Comparativo das Trail Crossover de média cilindrada – Versys 650, Tiger Sport 660 e Tracer 7 GT

By on 28 Novembro, 2022

Solomoto por Lluis Morales

Se por um lado na sociedade hoje em dia a dita “classe média” parece estar em perigo de extinção, por outro em termos de motos aptas para viajar contamos agora com uma maior oferta no segmento de gama média que, para aqueles com um budget algo ajustado, possam usufruir de boas motos para viajar.  As Trail e as Maxi Trail têm vindo a ocupar cada vez mais o lugar das tradicionais motos de turismo , sendo uma opção mais versátil e confortável para viajar. Neste comparativo de motos Trail  estradistas de média cilindrada, que muitos apelidam de “Crossover” por analogia ao segmento dos automóveis, comparamos alguns modelos que se enquadram nesta interessante categoria.

Seja porque se pretende começar por um segmento médio de motos, as quais facilitam pelo seu menor peso e potência, uma utilização diária mais prática, ou porque se pretende ter uma moto para quase tudo, com capacidade para viajarmos ao fim de semana, a solo ou acompanhados, permitindo ainda pelos acessórios que as marcas disponibilizam realizar alguma personalização para que as mesmas estejam mais aptas para o objectivo da sua utilização ou de acordo com o gosto pessoal de cada um.  Seja qual for o motivo os modelos que incluímos neste comparativo oferecem um nível de utilização polivalente, uma condução ágil com um bom desempenho e encontram-se também disponíveis em versão para carta A2.

Um nível de desempenho alto a um preço ajustado e acessível, entre os 10.000 e os 12.000 euros aproximadamente, conforme a configuração que pretendamos, com  mais ou menos equipamento.  Haverá quem diga que há poucos anos atrás com 12.000 euros poderíamos comprar uma 1000, mas esse é um raciocínio que não faz sentido já que se simplesmente compararmos os preços dos bens mais básicos e de primeira necessidade de há uma década atrás com os que se praticam hoje em dia, está tudo dito ( ou mesmo dos próprios combustíveis ).

No caso das motos que seleccionámos para este comparativo, contamos com uma base sólida e amplamente testada, com motores que não têm potências exageradas, mas que também não as necessitam. Não serão talvez os modelos que aqueles que procuram uma moto para viajar a dois, para tirar partido de alguns fins de semana compridos ou férias,  irão selecionar de início.  Porém há que reconhecer que hoje em dia vivemos num mundo em transformação onde as prestações puras e duras  cada vez têm menos importância , privilegiando-se mais o conforto e o baixo consumo.

Portanto se se trata de viajar a solo fica ainda mais claro de que menos pode ser mais o que, debaixo deste prisma, o equipamento, o conforto e equilíbrio dinâmico destas “crossovers” de hoje em dia são de facto excepcionais.

Bases diferentes para um mesmo fim

A base de cada um dos diferentes modelos aqui testados, os seus propulsores, são bem conhecidos. Na Versys trata-se de um bicilíndrico em linha com cambota a 180º, na Tracer T7 a mesma configuração mas com cambota Cross plane a 270º e o tricilíndrico em linha da Triumph, herdado da Trident 660, é o único a contar com acelerador Ride by Wire e por isso o mais actual. São três bases mecânicas com um bom desempenho, testadas e fiáveis, com manutenção mínima.

Triumph Tiger Sport 660

Apesar das configurações distintas do 3 modelos o facto é que apresentam resultados não tão diferentes: entregas de potência muito lineares e progressivas, muito fáceis de gerir sobretudo para quem tem pouca experiência, mas também muito eficazes e eficientes para aqueles mais experientes e veteranos.

Os três modelos montam quadros em aço com estruturas muito semelhantes e braços oscilante asimétricos em alumínio, que montam directamente os amortecedores traseiros sem bielas. Em matéria de suspensões encontramos diferenças substanciais no que toca o trem dianteiro. A mais básica é a Yamaha que monta uma suspensão convencional KYB com 133mm de curso, com regulação de extensão e pré-carga de mola apenas na direita, que nos parece afundar demasiado nas travagens mais bruscas, embora eficaz em estradas com asfalto degradado já que tem um comportamento rápido na sua recuperação.

Kawasaki Versys 650

No caso da Kawasaki e da Triumph as mesmas montam suspensões invertidas da Showa com barras de 41mm e 150mm de curso que, no caso da japonesa é regulável .

Nos amortecedores traseiros os esquemas são muito idênticos nos 3 modelos, oferecendo cursos semelhantes, sendo que o da Kawasaki está colocado numa mais inclinada e lateral, uma tradição na Versys.  Os amortecedores da Versys e da Tiger Sport oferecem a possibilidade de regulação através de um manípulo, muito importante quando se trata de termos que regular a pr´é-carga quando rodamos com pendura.

Na Yamaha também se podem realizar ajustes mas há que utilizar ferramentas. Porém a Yamaha apresenta a vantagem de se poder ajustar em extensão, um pormenor que irá agradar a aqueles que têm um coração mais desportivo ou aqueles que coloquem muito peso na traseira e fiquem com retorno demsiado rápido pelo aumento da pré-carga de mola.

Mais diferenças

Os travões são outro dos componentes onde encontramos diferenças: a Triumph e a Kawasaki  montam pinças idênticas e com discos de 310mm para a Triumph e de 300mm lobulados para a japonesa.  No caso da Yamaha os discos são de apenas 282mm mas com pinças de 4 pistons em vez dos dois pistons das duas primeiras.

Yamaha Tracer 7 GT

Na traseira vemos disco únicos de 245 a 255mm mas com as mesmas pinças Nissin de apenas 1 piston. As três incluem travagem assistida por ABS e montam manetes reguláveis na sua distância aos punhos.  Só a Kawasaki inclui a possibilidade da ajuste da manete de embraiagem também, o que acaba por ser um registo de identidade da Kawasaki.

A partir de aqui encontramos posições de condução muito idênticas no que toca ao triângulo configurado pelo guiador, o assento e os poisa-pés, com alguns detalhes diferenciadores: A Versys oferece mais espaço para nos deslocarmos, a Yamaha projecta a sua destacada beleza e a finalmente a Triumph oferece um enorme conforto e posição natural dos braços e das mãos, embora ao nível dos poisa-pés estes estejam mais altos e recuados, numa posição algo mais desportiva, do que as suas rivais, sobretudo comparado com a posição mais descontraída proporcionada pela Kawasaki.

Em termos de proteção aerodinâmica as diferentes carenagens garantem proteção mais do que adequada para nos sentirmos quase como numa turística sobretudo se as compararmos com a proteção nula oferecida pelas versões naked das mesmas. As três podem ser ajustadas manualmente sendo que a da Triumph oscila ligeiramente quando colocada na posição mais alta. A Yamaha monta um écran mais largo e alto que a sua versão anterior enquanto que a Kawasaki e a Triumph montam écrans de maior dimensão que garantem maior proteção ao vento.

Triumph Tiger Sport 660

O certo é que a maioria dos utilizadores encontra adequada a proteção que os três modelos oferecem de origem embora consideremos que aquela que oferece maior proteção ao vento e à chuva é a da Kawasaki Versys, com empate técnico entre a Triumph e a Yamaha . Esta última oferece um extra de conforto pois incorpora de origem um assento dividido em dois que é um luxo, equivalente aos assentos ditos “confort” que são normalmente opcionais.

Em matéria de capacidade de carga as japonesas são as únicas que oferecem malas de série, sendo que no caso da T7 é a versão GT deste comparativo, aquela que vem mais equipada. As suas malas laterais de 20 litros são muito compactas e não cabem nas mesmas um capacete integral. No caso da Kawasaki a mesma oferece a versão Tourer Plus da sua Versys 650 que inclui malas laterais e e sacos específicos à medida do seu interior, nas quais cabem a maioria dos capacetes integrais. No caso da Tiger Sport 660 as malas não vêm de série embora no configurador no site possamos criara  nossa própria unidade e incluir todos os acessórios que pretendemos para podermos recolher a moto no concessionário tal como a imaginámos. Quase tão fácil comop fazer uma compra  na Amazon.

Motores com excelente desempenho

A potência da Versys, embora no papel seja a mais humilde, tem uma entrega surpreendente: muito suave e cheia em toda a sua curva de potência, mas mais cheia do que a Yamaha nos regimes mais baixos, embora algo preguiçosa na sua evolução mas a querer subir mais rápido nos regimes mais altos.Embora o bicilíndrico paralelo da Kawasaki disponha mais ou menos da mesma potência que o tricilíndrico da Tiger nos baixos e médios regimes, o certo é que os seus pistons parecem ter mais “músculo” nos regimes mais baixos.

Tricilíndrico da Triumph Tiger Sport 660

Por outro lado o bicilíndrico CP2 da Tracer parece ter menos entrega a baixa rotação embora suba mais rapidamente de regime e aparente ser um motor cheio com uma boa entrega de potência nos médios e altos regimes. Já o motor da inglesa é uma história diferente, respondendo de forma semelhante nos baixo e médios regimes e a partir de aí mostra-se mais cheio que os restantes não obrigando a demasiadas passagens de caixa em percursos mais sinuosos, podendo negociar o rolar entre curvas encadeadas apenas com o rodar do punho.

Por outra parte quando reduzimos o ritmo e queremos apreciar a paisagem deixando cair a rotação, os bicilíndricos exigem menos atenção nas recuperações. A entrega de potência é muito agradável sobretudo quando colocamos  controle de tração ao máximo. O limitador de rotação na Tracer actua abaixo das 10.000 rpm e a potência máxima nos 3 modelos é atingida cerca das 8.500 rpm pelo que não faz muito sentido rodarmos acima das mesmas.

O ideal é rodarmos entre os regimes médios e as 9.000 rpm. Os motores bicilíndricos apresentam um nível de vibrações que são filtradas para não se converterem num incómodo.

Carácter de família

 A Triumph Tiger Sport 660 carrega traços da sua irmã Trident da qual herda o seu motor, motor que está inspirado nas versões Street triple 675 embora seja uma unidade totalmente nova, se bem que se tratam dos motores e caráter desportivo mais relevantes do mercado no segmento das naked de média cilindrada. No caso da Tiger Sport a sua electrónica foi ajustada para que entregue valores de binário máximos entre as 3.000 rpm e o máximo de rotação, conseguindo subidas de regime com uma entrega de potência constante.

A Tiger Sport 660 oferece cerca de 12 CV mais do que a Versys, algo que é especialmente perceptível em estradas de montanha ou à hora de rodarmos com pendura. No entanto em estradas rápidas e em viagens a velocidades de cruzeiro mais altas o tricilíndrico emite um nível de vibrações que se podem tornar mais incómodas do que nos motores bicilíndricos das suas rivais. Nada demais sempre e quando não circulemos constantemente em auto-estradas. A Tiger Sport incorpora dois modos de potência e controle de tração muito eficiente que poderá salvar vidas. Realidade que também a Kawasaki incorpora ( controle de tração ).

A caixa da Versys é mais rude e dura, embora precisa sendo o seu escalonamento bem conseguido face ao carácter da moto. Já o da Yamaha mostra-se algo impreciso sobretudo quando rodamos a baixa rotação e nas velocidades mais baixas, realidade que se ultrapassa rapidamente assim que rodamos a maior velocidade. Na Versys sentimos falta da embraiagem deslizante, realidade que está incluída na última versão da Ninja 650, modelo que monta precisamente o mesmo motor. No entanto há que ser justos pois o seu trem traseiro nunca teve tendência a saltar nas reduções, a não ser naquelas mais bruscas. E o mesmo sucede na Tracer embora por ser mais ágil e leve este fenómeno se pudesse manifestar ainda mais. Já a Triumph Tiger Sport sim incorpora embraiagem deslizante que combinada com a função de Quickshift bi-direcional  ( opcional  altamente recomendável e também económico ) proporciona uma gestão ótima e precisa da caixa de velocidades, garantindo uma suavidade extrema na condução.

Kawasaki Versys 650

Viajar implica abastecer e aqui deparamo-nos com um consumo do motor da Versys superior ao das restantes rivais, embora compense esta realidade com um depósito de combustível de maior dimensão que, no caso mantermos um ritmo moderado de rodagem poderemos atingir os 350 kms de autonomia.

Agilidade e estabilidade

À hora de rodarmos em percursos de montanha com muitas curvas constatamos as mesmas diferenças que veríamos entre uma Trident 660, uma MT-07 e uma Z650, realidade que se manifesta de acordo com o diferente ADN de cada marca. Encontramos neste apartado um maior equilíbrio da ciclística, com a agilidade e ligeireza da Yamaha também em destaque e finalmente o surpreendente desempenho e eficácia geral de todo o conjunto no caso da Triumph .

Penso que no comparativo das versões Naked dos mesmos modelos foi exactamente esta a conclusão a que chegámos. Aqui há que ter em conta que não são apenas motos para cidade e percursos de montanha pois também as estradas mais rápidas e as viagens são também os seus objectivos.

No caso de travagens mais fortes sentimos mais movimento e transmissão de peso no caso da Yamaha face às suas rivais, embora compensada por uma maior distância entre eixos. Já a Triumph tem um comportamento oposto já que a sua distância entre eixos e a geometria da sua direção procuram dotar a Tiger Sport de maior agilidade, num conjunto que é ligeiramente mais pesado.

No caso da Versys é necessária um pouco mais de decisão para encadear curvas e mudar de direção mais rapidamente, no entanto mostrou uma enorme estabilidade nas curvas mais abertas que nos surpreendeu, apesar de uma distância entre eixos mais curta que as restantes. As duas motos com suspensão invertida da Showa  ( Triumph e Kawasaki )  mostraram-se mais firmes na travagem à entradas das curvas, sem apresentarem um afundamento excessivo do trem dianteiro.

Disparidade nos preços

O tema dos equipamentos e preços é outra realidade pois qualquer utilizador pode criar a sua versão a partir do modelo base e considerando o catálogo de opções que cada marca dispõe. No caso da Kawasaki existe a possibilidade de adquirir uma Versys 650 versão base por um preço de 9.490 euros sendo que se optarmos pela versão mais equipada, a Grand Tourer, o seu pvp atinge os 12.190 eur.

Pelo seu lado a Triumph não dispõe de variantes de catálogo da sua Tiger Sport 660 mas o site da marca existe um configurador que nos permite personalizar totalmente a moto ao nosso gosto, podendo inclusive ver como fica o modelo com os acessórios selecionados e o seu preço final. O seu preço base são 9.395 euros.-

Finalmente no caso da Yamaha Tracer 7 a versão GT de 2021 já com as malas laterais, assento confort e écran touring tem um pvp de 9.395 euros e a versão base de 2022 sem os acessórios tem um preço de 9.100 euros. Para igualarmos a versão GT às suas rivais em termos de equipamento haveria que juntar os faróis anti nevoeiro e as proteções de motor, pelo que os preços finais dos 3 modelos acabam por se aproximar.

Kawasaki Versys 650 Tourer Plus

A evolução levada a cabo pela Kawasaki na sua Versys 650 para este ano tornaram o modelo mais refinado e completo. A configuração Tourer Plus aqui testada monta, face à versão base, os seguintes opcionais: Sistema de malas sem estrutura de fixação com sacos interiores destacáveis, proteções de mãos, proteção de depósito e faróis anti-nevoeiro. Existem outras combinações Versys para todos os gostos e orçamentos, tanto como packs completos de catálogo como personalizados pelo próprio interesado. Um modelo bastante confortável, seguro e completo que poderá ser a primeira grande moto de qualquer um independentemente da sua experiência.

O que mais gostámos e o que pode ser melhorado

SoloMoto+

  • Resposta do motor
  • Agilidade
  • Conforto a rodar
  • Capacidade de carga

SoloMoto –

  • Caixa algo dura
  • Preço elevado

Triumph Tiger Sport 660

Para a Triumph a configuração de motor de três cilindros em linha é  quase como uma obrigação. Esta configuração permite desenhar motores de baixa cilindrada com um binário mais forte desde os baixos regimes sem sacrificar a elasticidade do motor nos regimes mais altos. Sempre dissemos que é um motor que reúne o melhor de um tetracilíndrico e o melhor de um bicilíndrico, realidade que no caso da Sport 660 se cumpre na perfeição. Uma moto muito ágil e compacta, com muito poucas limitações e que inclui um pack de ajudas electrónicas um passo à frente das suas rivais incluídas neste comparativo.

O que mais gostámos e o que pode ser melhorado

SoloMoto+

  • Motor alegre
  • Equipamento muito completo
  • Comportamento geral equilibrado
  • Ajudas electrónicas

SoloMoto-

  • Algo compacta para utilizadores de estatura maior
  • Espaço algo limitado para o passageiro

Yamaha Tracer 7GT

As primeiras gerações das Tracer 700 e Tracer 700 GT foram um enorme sucesso comercial e desde a época passada que deram um novo passo para passarem a designar-se por Tracer 7 e Tracer 7 GT, agora com maior proteção aerodinâmica e melhor desempenho que as suas versões anteriores. Integram o conhecido motor CP2, motor que integra vários modelos da marca nomeadamente da sua naked MT-07 e das diferentes versões da Ténéré 700.  As Tracer 7 têm um preço muito competitivo, quase imbatível se contarmos que integra as malas e os demais acessórios na versão GT.

O que gostámos e o que pde ser melhorado

SoloMoto+

  • Resposta do motor
  • Agilidade
  • Leveza do conjunto
  • Equipamento de série

SoloMoto-

  • Caixa brusca
  • Sem embraiagem deslisante

Qual escolher

A seleção da moto mais adequada para as nossas necessidades passa sobretudo por um processo de honestidade connoscos mesmos, ou então o deixar-nos levar pela paixão. Sem pre defendi que a maioria dos motociclistas elegem a moto que mais lhes gosta e não a moto que mais lhes convém. No caso destas três opções multiusos qualquer delas pode ser considerada como uma moto ideal para todos os dias.

A Kawasaki Versys 650 na versão Tourer Plus é uma sport-touring maravilhosa para aqueles que procuram um nível de conforto excepcional nas suas viagens. O  tacto suave do seu motor faz com que cada trajecto seja um prazer, reforçado pela excelente proteção aerodinâmica da sua carenagem e pelo écran dianteiro ajustável.

A Triumph Tiger Sport 660 oferece um nível de ajudas electrónicas  e desempenho geral superior, sendo um conjunto muito compactoe ágil que fará as delícias de quem queira realizar uma condução mais descontraída ou para quem tenha o sangue mais quente e queira imprimir uma pilotagem mais agressiva. Quem der prioridade acima de tudo ao carácter do motor  não terá dúvidas de que esta será a opção certa.

Quem preferir uma relação entre agilidade e estabilidade superlativa, com um ótimo equilíbrio entre todos os seus componentes, com tudo o que é necessário para viajar por um preço imbatível, então a Tracer 7 GT será a rainha da combinação qualidade/equipamento/preço.Tendo em conta tudo o que comentámos agora toca a cada um escolher aquela que mais sentimentos lhe desperta numa escolha que pode ser mais racional ou emocional, idealmente uma combinação perfeita entre as duas formas de pensar.

E A GANHADORA É :

  • TRIUMPH TIGER 660 SPORT

O motor tricilíndrico e a sua sofisticada gestão electrónica fazem da moto inglesa a mais completa das três aqui testadas.  Embora as suas rivais possam ganhar por pontos em alguns temas mais concretos, o cero é que no final, o poderio e a modernidade do seu motor estão claramente acima das motos rivais japonesas, e mesmo sem ter muito mais potência em termos absoluto, a tricilíndrica tem mais binário nos médios regimes, maior finura na entrega e uma elasticidade final nos altos regimes que as outras não proporcionam, realidade que acaba por poupar nas passagens de caixa e nos consumos também, obtendo um rendimento superior com consumos semelhantes

Sem prejuízo das máquinas bicilíndricas, motos que funcionam na perfeição, cada uma afirma-se com as suas características e carácter de motor, sendo os três conjuntos dos mais completos de mercado.

FICHAS TÉCNICAS

KawasakiTriumphYamaha
Motor tipo2 cil linha 4T LC DOHC 8V3 cil/linha 4T LC DOHC 12V2 cil/linha 4T LC DOHC 8V
Diámetro x curso83,0 x 60,0 mm x274,04 x 51,1 mm x380,0 x 68,6 mm x2
Cilindrada649 c.c.660 c.c.689 c.c.
Potência máxima49 kW (67 CV) a 8.500 rpm60 kW (81 CV) a 10.250 rpm54 kW (73,4 CV) a 8.750 rpm
Binário máximo61 Nm (6,2 kgm) a 7.000 rpm64 Nm (6,5 kgm) a 6.250 rpm67 Nm (6,83 kgm) a 6.500 rpm
Compressão10,8:111,95:111,5:1
AlimentaçãoInjecção electrónica 38 mmInjecção electrónica, ride by wireInjecção electrónica
CO2107 g/km107 g/km100 g/km
Caixa6 velocidades6 velocidades6 velocidades
EmbraiagemMultidisco em óleo por caboMultidisco em óleo, deslisante, por caboMultidisco em óleo pºor cabo
Transmissão secundáriaCorrente de O’ringsCorrente de O’ringsCorrente de O’rings
Tipo chassisTubular em aço Cr-MolyTubular em aço Cr-MolyTubular em aço Cr-Moly
Geometría de direçãoN.d.º e 108 mm de avanço23,1º e 97,1 mm de avanço24,8º e 90 mm de avanço
Braço oscilnanteDuplo braço assimétrico em aluminioDuplo brazo assimétrico em aluminioDuplo brazo assimétrico em aluminio
Suspensão dianteiraForqu.. invertida Showa 41/150 mm,Forqu. invertida. Showa 41/150 mm, sem ajustesForqu. invertida KYB 41/130 mm, pre-carga e extensão
Suspensão traseiraAmort. lateral directo ao braço oscilçante, 145 mm, precarga ajustavel mediante manípíuloAmort. directo ao braço oscilante, 150 mm, pre-carga ajustavel mediante manipulo Amort. directo ao braço oscilante, 142 mm, pre-carga ajustavel (con chave)  e extensão ajustavel
Travão dianteiro2 discos 300 mm, pinças Nissin 2 pistons, bomba axial, ABS2 discos 310 mm, pinças Nissin 2 pistons, bomba axial, ABS2 discos 282 mm, pinças monobloque de 4 pistons, bomba axial, ABS
Travão traseiroDisco 250 mm, pinça Nissin 1 piston, ABSDisco 255 mm, pinça Nissin 1 piston, ABSDisco 245 mm, pinça Nissin 1 piston, ABS
Rodas120/70 × 17” e 160/60 × 17”120/70 × 17” e 180/55 × 17”120/70 × 17”e 180/55 × 17”
Comprimento total2.165 mm2.301 mm2.140 mm
Altura máxima1.360 mm1.398 mm1.290 mm
Largura máxima840 mm834 mm840 mm
Distancia entre eixos1.415 mm1.418 mm1.460 mm
Peso em orden de marcha217 kg206 kg210 kg
Altura assento845 mm835 mm835 mm
Depósito21 l17,2 l17 l
Consumo médio5,1 l/100 km4,7 l/100 km4,5 l/100 km
Autonomía teórica411 km366 km378 km
Garantía oficial3 anos, até 5 opc.4 anos3 anos, até 5 opc.
ImportadorMultimoto Motor PortugalTriumph Portugal, KMS LdaYamaha Motor Portugal
Contacto256 600 870218 292 170214 722 100
Webwww.kawasaki.pttriumphmotorcycles.ptwww. yamaha-motor.eu/pt

 

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