Moto Guzzi 1000 SP Enzo: Apaixonante até no nome

By on 15 Agosto, 2022

Uma café racer brilhante, com uma postura impecável, mas quanto mais olhamos para ela, mais nos apercebemos que se trata de uma moto do final dos anos 70, trabalhada em Itália com a mesma paixão que Enzo Ferrari sempre depositou nos seus maravilhosos carros desportivos.  

Construir motos a pedido de vários clientes é a força vital de negócio de qualquer costumizador bem-sucedido, mas também interessa ter um portfólio forte. Portanto, não é incomum que uma oficina, ocasionalmente feche a sua carteira de pedidos por um minuto e despeje toda a sua energia numa moto única de exposição. É uma possibilidade de mostrar todo o espectro do seu talento e habilidade, sem um orçamento reduzido para controlar.

Esta Moto Guzzi 1000 SP Enzo é uma dessas construções. À superfície vemos um café racer brilhante, com uma postura impecável, mas quanto mais olhamos para ela, mais nos apercebemos que se trata de uma moto do final dos anos 70 que foi customizada. Este é um trabalho de Massimo Rinchiuso, que dirige a Fuchs Workshop na colorida cidade de Ravenna, na região da Emilia-Romagna, no norte da Itália.

Massimo comprou o modelo 1000 SP de 1979 como uma verdadeira relíquia, com as diversas partes da moto divididas em quatro caixas. “A moto tinha sido cuidadosamente desmontada e guardada pelo proprietário anterior para uma tentativa de restauro – esclarece Massimo Rinchiuso -e depois ficou perdida no tempo”. O objetivo da Fuchs Worshop era não apenas trazer esta Moto Guzzi de volta à vida, mas carregá-lo com uma lista de equipamento de fazer crescer àgua na boca.

O QUE MUDOU

O quadro de série viu a eliminação dos berços inferiores e por isso, um reforço de liga de alumínio foi construído acima da caixa de velocidades. Os suportes do motor foram alterados e a geometria da direção também foi modificada. Também alterada e melhorada foi a forquilha convencional, com peças de uma suspensão Yamaha R6 e equipado com novos suportes para as pinças de travão Brembo de quatro pistões.

O novo braço oscilante em liga de alumínio foi especialmente construído, pode ser acoplado aos quadros Guzzi da época e movimenta dois amortecedores Ohlins. As duas rodas de cinco raios (lembrando as antigas Marchesini) também foram feitas à mão, construídas a partir de placas especiais de liga de alumínio. Os comandos dos pedais, a tampa de combustível tipo Monza e, sobretudo , toda a superestrutura, foram projetadas e construídas trabalhando a chapa de alumínio na oficina da Fuchs Workshop.

Do mesmo material são o depósito, a carenagem cónica integral com o quadro e com Plexiglas baixo, assim como a sub-estrutura que suporta o assento e que termina numa cauda curta e desportiva bem conectada às outras formas. Interessante também é a solução do depósito de recuperação de óleo (também feito de alumínio) que funciona como guarda-lamas sob o assento. A pintura cinza com moldura vermelha brilhante da o toque final em termos estéticos.

O motor com cilindro em V típico da Moto Guzzi foi também alvo de alguma atenção: volante e cambota mais leves, novas árvores de cames, modificações na cabeça e válvulas. A antiga ignição foi substituída por uma Silent Hektik, os carburadores são Dell’Orto PHM40 e o comando da embraiagem tornou-se hidráulico com um atuador da Oberon. Por fim, o sistema de escape artesanal em aço inoxidável, finaliza com componentes da reconhecida SC Project. Eventualmente, o peso seco caiu para apenas 155 kg.

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