Bimota Tesi H2 rodou em Misano pronta para a produção

By on 12 Outubro, 2020

A VERSÃO FINAL DE PRODUÇÃO DA BIMOTA TESI H2, COM MOTOR DA KAWASAKI H2, RODOU NA PISTA DE MISANO ANTES DAS PRIMEIRAS ENTREGAS A CLIENTES. SÓ SERÃO CONSTRUÍDAS 250 UNIDADES, CADA UMA COM PREÇO A PARTIR DE 64.000 EUROS.

Já passou quase um ano desde que a Kawasaki surpreendeu tudo e todos, ao confirmar que tinha comprado uma grande participação na histórica – ainda que em crise profunda – Bimota, aproveitando a ocasião para revelar um novo conceito na forma da atraente e poderosa Bimota Tesi H2.

Com muitos fundamentos compartilhados com a icónica Kawasaki H2, e ostentando um design que estranho com múltiplas curvaturas, asas e vincos, a Bimota Tesi H2 foi sem dúvida a revelação mais atraente do EICMA de Milão.

Sem exposição para este ano de 2020, devido ao cancelamento do evento, os fabricantes fazem agora as coisas à sua própria maneira, o que no caso da Bimota significou dar à versão de produção do Tesi H2 uma estreia bastante modesta nas redes sociais com algumas imagens.

No entanto, não há nada de modesto neste modelo final que mantém todo o estigma do conceito, mas adiciona um esquema de cores tricolore mais elegante. É linda? Para a Bimota Tesi H2 não existe meio termo: ou se ama ou se odeia.

ESTÉTICA ALIENÍGENA

As suas formas alienígenas parecem vir de outra galáxia, com aquela orgia de bordas e linhas descontínuas. Pode-se ou não gostar, mas nada pode realmente ser dito de negativo sobre a perfeição de cada pormenor. O cuidado é extremo, a qualidade excelente.

Fazer a descrição técnica da Bimota Tesi H2 é como ver um quadro de Pablo Picasso e descobrir nele os traços mais importantes. Comecemos por dizer que a Tesi da nova geração tem o coração da Ninja H2. Significa um motor de 4 cilindros em linha de 998cc,  sobrealimentado por um compressor centrífugo, aqui na configuração de 231 CV, potência que pode ser aumentada para 242cv com a entrada do Ram-air sob pressão.

A Bimota Tesi H2 nasceu das mãos de Pierluigi Marconi, o mesmo engenheiro que foi o pai da primeiro Tesi 1D em 1991. O principal elemento distintivo é a ausência de um garfo telescópico clássico. No seu lugar há um braço oscilante infulcado em placas de alumínio de tarugo, que separa a acção de direcção da acção de absorção de choques, enquanto o mono Öhlins TTX é curiosamente colocado atrás do motor, ao lado do gémeo da suspensão traseira.

Este tipo de construção assegura um peso leve, boa centralização de massa e afundamento limitado sob travagem, para maior estabilidade. A electrónica inclui controlo de tracção, mapas de motor, curva ABS, modos de condução e quickshifter de duas vias.

O PRAZER DA CONDUÇÃO DESPORTIVA

O assento posicionado a 840 mm do solo e o formato lateral pouco largo da moto permite a qualquer um colocar com firmeza os pés no chão. O peso, comparado com a Ninja H2, é decididamente mais baixo (207 kg seco). A postura a que a Tese obriga, contudo, é uma verdadeira postura desportiva: os avanços do guiador estão muito baixos, excelente para contrariar a aceleração e a travagem, mas pouco cómodos em viagens longas.

Como julgar o preço de uma moto praticamente artesanal? Apenas 250 unidades da Tesi H2 serão produzidas e custa 64.000 euros, incluindo IVA, já estando em pré-venda no site oficial. È muito dinheiro, mas é o preço que se tem de pagar para ter uma obra prima em casa, como uma pintura de autor, única e inimitável.

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