o sistema Quickshift de passagem de caixa sem embraiagem. Na minha opinião a caixa rápida é um sistema que funciona bem em motos estritamente desportivas, motos cujos motores rodam em regimes quase sempre altos e que justificam a utilização de uma caixa deste tipo pois cada milésimo de segundo pode fazer a diferença. No caso destes dois modelos, onde o objectivo da sua utilização está especialmente focado em deslocações urbanas e /ou em viagens, a montagem de uma caixa rápida tem alguns inconvenientes.

Com os motores a rodarem em regimes mais baixos a caixa rápida demonstra alguma imprecisão e no caso da BMW a simples tarefa de a tentarmos colocar  em ponto morto torna-se num desespero, pois a sensação é de que deixou de existir.

De qualquer forma é uma realidade o facto de que onde melhor desfrutamos do andar de moto é com estrada aberta à nossa frente, longe da densidade e poluição do tráfico urbano, sentindo o ar fresco na cara e fazendo com que as nossas motos possam connosco respirar de forma mais saudável.

E é nesse mesmo contexto que as diferentes ciclísticas dos dois modelos mostram todo o seu potencial proporcionando sensações muito semelhantes. Talvez possamos afirmar que sentimos a Tracer algo mais precisa do que a XR, certamente devido às suspensões semi-activas que monta, realidade que na XR está condicionada ao facto das suspensões dianteiras não serem reguláveis e apenas o amortecedor traseiro é regulável em pré-carga de mola. Mesmo assim o seu comportamento é bastante aceitável, proporcionando uma boa leitura da estrada e absorvendo todo tipo de imperfeições do asfalto.

Quando impomos um ritmo mais sério e agressivo de condução,  com entradas em curva mais apuradas, exigindo maior desempenho e eficiência na travagem, os dois modelos mostraram comportamento semelhantes, garantindo estabilidade e segurança em qualquer situação. Talvez a Yamaha tenha demonstrada uma mordida mais contundente dos seus travões, sendo que a XR apresentou melhor tacto dos mesmos. Em travagens mais bruscas e em piso com menos aderência a intervenção do ABS apenas se notou, mas o suficiente para aumentar a segurança e a eficiência na travagem nos dois modelos.

Em viagem e no caso de o fazermos acompanhados notámos que nos dois modelos a posição do pendura não é demasiado elevada, não o expondo excessivamente ao vento, e as pernas não se encontram demasiado fletidas, contando ainda com suportes laterais amplos para se agarrarem. A única diferença reside no conforto proporcionado pela o almofadado dos assentos, sendo neste apartado a vantagem para a Yamaha, não só mais confortável como tem assentos separados para o piloto e para o acompanhante.

Em conclusão, tanto a BMW 900 XR como a Yamaha Tracer 9 são duas excelentes Sport Tourers, cómodas rápidas e funcionais. A sua alma desportiva garante uma condução divertida e as suas capacidades para viajar são inegáveis assim como o todo o potencial para serem uma utilização diária podem facilmente convertê-las na “Moto para Tudo”.  A XR mais refinada, suave e redonda e a Tracer mais “raçuda”, directa e desportiva. Dois estilos… com o mesmo objectivo.

Resumo das características da BMW F 900 XR

A moto alemã aposta numa imagem estética e em acabamentos de topo, aposta no desempenho do seu motor nos baixos e médios regimes,  dotando o seu modelo de uma enorme progressividade e suavidade na entrega de potência, e propõe um preço acessível embora numa versão quase espartana em que os restantes equipamentos são opcionais, que se têm que adquirir para podermos verdadeiramente comparar com tudo aquilo que a Tracer 9 GT inclui.

ADN  BMW F 900 XR

  • Potência                   105 CV
  • Carta                         A e A2
  • Peso                          219 Kg
  • Consumo                  4,2 L / 100Km
  • Autonomia               369 Km
  • Preço base               11.700 eur

MOTO+

  • Polivalência de utilização
  • Qualidade de acabamentos
  • Motor suave e com carácter
  • Sistema de chamadas SOS

MOTO-

  • Assento excessivamente duro
  • Quickshift a baixas rotações
  • Equipamento disponível por Packs da marca

Resumo das características da Yamaha Tracer 9 GT

O fabricante japonês de Iwata propõe uma Sport Tourer com grandes qualidades tanto depostivas como turísticas. A versão GT vem espcialmente bem equipada de série e inclui malas lçaterais, suspensões electrónicas KYB, caixa rápida e punhos aquecidos. Uma ciclística de luxo acompanhada por um motor tricilíndrico de reconhecidas prestações e desempenho desportivo.

ADN Yamaha Tracer 9

  • Potência                   119 CV
  • Carta                        A
  • Peso                          220 Kg
  • Consumo                  5 litros / 100 km
  • Autonomia               360 km
  • Preço                         13.850 eur ( 11.150 versão base )

MOTO +

  • Equipamento de série muito completo
  • Motor com resposta rápida em qq regime
  • Grande versatilidade de utilização

MOTO –

  • Posição dos poisa-pés do piloto
  • Painel de informação confuso
  • Caixa rápida em condução tranquila

No final, qual é a melhor ?

As duas são propostas muito aliciantes que no final se encontram muito equiparadas. A BMW porém para estar em termos de equipamento à altura da versão GT da Tracer 9 obriga à aquisição de uma série de Packs opcionais da marca e que acaba por resultar num preço final ligeiramente acima do proposto pela Yamaha.

Em termos de desempenho dinâmico a Yamaha encontra-se também um pouco acima da BMW pela maior potência do seu motor e comportamento mais desportivo de todo o conjunto, onde a sua ciclística com suspensões semi-activas e quadro deltabox desempenham um papel fundamental.

Já em estrada e a viajar a Yamaha oferece maior proteção aerodinâmica e um conforto extra para o piloto e acompanhante. A BMW ganha em suavidade e desempenho do seu motor nos regimes médios e baixos, proporcionando uma condução mais redonda em ambiente urbano, onde normalmente rodamos de forma mais contida e em regimes de rotação mais baixos. A estética é sempre uma questão subjectiva embora na nossa opinião a XR nos pareça uma moto mais equilibrada de linhas e mais elegante.  

No final haverá que decidir entre a atitude desportiva e carácter da Yamaha  e a suavidade e elegância da BMW.

FICHA TÉCNICA – BMW F 900 XR

  • Motor tipo: Bicilíndrico 4T, DOHC, LC, 8V
  • Diâmetro x curso: 86 x 77 mm
  • Cilindrada: 895 c.c.
  • Potência máxima: 105 CV a 8.500 rpm
  • Binário máximo: 92 Nm a 6.500 rpm
  • Alimentação: Injeção electrónica
  • Emissões de CO2: 99 g/km
  • Caixa: 6 velocidades
  • Embraiagem: Hidráulica, multidisco em óleo, deslizante
  • Transmissão secundaria: Corrente de 0’rings
  • Tipo chasis: Dupla viga de aço        
  • Geometría de direção: 105,2 mm
  • Braço oscilante: Duplo braço de aluminio 
  • Suspensão dianteira: Forquilha invertida de 43mm com 170 mm de curso
  • Suspensão traseira: Monoamortecedor sem bielas, 172 mm curso, ajustável precarga e extensão
  • Travão dianteiro: 2 discos de 320 mm com pinças radiais de 4 pistons e ABS
  • Travão traseiro: Disco de 265 mm com pinça de un piston e ABS
  • Pneus: Dianteiro120/70-17 e Traseiro 180/55-17
  • Distância entre eixos: 1.521 mm
  • Altura assento: 775-870 mm
  • Peso em marcha: 219 kg
  • Depósito: 15,5 l
  • Consumo médio: 4,2 l/100 km
  • Autonomia teórica: 369 km
  • Garantia oficial: 3 anos
  • Importador: BMW Motorrad Portugal
  • Web: bmw-motorrad.pt

FICHA TÉCNICA Yamaha Tracer 9 GT

  • Motor tipo: Tricilíndrico 4T, DOHC, LC, 12V
  • Diâmetro x curso: 78 x 62,1 mm
  • Cilindrada: 890 c.c.
  •  Potência máxima: 119 CV a 10.000 rpm
  • Binário máximo: 93 Nm a 7.000 rpm
  • Alimentação: Injeção electrónica
  • Emissões de CO2: 116 g/km
  • Caixa: 6 velocidades
  • Embraiagem: Hidráulico, multidisco em óleo, deslizante
  • Transmissão secundária: Corrente de o’rings
  • Tipo chasis: Dupla viga de aluminio
  • Geometria de direção: 25º / 108 mm
  • Braço oscilante: Duplo braço de aluminio
  • Suspensão dianteira: Invertida KYB, semi-activa e ajustável en pré-carga e extensão 130 mm de curso
  • Supensão traseira: Mono amortecedor KYB progressivo, semi-activo em pré-carga e extensão 137mm curso
  • Travão dianteiro: 2 discos de 298 mm com pinças radiais de 4 pistons e ABS
  • Travão traseiro: Disco de 245 mm com pinça de dois pistons e ABS
  • Pneus medidas: 120/70-17 e 180/55-17
  • Distância entre eixos: 1.500 mm
  • Altura do assento: 810-825 mm
  • Peso em ordem de marcha: 220 kg
  • Capacidade do depósito: 18 l
  • Consumo: 5 l/100 km
  • Autonomia: 360 km
  • Garantia fabricante: 3 anos
  • Importador: Yamaha Motor Europe Portugal
  • Web: yamaha-motor.eu/pt/

Galeria de Imagens BMW F 900 XR

Galeria de Imagens Yamaha Tracer 9

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