Teste Benelli Imperiale 400, A máquina do tempo

By on 17 Outubro, 2020

E neste teste Moto+, questionamo-nos se por acaso não voltámos ao passado, se estaremos só por acaso nos mágicos Anos 50. A nossa máquina do tempo faz-nos regressar ao futuro e cá está ela, a atual Benelli Imperiale 400.

Este look retro de um estilo clássico é alimentado por imensos detalhes que encontramos ao circundar a mota. E bem que merece um olhar mais enamorado.  

Vamos passear por entre algumas caraterísticas estéticas desta vintage. Ela assim o exige…

Os cromados são uma constante por toda a mota, as jantes de alumínio raiadas e o farol dianteiro dão cunho ao aspeto clássico, o vistoso tanque com 12L de capacidade e as suas proteções de joelho em borracha voltam a reforçar o magnífico estilo Anos 50. Teremos ainda de falar da iluminação bem convencional, do painel analógico e redondo tão particular deste estilo de mota, não esqueçamos o banco, bastante firme, com as molas para completarem o trabalho da aceitável suspensão traseira e terminamos com o majestoso cano de escape inox e seu trabalhar bem à época. Ora oiçam. 

Passamos por entre locais de elevado significado histórico e a Benelli Imperiale parece fazer parte desse legado. 

Numa posição de condução relaxadamente reta comprovamos a suavidade encontrada nesta monocilíndrica de 374cc de cilindrada. A Benelli apresenta-nos os seus 20cv de potência, número tímido, afirmam alguns, contudo, a sua boa resposta em baixos regimes é, sem dúvida alguma, uma imperial surpresa e que em condução citadina evita o constante alternar de mudança. O sistema de travagem ABS composto por um disco dianteiro e outro traseiro acompanham as necessidades para uma condução pacifica e bem divertida, onde os seus 205kg passam completamento despercebidos. 

As referências e tradições históricas são igualmente notórias no minimalismo da tecnologia nela presentes, cingindo-se a pouco mais do que a injeção eletrónica do motor. Tudo na quantidade exata e quanto basta para esta recriação da casa de Pésaro. Aqui o mais é menos e a única exceção está na inscrição do nome da marca. Aqui o mais é Benelli. 

Não há qualquer dúvida, a Benelli Imperiale é uma mota para desfrutar do passeio, das paisagens que nos fazem reviver outros tempos e na vertente mais citadina torna-se uma muito suave e chamativa forma de percorrer o frenético reino urbano. Um autêntico e comprovado chamariz de curiosos em qualquer paragem. Concordam? 

O preço competitivo, a agradável qualidade de construção e agilidade de condução, afastam aspetos como alguma vibração sentida a elevadas velocidades, uma suspensão traseira mais macia que traria ao passageiro um maior conforto e a possibilidade de um dia vir a ter uns pneus que nos agradariam preferencialmente. 

Porém, esta máquina do tempo, que nos proporciona um regresso aos Anos 50, é a clássica que deixará um sorriso bem evidente e de orelha a orelha a quem gosta de estilo clássico, sejam eles iniciados ou decididos a retomar o gosto de rolar ao estilo retro. 

GOSTÁMOS:

  • · Relação Qualidade/Preço
  • · Estilo vistoso e chamativo
  • · Agilidade de condução

GOSTÁMOS MENOS:

  • · Suspensão traseira
  • · Pneus
  • · Alguma vibração a altas velocidades

Gostámos:Gostámos: Relação Qualidade / Preç· Relação Qualidade/Pre

Concorrentes:

Mash Five Hundred: 3.990,00 Euros / 397cc / 27,7cv / 151kg (sem combustível)
Royal Enfield Classic 500: 5.195,00 Euros / 499cc / 27,2cv / 185kg (sem combustível)

FICHA TÉCNICA:

PREÇO: 3.970,00 Euros (IVA incluído) – Acresce documentação/registo e ISV

Cores:

Vermelho
Cinza
Preto

Concorrentes:

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