História: 10 motos com o motor V4 antes da Ducati Panigale

By on 16 Setembro, 2022

Uma das novidades de 2017 foi o surgimento da Ducati Panigale V4 , uma das máquinas mais emocionantes dos últimos tempos, que rapidamente se tornou numa nova referência das  Superbike.

O seu motor, abandonava a tradicional configuração em forma de V de dois cilindros, para o formato de um ousado V4 inspirado no MotoGP. Contudo, esteve longe de ser uma novidade na estrada. Várias outras motos de série ao longo da história, optaram com grande sucesso pela configuração V4 como foi o caso da Yamaha, Aprilia, mas acima de tudo a Honda, onde a VFR nos salta de imedito à memória.

Honda NR750 – 1980

Começavam os anos 80 e o maior fabricante mundial de motos concebeu um modelo muito especial que ficaria para sempre na sua longa história. A Honda NR750 foi uma moto muito à frente de seu tempo. A NR entrou em produção em 1980 com um motor de quatro cilindros em forma de V com cilindros e pistões ovais, 125 cv às 14.000 rpm, numa edição limitada a apenas 300 unidades, com um preço proibitivo à época (50.000 dólares) e mecânica impressionante. Pouco depois, em 1982, a Honda lançaria a sua primeira cruiser com este tipo de arquitectura de motor, a Magna 750, um modelo que passou discreto no seu segmento.

Honda VF1000R – 1984

A primeira verdadeira Superbike. Assim podemos definir a Honda VF1000R, uma desportiva de vanguarda que surgiu em 1984 com o apelido ‘caseiro’ de Interceptor. Era uma moto sem concessões, projetada para corridas, com um motor V4 de 998 cc capaz de lançar na estrada 115 cavalos de potência, equipada com uma ciclística que se tornou referência na época.

Yamaha RD500 – 1984

Quase ao mesmo tempo e nesses loucos anos 80, a idade de ouro dos dois tempos deixou-nos algumas joias que hoje estão na memória de muitos. Entre elas não podemos esquecer a mítica Yamaha RD500 (também conhecida como RZV500R), uma moto quatro cilindros a dois tempos em forma de V com 64 cavalos raivosos e leveza que se tornaram o santo graal para muitos.

Yamaha V-Max – 1985

Os anos 80 foram também a melhor época para as motos que se podiam customizar. Durante esses anos, surgiram evoluções muito loucas de ideias clássicas, e a Yamaha olhou para o Honda Magna para lançar a primeiro V-Max em 1985, uma cruiser com uma capacidade de aceleração que quase derretia os pneus no asfalto, batendo no arranque as melhores desportivas da altura. Graças ao seu poderoso motor a quatro tempos de 1.197cc com 115 cavalos de potência, retirados do seu fantástico V4. A Yamaha V-Max inaugurou a era das powercruisers em que se baseia a atual Ducati XDiavel .

Honda VFR750R RC30 – 1987

A VF1000R estabeleceu um precedente óbvio, e não demorou muito para a Honda evoluir o conceito para algo ainda mais radical. A Honda VFR750R RC30 chegou em 1987 para revolucionar o mundo das motos desportivas. O seu motor de 748cc produziria quase 120 cv para uma moto que pesava apenas 180 kg a seco. Fred Merkel teve a honra de vencer o primeiro Campeonato do Mundo de Superbike com ela em 1988, e repetir a façanha em 1989.

Aprilia RSV4 – 2008

A última evolução da Aprilia RSV4 foi a RF com 250cv e uma carenagem aerodinâmica ao estilo MotoGP. É ainda uma máquina de sonho, mas chegou há quase uma década, em 2008, para conquistar o título até três vezes (2010, 2012 e 2014) no mundial de Superbike.

Yamaha V-Max – 2009

A reedição da Yamaha V-Max tornou-se um objeto de culto, desde que foi apresentada em 2009. A sua segunda geração equipou um motor de quatro cilindros em forma de V de 1.671cc, uma moto que tinha 200 cv e 167 Nm de binário mas também muito peso (310 kg) e um preço estratosférico de 20.000 euros em 2009.

Ducati Desmosedici RR – 2008

Esta é uma moto que faz parte do imaginário coletivo dos motociclistas, tão fascinante ainda hoje quanto era em 2008 quando surgiu. A Ducati Desmosedici RR era uma versão limitada a 1.500 unidades, uma variação atípica com um preço de 66.000 euros em troca da qual conseguiamos ter na garagem uma máquina MotoGP legal na estrada. Foi uma réplica da moto com a qual Casey Stoner venceu o campeonato do mundo um ano antes.

Ronax 500 – 2014

Motor V4 a dois tempos, 500 cc, 160 cv a 11.500 rpm, 320 cv por litro, 145 kg vazio e um preço de 100.000 euros. Esta foi a fera mais selvagem com o melhor espírito vintage que os últimos anos nos deixaram. A Ronax 500 foi uma moto criada para emular a icónica moto de Grandes Prémios da Honda, NSR500GP a dois tempos, a moto com a qual Valentino Rossi conquistou o seu primeiro título mundial na categoria rainha, mas actualizada com materiais muito mais modernos. Apenas ‘46’ unidades foram produzidas… o número de Rossi nos GP’s de motociclismo!

Honda RC213V-S – 2015

Anos depois da Ducati lançar uma réplica de estrada da sua Desmosedici RR, no país do sol nascente a Honda acabou por seguir esses mesmos passos da sua rival italiana. A Honda RC213V-S foi introduzida em 2015. No caso, era uma moto que reproduzia as RC213V de MotoGP pilotadas por Marc Márquez e Dani Pedrosa, com um V4 de 1.000 cc que rendia até 215 cv com o kit de circuito.

Ducati Panigale V4 – 2017

Procurando seguir o mesmo caminho que a Aprilia para recuperar os louros no WSBK, a Ducati apresentou a sua Panigale V4 em 2017. Tratou-se de uma moto que herdou tudo o que a empresa Borgo Panigale aprendeu ao longo dos anos no MotoGP e chegou à sua versão de produção com 214 cavalos de potência para um peso de 175 kg e um futuro promissor à sua frente.

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