A KTM TRABALHA NUMA NOVA GAMA DE MODELOS ELÉTRICOS DE ALTO DESEMPENHO PARA 2022

By on 17 Setembro, 2019

A KTM irá lançar uma série de motos elétricas de alto desempenho até 2022, fruto da sua aliança com os parceiros indianos da Bajaj Auto

Depois de uma década mantendo uma parceria estritamente financeira, a KTM e a Bajaj – que detém uma participação de 48% do fabricante austríaco – entraram em acordo para partilha de tecnologia de motores para as suas respectivas gamas de motos.

“Em junho, a KTM Industries e a Bajaj Auto decidiram lançar uma série de projetos de desenvolvimento para veículos elétricos de duas rodas de alto desempenho de 3 e 10 kW (48 V) ao nível da KTM AG.

“A plataforma irá servir de suporte a diferentes produtos – veículos de 2 rodas e bicicletas elétricas – sob as marcas dos dois parceiros”.

Como parte do acordo, a Bajaj desenvolverá a sua própria linha de motos elétricas de baixa capacidade e mais acessíveis, direcionadas para o mercado doméstico indiano, enquanto que a marca irmã da KTM, a Husqvarna, também deverá vir a utilizar a mesma plataforma para desenvolvimento de modelos sob a sua marca. Tudo, no entanto, deverá ser construído na fábrica da Bajaj Auto em Pune, Índia.

Porque é que a KTM está a desenvolver motos elétricas com o Bajaj?

O acordo Bajaj Auto com a KTM é a oportunidade perfeita para o fabricante ficar à frente de outros rivais no desenvolvimento de motores elétricos.

Embora haja uma ampla aceitação de que, no futuro, as Hondas, Yamahas e BMWs que irão estar no mercado serão alimentadas por eletricidade, quando isso acontecer certamente não existirão mais dúvidas nem discussão.

No entanto, com várias cidades já a aplicar medidas de ‘zona livre de emissões’ ( exemplo de Madrid ) para os seus centros nos próximos anos, existe um prazo claro para as empresas focadas no mercado Europeu desenvolverem novos produtos nessa direcção  ou correrem o risco de perder importantes negócios

Por outro lado, não é fácil desenvolver um motor de propulsão elétrico para uma empresa como a KTM sem o know-how de engenharia e a capacidade de produção suplementar usufruída por marcas como a Honda, a Yamaha ou a BMW, com seus vários departamentos técnicos e de engenharia, o que faz com que esse acordo com o Bajaj seja tão atraente … e absolutamente necessário.

De facto, o acordo KTM-Bajaj é um acordo mutuamente benéfico, até porque a Índia reconhece que é preciso fazer mais para reduzir sua própria produção de emissões – uma das piores do mundo. É uma responsabilidade que provavelmente será aplicada a todas as linhas de montagem, com regulamentos estritos sendo pressionados para desenvolver um esforço adicional para poder reduzir a pegada de carbono do país rapidamente.

O Rebranding da KTM cara ao futuro

Apesar de motos com motorização elétrica sere um investimento cara ao futuro a KTM mostra que não está preparada para perder a essência de seu modelo de negócios principal, insistindo que esses modelos – que estão previstos serem lançados em 2022 – serão também modelos de alto desempenho.

A KTM avança ainda mais na alta competição depois de concordar em estender o seu contrato com a Dorna para competir no MotoGP até pelo menos 2026. Actualmente competem com quatro RC16 sob as bandeiras Red Bull Factory e da Tech 3 Racing, equipa satélite onde corre o piloto português Miguel Oliveira.

Para 2020, o fabricante irá afastar-se do Campeonato de Moto2 e retirar-se-à também da Classe Moto3 para dar lugar à Husqvarna.

Estas últimas notícias são divulgadas quando os proprietários se preparam para um “rebrand” ao mais alto nível, de KTM AG para Pierer Mobility AG, a fim de diferenciar a marca da empresa matriz.

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