Comece o ano em grande, sabendo tudo sobre os requisitos para aderir à comunidade motociclista

A cada ano, mais uma porção da população atinge as idades mínimas para poder começar a conduzir e muitos são atraídos pelas motos, pela liberdade, economia e divertimento que podem proporcionar. Ao mesmo tempo, as diferentes categorias e a burocracia podem parecer um obstáculo, que aqui procuramos ajudar a transpor.
Em Portugal, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) estabelece as regras para a obtenção da carta de moto. Existem várias categorias, adaptadas à experiência e à idade de cada condutor, e cada uma permite conduzir diferentes tipos de veículos, sujeito a uma idade mínima.
A instrução de moto varia por idade e cilindrada, começando com Licença Especial 50cc aos 14 anos (formação obrigatória) e progredindo para a Carta AM (ciclomotores) aos 16 anos, que exige exames teóricos e práticos.

O sistema é progressivo, o que significa que o condutor pode evoluir de uma categoria para outra à medida que ganha experiência e idade.
A formação obrigatória, teoria e prática, obriga a um mínimo de 15 horas em entidades credenciadas, ou seja, Escolas de Condução, ou num dos cursos ocasionalmente promovidos pelo ACP ou pela PRP. Com esta formação, pode circular sem passageiro, mas não pode circular em autoestradas.
A partir dos 16 anos, é necessária a Carta AM para Ciclomotores, que mais uma vez implica aulas obrigatórias, e exames teórico e prático. Sendo menor, exige também uma Certidão de Nascimento e Autorização Parental.
Se já for titular da Carta B (automóveis), pode conduzir ciclomotores até 50 cc que cumpram os limites de velocidade e potência sem necessidade de tirar a Carta AM.

A categoria A1 permite conduzir motociclos de cilindrada até 125 cc, com potência máxima de 11 kW (15 cv) e relação peso/potência até 0,1 kW/kg, bem como triciclos até 15 kW e todos os veículos abrangidos pela categoria AM.
O exame de Código compreende 40 perguntas, com um máximo de 4 erros para passar, e Condução (IMT), sendo essencial ter aptidão física e mental, além dos documentos necessários, como CC e atestado médico. As aulas podem começar 6 meses antes da idade mínima.
Para motos mais potentes, os chamados Motociclos (categorias A1, A2 e A), a formação envolve pelo menos 32h de aulas teóricas, 28 comuns e mais 4 específicas e 12h de aulas práticas em escola de condução, com exames de código e condução.
A partir dos 18 anos, pode tirar a Carta A2, sendo possível iniciar o processo aos 17 anos e 6 meses.
A formação inclui 32 horas teóricas e 12 práticas, seguidas de exame teórico e prático, mas condutores com a Carta A1 estão dispensados da parte teórica, realizando apenas as aulas e exame prático.
Finalmente, a categoria A permite conduzir motociclos de qualquer cilindrada e potência, com ou sem carro lateral, além de triciclos e todos os veículos abrangidos pelas categorias AM, A1 e A2. Aos 20 anos, os titulares da Carta A2 podem obter a A após 2 anos de experiência, apenas com um exame prático. A Formação exigida é um curso que inclui aulas teóricas específicas sobre segurança e condução defensiva, além das aulas práticas em circuito e em estrada. O exame teórico é composto por 10 perguntas, com apenas 1 erro permitido.
Aos 24 anos, é possível tirar a Carta A diretamente, com exame teórico e prático, sem necessidade de experiência prévia. Adicionalmente, aos 25 anos, os titulares da Carta B para automóveis podem conduzir motociclos até 125 cc e 11 kW (15 cv) sem tirar a Carta A.
Quanto aos custos, variam consoante a escola de condução e a categoria pretendida, mas podemos considerar em média, cerca de 350 € para a Carta A1, 500 € para a Carta A2 e até 700 € para a Carta A.
A isto acresce o custo de equipamento razoável, capacete, luvas, um blusão e sapatos fechados ou botas, talvez mais 400 € ao todo.
A independência, sensação de liberdade e aspetos práticos que se ganham como estacionamento gratuito, acesso facilitado e economia são inúmeros.
















