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As scooters esquecidas

Paulo Araújo por Paulo Araújo
17 Fevereiro, 2026
em Crónicas, Destaque Homepage, Mobilidade
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As scooters esquecidas
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Umas que mal apareceram, outras que desapareceram sem deixar rasto

Ou porque só foram lançadas em mercados específicos, como o Japão ou os Estados Unidos, ou eram tão estranhas que foram fiascos de vendas no seu tempo, há scooters no passado recente de que a maioria de nós nunca ouviu falar, quando mais ver em carne e osso… ou parafuso e plástico se quiserem. Aqui ficam alguns exemplos…

Yamaha Beluga CV50E
Datando de 1981, a Beluga foi desenvolvida como uma scooter completa destinada ao público masculino, no meio das tendências de maior tempo livre e do crescente “estilo de vida de seis rodas”, em que as pessoas utilizam tanto um automóvel como um veículo de duas rodas ao longo da semana.
Apresenta um exterior totalmente coberto por plástico moldado ABS, escondendo as partes mecânicas, um design espaçoso com entrada baixa, todas as luzes integradas, uma suspensão que proporciona uma condução confortável, sistemas de admissão/escape concebidos para baixo consumo de energia e baixo ruído e muito mais.
Todos os seus recursos foram concebidos e desenvolvidos para transmitir alta qualidade e o peso baixo de 75 kg era um dos argumentos a favor, mas sendo uma 50 só debitava cerca de 3,8 cv do seu motor de 49 cc refrigerado a ar, num mercado habituado a motores sobredimensionados.

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Honda FC50 Beat
A Honda FC50 Beat de 1983, com vector de binário (é certo que era apenas uma foto), mas que incrível para uma minimoto que tinha apenas 50 cc e atingia os 60 km/h. E nem sequer era manual!

Ainda mais interessante era uma funcionalidade manual semelhante a um turbo, chamada sistema V-TAC, que aumentava o binário (também mostrado no visor do vector de binário). Foi fabricada apenas para o Japão, por isso boa sorte em encontrar uma na Europa, embora agora seja fácil importá-las.

Yamaha Riva XC180
A Yamaha chegou à América do Norte com a Riva 180 (código do modelo XC180) em 1983, antecipando-se à Honda no mercado das scooters de grande porte num ano. De certa forma uma sucessora da Passola 50 mais ‘encorpada’, começou por um modelo de 125cc e depois apareceu como a Riva 180 e, finalmente, 200.
A Riva 180 era uma scooter potente com um motor a 4 tempos e uma velocidade máxima respeitável de 110-120 km/h.

Um pormenor interessante era ter um pedal de travão na plataforma, como em algumas Vespa antigas. Com um assento bem acolchoado e sobredimensionado, era semelhante às scooters Elite e Helix de 250cc que a Honda iria lançar nos anos seguintes. Como modelo de 180cc, esta Riva foi vendida de 1983 a 1985 e depois regressou como Riva 200 Salient de 1987 a 1991. Não há notícia de ter existido na Europa.

Honda Motocompo (Plus City II)
Esta minimoto foi lançada para acompanhar o carro mais pequeno da Honda até então: o Honda City Turbo II. A Motocompo foi fabricada apenas no início dos anos 80 e dobrava-se num formato compacto que se encaixava perfeitamente na bagageira do City, caso se deparasse com um beco excecionalmente estreito pelo qual o Honda City Turbo II não conseguisse passar.


O motor de 2,5 cavalos e 49 cc escondia-se na carroçaria quadrada e podia atingir os 56 km/h. Desdobrado, o assento tem apenas 56 cm de altura. Comporta pouco mais de meio litro de gasolina, o que lhe confere uma autonomia de 48 a 160 km, dependendo do peso do condutor.
Embora tenha saído de linha em 1983, a Honda deixou-nos com água na boca com conceitos de uma “Moto Compo” elétrica e uma eventual versão modernizada para caber num Honda Civic.

Suzuki Hi Hyper Runner
A combinação de um estilo arrojado e novas cores vibrantes na Suzuki Hi de 1985 resultou numa scooter excecional que agradava ao gosto moderno dos motociclistas mais jovens. Era um conceito de design bastante radical e único, chamado de “formato de anca alta” e consiste em linhas da carroçaria que se elevam do espaço para as pernas em direção à traseira. O mais parecido no nosso mercado era a Wolf, bem sucedida a dada altura.
Foram inicialmente disponibilizadas no mercado japonês quatro opções de esquemas de cores em dois tons. A Hi combinava um chassis leve e compacto com um motor de 2 tempos refrigerado a ar de 50 cc que gerava uma potência máxima de 6,5 cv passada à roda por uma transmissão CVT com correia em V de aceleração suave para oferecer o desempenho ideal para uma scooter desportiva.

Em 1987, a Hi R foi introduzida como um modelo com características desportivas melhoradas para complementar o design e o equipamento da Hi. A sua imagem desportiva era enfatizada por elementos como um guarda-lamas dianteiro arrojado, carenagem frontal, carenagem inferior e spoiler traseiro.
As luzes foram concebidas para criar uma impressão marcante através da utilização de um farol com lâmpada amarela e lentes fumadas para as luzes traseiras e indicadores de mudança de direção. Outras características que melhoravam a condução desportiva da Hi R incluiam os garfos Anti Nose Dive (ANDF) que melhoravam a condução durante a travagem e os pneus de baixo perfil de 10 polegadas.

Em 88, ainda apareceu a HI R UP, concebida mais uma vez para atrair os jovens ativos, com curvas elegantes e aceleração agradável. A altura baixa e confortável do assento e o amplo espaço para os pés garantiam uma posição de condução flexível.
O motor a 2 tempos de 50 cc, refrigerado a ar, foi afinado para proporcionar um desempenho ágil, dando prioridade à aceleração a baixas e médias rotações. Contava ainda com pneus de alta aderência com um novo padrão e suspensão dianteira de longo curso para melhorar tanto o conforto como a condução. O peso mantinha-se baixo, nos 59 Kg, tornando-a uma das scooters mais leves do mercado.

Honda Helix /CN250
No início da década de 80, a Honda lançou uma linha de scooters conhecida como série CH, composta pelos modelos CH50, 80, 125, 150 e 250. Mais uma vez, esquizofrenia corporativa na nomeação do modelo não ajudou à sua aceitação universal. Nos EUA, eram conhecidas como scooters “Elite”, mas no estrangeiro eram comercializadas com o nome “Spacy”.
A CH250 podia atingir velocidades de autoestrada e ser utilizada para viagens de longa distância, desde que não fôssemos ambiciosos com a velocidade.
De seguida, a Honda lançou a CN250 ou Helix. Este modelo alongou a CH250 em 360 mm (14 polegadas), adicionou uma bagageira integrada na traseira e rebaixou o assento.

O comprimento adicional permitiu uma posição de condução com os pés à frente e uma condução mais suave do que a dos modelos anteriores. A velocidade máxima estava limitada a cerca de 110 km/h, mas a transmissão tinha um design subdimensionado, permitindo longos períodos de utilização à velocidade máxima ou perto dela. Suspensão mole que via a moto vaguear acima dos 90 Km/h também não ajudou, mas pelo menos esta foi vista em Portugal e teve algum sucesso de vendas. No fundo, com o seu amplo selim e compartimento de bagagem integral, influenciou as Maxi Scooter atuais.

Yamaha Maxam
Apresentada inicialmente como protótipo no Salão Automóvel de Tóquio em 2005, foi batizada de Maxam 3000. A resposta esmagadora ao protótipo (acima) levou a Yamaha a comprometer-se com a produção logo no ano seguinte e, felizmente, não exatamente como o protótipo. Não ajudou a divulgação do modelo ter tido vários nomes conforme o mercado: Nuns países Morphous, noutros CP250, a Maxam 3000 tinha grandes para-choques cromados e uma caixa bagageira na traseira e teve algum sucesso em mercados como o seu nativo Japão ou no Canadá, por exemplo.
Aliás, o 3000 referia-se ao comprimento da Maxam em centímetros, o que equivale a quase 3 metros e a tornava complicada de operar em trânsito pela sua reduzida maneabilidade!

Mecanicamente, a Maxam CP250 era muito simples. Equipada com um motor monocilíndrico de 248 cc, DOHC, quatro tempos e injeção eletrónica, que produzia 20 cv, a Maxam também não era particularmente potente, mas o motor estava bem testado nos modelos Majesty, muito mais difundidos, e extremamente robusto. A suspensão dianteira era composta por garfos convencionais e a traseira por dois amortecedores. A suspensão era previsivelmente suave e confortável, privilegiando o conforto, mas com um curso curto, em linha com a postura lowrider, o que lhe trazia problemas de distância ao solo, raspando facilmente.

Além disso, a altura do assento de 655 mm era realmente baixa, permitindo que a maioria das mulheres ou pessoas de menor estatura apoiassem os pés confortavelmente. A MAXAM evoluiu ainda mais, mantendo as qualidades marcantes de uma cruiser urbana, como o conforto na condução, desempenho adequado e o conforto para quem anda a dois. O formato atraíu também personalizações realçando o luxo e conforto da moto.

A MAXAM, renovada com as novas cores do modelo de 2012, adotava tons de bege para a carroçaria, com interior e grafismos laterais em Cobre, com a popular cor “Berry Dark Orange Metallic”, um castanho, e a cor “Black Metallic X” (Preto) sempre disponível. Não consta quantos exemplares ainda circulam, mas é uma raridade nos nossos dias.

Honda Trail 125
A Trail 125 ABS de 2021 pode parecer uma mobilete dos anos 80, muito modelada na Cub fenómeno de vendas, mas na verdade era a moto dual-sport de entrada de gama da Honda. Meio scooter, meio Trail, estilo ‘scrambler’ com o escape elevado e rodas grandes, custava apenas 3.899 dólares e, ao contrário da maioria das minimotos ou mobiletes deste tamanho, já vinha com ABS, o que significa que não podia bloquear as rodas em gravilha solta, um perigo real dentro e fora da estrada.

O motor de 125 cc refrigerado a ar e com mudanças automáticas podia atingir até 95 km/h na estrada, e o visual aparentemente retro escondia tecnologia moderna, como faróis LED e um velocímetro digital.

Tags: estranhasHondaScootersSuzukiYamaha
Paulo Araújo

Paulo Araújo

Com uma experiência de várias décadas no âmbito do motociclismo, viajou pelo mundo cobrindo eventos nas duas rodas. Já foi piloto de velocidade, team manager, instrutor, jornalista e comentador de rádio e televisão, especializando nas modalidades de velocidade, em particular MotoGP, SBK e Endurance.

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