Centenário Suzuki: História e modelos mais marcantes

By on 16 Fevereiro, 2021

A Suzuki completou o ano passado 100 anos de idade. O fabricante japonês é um dos quatro principais líderes na indústria de motos do País do Sol Nascente. A criação da mítica marca de Hamamatsu remonta a Março de 1920 e, a cerca de um mês de atingir a bela idade de 101 anos, decidimos reviver alguns dos marcos mais significativos da sua história, redescobrindo alguns dos seus modelos chave.

Michio Suzuki fundou a empresa que mantém o seu nome a 15 de Março de 1920. Foi então chamada Suzuki Loom Manufacturing Company. A filosofia de Michio Suzuki era “criar produtos de valor superior, concentrando-se no cliente”.

A empresa reformulou então a sua área de negócio, passando da produção de teares para a construção de motociclos, automóveis, motores fora de borda, ATVs, e outros. O fabricante japonês expandiu-se também na Ásia, bem como em alguns mercados chave como o Paquistão, Índia, Tailândia, Hungria, etc.

O INÍCIO NO COMEÇO DO SÉC. XX – A SUZUKI COMEÇA COMO FABRICANTE DE PEÇAS MECÂNICAS A PRODUZIR TEARES. A COLEDA 125 É A PRIMEIRA MOTO ‘REAL’…

1909: Em Outubro de 1909, Michio Suzuki fundou a marca na sua entidade original. A marca tem, portanto, “realmente” 111 anos de idade. É difícil dizer quão boas eram as premissas originais, mas se olharmos para o contexto, percebemos que a empresa Loom Suzuki já parecia ter bons recursos.

1920: a empresa é reorganizada, beneficia de um aumento do seu capital. Torna-se a Suzuki Loom Manufacturing Co. Esta é o verdadeiro ponto de partida da Suzuki como fabricante de peças mecânicas. A empresa começa por fabricar teares.

1945: As suas fábricas sofrem perdas e danos pesados durante o período da Segunda Guerra Mundial. Após o armistício, em 1947 a Suzuki muda-se para Hamamatsu; em 1949, a Suzuki junta-se à bolsa de valores japonesa e aos mercados financeiros de Tóquio, Nagoya e Osaka.

1952: A Suzuki inicia o fabrico da sua “primeira moto”. Trata-se na realidade de uma bicicleta com um motor auxiliar, seguindo o mesmo padrão de muitos outros fabricantes: a Suzuki Power Free utiliza um motor de dois tempos de 36 cm3, revelando já uma certa elegância.

1953: Este é o ano da Diamond Free, que com um motor a dois tempos 60 cc tem o depósito alojado na roda traseira. Do ponto de vista da forma, prossegue o formato de uma bicicleta com motor auxiliar, mas era o luxo acessível e possível para a época, resultando num grande sucesso: 6.000 unidades são produzidas só num mês!

ANOS 50 – CRIAÇÃO DA SUZUKI MOTOR COMPANY

1954: O ano da mudança de paradigma: a Suzuki Loom Manufacturing Co torna-se Suzuki Motor Co, Limited., e prepara-se para dar início à exportação.

1955: A Colleda 125 é provavelmente a primeira moto ‘real’ da Suzuki. É a primeira duas rodas de Hamamatsu com um motor de 4 tempos, é particularmente bela para o seu tempo e não tem nada a invejar às produções europeias. O ano de 1955 é especialmente importante para a marca japonesa, até porque assinala a estreia da marca na indústria automóvel: o Suzulight que com um motor a 2 tempos de 360 cc dá um contributo para a democratização do automóvel no Japão.

1958: A Suzuki adota um novo logo, o ‘S’ vermelho como seu emblema oficial.

1962: A Suzuki ganha o Tourist Trophy da Ilha de Man na classe de 50 cc.

1967: A Suzuki abre a sua fábrica na Tailândia, a Thai Suzuki Motor Co Limited, e começa a fabricar motociclos fora do Japão pela primeira vez.

ANOS 70 – JÁ CONSOLIDADA COMO GRANDE FABRICANTE, A SUZUKI ENTRA EM FORÇA NOS ANOS SETENTA COM A BRUTAL GT 750, QUE COM UM MOTOR DE 3 CILINDROS A DOIS TEMPOS REPRESENTOU UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO

1970: A Suzuki entra no segmento de lazer 4×4 com o Jimny 360 de 2 tempos.

1971: Apresentada no Salão de Tóquio de 1971 e lançada no ano seguinte, a Suzuki GT 750 foi um modelo inovador arrefecido por líquido. Tinha o aspeto de uma menina bem comportada quando confrontada com uma Kawasaki 750 H2, muito mais selvagem, mas na realidade o seu alvo principal era a Honda CB 750 que lhe causava mais ‘problemas’ nas vendas que a diabólica Kawasaki. O seu motor de 3 cilindros a 2 tempos, ostentava orgulhosamente 4 saídas de escape.

1974: A Suzuki entra este ano em novos sectores da indústria com o fabrico de cadeiras médicas motorizadas, mas também de casas pré-fabricadas.

1976: A Suzuki inicia uma linha de motociclos que se consolidará na marca com as GS 400, 500 e 750 cc.

OS ‘LOUCOS ANOS OITENTA’ SÃO VIVIDOS COM GRANDE INTENSIDADE: A KATANA, AS DESPORTIVAS RGV 250 E GSX-R 750 TÊM GRANDE SUCESSO NAS PISTAS, A SUPERSÓNICA HAYABUSA CHEGA PARA TIRAR O SONO A MUITOS MOTOCICLISTAS…

1980: A Suzuki entra no negócio dos geradores de reserva, como muitos outros fabricantes japoneses.

1981: A Suzuki revela a GSX 1100 S Katana, para os mercados externos (Europa e Estados Unidos). O êxito não será o esperado com excepção da Alemanha. A moto, no entanto, tornar-se-á um “culto” no Japão e não só…

1982: A Suzuki assina um acordo industrial com a Maruti Udyog Ltd, uma empresa indiana, para a construção conjunta de micro carros em solo indiano.

1982: O LT125 a 4 tempos é o primeiro quadriciclo da marca a ser exportado.

1983: A Suzuki comercializa a dois tempos RG 250, uma desportiva que depressa se tornará num ícone de enorme sucesso entre as motos com menos de 500 cm3.

1984: A Suzuki revela a GSX-R 400, reservado para o mercado japonês, mas um ano mais tarde dará à luz a famosa GSX-R 750 – aquela que para muitos é considerada a mãe das modernas motos desportivas.

1996: Muito antes da moda atual das bicicletas de assistência eléctrica, a Suzuki ofereceu a sua  EVA com a Love Electric Power Assist.

1998: A Suzuki entra no segmento das maxi-scooter com a Skywave 250 para o mercado japonês.

1999: A marca japonesa prepara uma entrada em grande no novo milénio com o lançamento da 1300 Hayabusa. O objetivo de se tornar na moto mais rápida do mundo concretiza-se, batendo os objetivos da rival Honda CBR 1100 XX (lançada dois anos antes na Alemanha) de ser a primeira moto de série a superar os 300 km/h!

O NOVO MILÉNIO: O REGRESSO AOS GRANDES ÍCONES: KATANA, HAYABUSA…E TÍTULO DE MOTOGP!

2002: Ano do surgir da Burgman 650. Com uma cilindrada superior à da Yamaha TMAX 500, a Burgman prosseguiu a sua carreira de sucesso até ao Século 21, conquistando numerosos fã de uma scooter baixa, fácil e intuitiva; neste mesmo ano a Suzuki desenvolve a injecção directa para motores turbo de pequena cilindrada.

2018: A emblemática Suzuki Katana regressa ao mercado. No Japão continua a ser um grande sucesso, e na Europa os seus mais fiéis seguidores rejubilam de contentamento, apesar de continuar a ser um modelo para pequeno nicho de mercado; neste mesmo ano a Suzuki atualiza a GSR 600 para GSX-750 e exporta esta naked para todos os mercados possíveis.

2020: Vinte anos depois do título de Kenny Roberts Júnior a Suzuki volta a vencer um campeonato do mundo de velocidade com o espanhol Joan Mir, lançando a seguir uma edição especial da GSX-R 1000.

  • Que melhor forma haveria de comemorar o Centenário da marca?

2021: Quase 200.000 unidades depois da primeira 1300 Hayabusa, uma terceira geração emprega muita da bem sucedida receita original, aproveitando as mais recentes tecnologias para fornecer maior controle e maior conforto para manter o estatuto de melhor moto desportiva. A Hayabusa, ainda hoje é um ícone na América, na Europa e outros Continentes.

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