Teste Royal Enfield Himalayan 2021 – Muita aventura a um preço acessível

By on 10 Agosto, 2021

A Himalayan chegou ao mercado nacional renovada. Lançada em 2016, este modelo da Royal Enfield sofreu pequenas atualizações e faz agora parte do grupo Euro 5. É um projecto que visa todos os grupos etários, todos os gêneros e pelo que oferece, todas as carteiras.  Claramente inspirada para a vertente aventura, esta Dual Purpose tem no papel características que chamam a atenção para quem quer sair sem destino e sem limitações, o chamado turismo de aventura que está tão em voga nos dias de hoje.

Vamos levá-la por bons e maus caminhos e ver o que ela tem para nos dar!

Por Bruno Baptista

A aventura está cada vez mais presente no universo motociclístico, mais propriamente o turismo de aventura onde queremos aproveitar ao máximo para conhecer os locais mais recônditos, mas para lá chegarmos temos de sair das estradas nacionais, e na maioria das vezes das estradas asfaltadas.

Pegando neste mote, a Royal Enfield com a Himalayan vai ao encontro de um vasto leque de motociclistas, ao oferecer uma moto polivalente  com boas aptidões quer em estrada quer fora dela. Dotada de uma mecânica simples e eficaz, baixo consumo, e boa capacidade de carga, a Himalayan surge com acabamentos espartanos e um look a puxar para o retro.

Fica bem na fotografia em qualquer ambiente, seja um evento do Gentleman’s Ride, no café da sexta-feira à noite, ou até mesmo numa qualquer edição do Portugal Les a Les Offroad! 

O modelo de 2021 sofreu atualizações,  incluindo agora o Tripper para navegação turn by turn, bancos mais confortáveis, defletor frontal de maiores dimensões e ainda a possibilidade de desligar o ABS na roda traseira.

O seu quadro de dupla cunha em aço é resistente e suporta bem o peso do conjunto garantindo ainda boa rigidez estrutural. O motor de 411 cc agora Euro 5, debita 24,[email protected] 6500rpm e [email protected], com uma potência um pouco aquém não é propriamente entusiasmante em estrada obrigando o uso de caixa para conseguir manter ritmos mais vivos, mas permite uma condução relaxada e brinda-nos com baixos consumos, já fora de estrada é suficiente para nos levar onde queremos mas sem pressas nem powerslides.

A pensar nos percursos mais acidentados a Himalayan vem equipada com uma suspensão à altura, na traseira tem monoamortecedor com 180mm de curso e na frente monta uma  forquilha telescópica de 41 mm de diâmetro e 200mm de curso que garantem a transposição da maioria dos obstáculos sem grande dificuldade e dão uma boa leitura do terreno; foi uma agradável surpresa a sua progressão em terrenos mais acidentados, onde transmitiu sempre confiança, em estrada são confortáveis e absorvem bem as irregularidades piso.

A Himalayan vem equipada com ABS de dois canais sendo que nesta actualização podemos desligar o ABS na roda traseira, muito útil para percursos fora de estrada. Equipa atrás com disco de 240mm e à frente com disco de 300mm. Em estrada a travagem podia ser mais mordaz, obriga-nos a fazer alguma força na manete, contudo, fora de estrada é suficiente e não nos assusta.

A Himalayan está disponível em 3 cores, e conta agora no painel de instrumentos com o sistema de navegação da marca permitindo a navegação turn by turn com app específica e gratuita, ficando na nossa opinião a faltar uma porta USB para carregamento de gadgets.

Mantendo o seu estilo clássico com um misto entre analógico e digital a instrumentação tem uma boa leitura e conta ainda com uma bússola digital de série. Apta para montar malas laterais (disponíveis na versão adventure), tem ainda em toda a estrutura vários pontos de fixação de carga, sem dúvida uma mais valia para as viagens de longa duração, vincando assim a sua valência turística.

Não podemos esconder que estávamos ansiosos por testar a Himalayan! O mercado pede cada vez mais motos que nos dêem uma sensação de liberdade, que não seja apenas levar com os mosquitos na cara! Liberdade de avançar por qualquer caminho de uma forma despreocupada sem medo de riscar carenagens, liberdade de cair  levantar e seguir caminho, liberdade de mexer na moto sem precisar de leitores CAN-BUS…

No final de contas, pedimos coisas simples, leves, práticas e fáceis de usar. Pois bem…encontrámos tudo isso na Himalayan, que consegue ir para além do conceito… consegue pô-lo em prática.

 Estamos certos que não é uma moto perfeita, gostávamos de sentir mais motor, e uma travagem um pouco mais mordaz em estrada, mas está claramente no bom caminho para fazer muitos motociclistas felizes do miúdo ao graúdo sem olhar a gênero, até porque o preço, para a diversão que oferece é altamente competitivo!

 

Ficha Técnica

Motor

Tipo de MotorMonocilíndrico, 4 tempos, refrigerado a ar, SOHC
Cilindrada411 cc
Potência24,5 cv @ 6,500 rpm
Binário32 Nm @ 4,500 rpm
TransmissãoCaixa de 5 velocidades, final por corrente

Ciclística

QuadroBerço Duplo
Suspensão Dianteira / TraseiraTelescópica, barras de 41 mm de diâmetro, 200 mm de curso / Monoamortecedor com pré-carga da mola, 180 mm de curso
Travagem Dianteira / TraseiraDisco de 300 mm, pinça de dois pistões / Disco de 240 mm, pinça de pistão único
Pneus90/90 – R21 ; 120/90 – 17”

Dimesões e Preço

Altura do assento800 mm
Distância entre eixos1465 mm
Capacidade do depósito15 L
Peso199 Kg
PreçoDesde 4,495€

 

Cores Disponíveis:

 

 

Concorrentes

  • Benelli TRK 502 X

47,6 cv ; 235 Kg ; 6,780 €
  • Macbor Montana XR5 500

47,5 cv ; 178 Kg a seco ; 6,699 €
  • BMW G 310 GS

34 cv ; 175 Kg ; Desde 6,196 €
  • KTM 390 Adventure

42,9 cv ; 158 Kg a seco ; 7,281 €
  • Honda CB 500 X

48 cv ; 197 Kg ; 7,000 €
  • Kawasaki Versys X 300

40 cv ; 175 Kg ; 6,350 €

 

Galeria

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