Bimota: A icónica marca italiana que tarda em recompor-se!

By on 23 Agosto, 2022

A Bimota aliou-se à Kawasaki, com a entrada de capital japonês na marca de Rimini a fazer surgirem de imediato rumores sobre quatro novos lançamentos que, no entanto, tardam em chegar ao mercado. O que lhe falta então para chegar ao esplendor de outros tempos?

Fotos: Young Machine

A Bimota é uma prestigiada marca italiana que produziu a sua primeira moto em 1972. Ficou conhecida e famosa pelo design inovador dos seus belos quadros, que acolhiam motores de outros fabricantes, que nos principais certames de motos reluziam entre as mais exuberantes novidades do mercado. Sediada em Rimini, Itália, foi fundada por Valerio Bianchi, Giuseppe Morri e Massimo Tamburini, tendo sido o seu nome derivado dos sobrenomes dos três fundadores: BIanchi MOrri TAmburini.

Com as suas motos montadas à mão e em pequenas quantidades, a Bimota torna-se rapidamente num construtor de ponta na indústria das duas rodas, mas depois disso e antes da chegada da pandemia passa por tempos difíceis, ficando  temporariamente em perigo de sobrevivência. A partir de 2019 voltou a formar uma parceria de capital com a Kawasaki que a livra do perigo de extinção.

Surge então a Bimota Tesi H2 equipada com um motor ‘supercharged’ derivado da Kawasaki Ninja H2, mas com uma ciclística cheia de singularidades, como o braço dianteiro típico da marca com amortecimento e direção feita a partir do cubo central e grande parte do seu exterior com peças de carbono, desde as asas dianteira à secção traseira.

No EICMA de 2021 (Salão de Milão), foi também anunciada uma nova versão Adventure, prevista para surgir no mercado, mas cuja data de lançamento até hoje nunca chegou a ser anunciada.  

Na última edição do EICMA foi também anunciada outra novidade dos novos tempos da marca, a Bimota KB4, um elegante modelo desportivo que monta o motor ‘4 em linha’ da Kawasaki Ninja 1000SX 4 num quadro hiper leve. Possivelmente com um preço atraente, a moto começará por ser vendida em 49 lojas Plaza e Moto Corse em todo o Japão. Ao seu lado surgirá a versão naked da KB4, a “KB4 RC“com recortes de streetfighter e capaz de revirar os olhos a muitos mortais. O problema de tudo isto é que não há datas, as especificações técnicas são pouco divulgadas, parecendo-se que para além da tecnologia e do ‘know how’, há todo um trabalho de marketing por fazer para de novo a Bimota voltar a brilhar como noutros tempos.

Ou precisará de um novo aliado, talvez alemão, como sucedeu no passado com a Ducati, ou para sair definitivamente da sombra? Um regresso às SBK, ou mesmo ao MotoGP, também poderiam ser soluções (certamente caras mas viáveis) para se reerguer do abismo em que caiu a lendária marca italiana.

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