Três passos para tirar a scooter da garagem

By on 27 Maio, 2020

A sua scooter está parada há muito, ‘hibernou’ muito mais tempo que o habitual devido à atual pandemia e recusa-se a pegar à primeira tentativa, ao contrário do que era habitual. Não desespere!

Sabe que precauções deve tomar após uma longa paragem? Que consumíveis vai precisar para a reanimar, seja um modelo recente, com alguns anos ou muitos kms?

Estas e outras questões abordamos neste artigo, tendo em conta o diferente tipo de construção da scooter, para que possa a regressar à sua atividade diária, em segurança e com a mecânica da sua scooter em forma.

Ao retirar o seu veículo de duas rodas favorito da garagem, certas cautelas são essenciais, e por várias razões. Primeira: para garantir um bom regresso à estrada, importa que o motor não apresente falhas, com riscos de uma possível avaria que até possa danificar fortemente a mecânica. Segunda razão, a sua própria segurança, porque uma máquina em mau estado não contribui para uma condução tranquila, ou sequer segura.

Aqui fica então o que precisa saber:

Ponto 1. Verificação geral

Primeiro, é essencial saber em que estado está a sua scooter. Como estava antes de parar e quanto tempo parou?. A bateria foi desligada? A gasolina ficou inerte no depósito muito tempo? A resposta a estas perguntas vai ajudá-lo a perceber certas falhas que possam ocorrer. Portanto, várias verificações visuais devem ser realizadas.

PNEUS. É crucial verificar a aparência dos pneus e a sua pressão, pois uns pneus com pouco ar podem ser perigosos e, além disso, causar consumo excessivo.

ÓLEO LUBRIFICANTE. O nível de óleo da sua scooter é suficiente? O manual do utilizador esclarece sobre o tipo de óleo (índice de viscosidade) e quantidade a ser depositava na scooter. Por exemplo, nas de menor cilindrada (50 a 125 cc), a capacidade do cárter é muito baixa e os regimes do motor (rpm) são altos. Se faltar meio litro de óleo no motor, deve-se temer o desgaste prematuro ou até a quebra do mesmo. Além disso, assim que a luz de aviso do óleo acender no painel, reduza a sua velocidade e pare na oficina mais próxima!

LÍQUIDO REFRIGERANTE. Na scooter, um corte na carenagem ou uma pequena tampa amovível, geralmente dá-nos o acesso ao vaso de refrigerante. Esta situa-se por hábito na parte interna do ‘avental’ ou escudo protector, ou numa pequena janela dos plásticos junto ao cofre. Se faltar um pouco de líquido, encha-a até ao nível, mas não se esquença de mencionar esse facto na hora da revisão. Falta de água no vaso do líquido refrigerante, pode não ser um bom sinal.

LÍQUIDO DE TRAVÕES.  Se o nível do líquido de travões (situado na zona superior do guiador) estava bom antes de parar a moto, dificilmente não estará na altura em que reinicia a sua scooter. Não abra o circuito sem saber como o fazer, porque corre o risco de trazer ar ao circuito e comprometer a sua eficiência. Saiba no entanto que o líquido de travões se degrada com o tempo, e por isso, deve consultar o manual do utilizador para saber quando o deve substituir.

Atenção: Verifique sempre os níveis com a scooter sobre uma superfície plana, para não distorcer os níveis. Além disso, os lubrificantes e baterias usados ​​não devem ser jogados fora: leve-os ao centro de reciclagem mais próximo e saberá como reciclá-los.

  • Ponto 2: Verificação do circuito elétrico e/ou carburador

Mal guardada, a sua scooter pode se recusar a trabalhar devido a uma bateria fraca. Nesse caso a bateria precisa de ser recarregada, sempre com um carregador específico para motociclos – utilizar o mesmo carregador do carro vai certamente degradar rapidamente a bateria.

Após uma longa paragem da scooter é sempre bom observar a carga da bateria

CIRCUITO ELÉTRICO/BATERIA. Por outro lado, alguns carregadores “inteligentes” são entregues com terminais que ficam permanentemente na bateria, conectados a um soquete específico. Tendo um na sua garagem, deverá colocar os cabos na bateria e o carregador, ligado à rede elétrica, vai repor automaticamente a carga necessária. Será um pequeno   investimento mas que poderá ser um bom investimento para casos de imobilização prolongada.

CARBURAÇÃO. Se a sua scooter for alimentada por um carburador, a afinação poderá não ser a mais adequada para a época. Da mesma forma, o carburador pode ter ficado entupido com gasolina que ficou estagnado no depósito durante vários meses. Drenar um carburador não é o mais fácil se você nunca praticou a operação: em caso de dúvida, deixe um profissional fazê-lo. E, de qualquer forma, não insista no acelerador ou no ‘ar’, para não afogar o motor.

Caso constate que o disco de travão tem ranhuras. deve de imediato observar o estado das pastilhas
  • Ponto 3: Verificação dos dispositivos de segurança

Não brutalize a mecânica com um forte golpe de acelerador com o motor ainda frio! Deixe a sua scooter funcionar e encontre a velocidade de marcha lenta, usando o ‘ar’, se tiver. Lembre-se de verificar se todos os dispositivos de segurança estão em ordem – luzes dianteiras e traseiras, luzes de travão, indicadores de direção, buzina – antes de sair.

Seja progressivo no acelerador durante os primeiros quilómetros: se mudou para pastilhas novas, estas precisam de ‘acamar’ para ter mordente suficiente no disco de travão

 Durante os primeiros quilómetros, os travões podem parecer ‘pastosos’ e operar estranhamente. No caso de travões com tambor (ainda presente em muitas scooters asiáticas e não só!), as maxilas podem estar levemente agarradas, ou sujas, provocando essa sensação de prisão. Quanto aos discos, eles podem ter sofrido uma oxidação leve. Nos dois casos, facilmente se resolve usando uma lixa muito fina que vai eliminar esse ruído stressante a cada travagem.

Que ‘ferramentas’ deverá ter para ‘reiniciar’ a scooter:

– Pano para verificar o óleo

– Lanterna para verificações visuais

– Pequeno manómetro para verificar o ar dos pneus

– Chave de fendas e chave de velas

– Carregador de baterias (específico para motociclos, caso tenha um)

Sempre que for necessário, proceda à mudança de líquidos:

– Óleo do motor *

– Líquido de refrigeração *

– Líquido de travões *

* Sempre de acordo com o preconizado pelo fabricante e referido no manual do veículo

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