Planeia investir em obras para permitir regresso da Formula 1 em 2028
A Câmara Municipal de Cascais quer ficar a gerir o Circuito Estoril e fez uma proposta de 12,5 milhões de euros à Parpública, por um prazo de até 75 anos. O plano da Autarquia caso a proposta seja aceite, propõe um concurso público para angariar capital privado na ordem dos 150 milhões de euros com o objetivo final do regresso da Fórmula 1 ao circuito.

O valor proposto foi apurado com base “nas avaliações que a Parpública fez do ativo”, embora essas apontem para um montante “um bocadinho superior”, admite o autarca, para quem “a Parpública tem, neste momento, tudo para poder decidir entregar o direito de superfície e a gestão ao município de Cascais”.
Em entrevista ao Jornal de Negócios, Nuno Piteira Lopes reconhece também ser “absolutamente necessário” fazer intervenções “em toda a infraestrutura” – do paddock até às casas de banho.
Esta não é a primeira vez que a Câmara de Cascais, que até às últimas eleições autárquicas era presidida pelo também social-democrata Carlos Carreiras, tenta comprar ao Estado o Autódromo do Estoril, que entrou na esfera pública em 1997.
Em 2015, o município da região de Lisboa chegou a propor a aquisição do equipamento, por uma verba algo ridícula de cerca de cinco milhões de euros, mas o negócio foi chumbado pelo Tribunal de Contas.
O Autódromo Fernanda Pires da Silva, inaugurado em 1972 e desde então rebatizado Circuito do Estoril, está localizado na freguesia de Alcabideche, no concelho de Cascais. O autódromo era o único de Portugal até à construção do Autódromo Internacional do Algarve, em 2008 e tem capacidade para 45 mil pessoas.















