Atualidade: Quando os radares de velocidade avariam!

By on 23 Março, 2022

Nos Pirinéus franceses, vários condutores foram ‘flashados’ por radares autónomos abaixo da velocidade permitida de 70 km/h, gerando uma enorme confusão.

Os radares automáticos de velocidade são armas formidáveis ​​para rastrear os menores desvios da velocidade por parte dos condutores, complementando outros dispositivos capazes de detetar os excessos na condução. Nessa grande família, o radar autónomo tem a vantagem de poder deslocar-se ao longo de vários quilómetros e, assim, surpreender os utentes da estrada antes de se habituarem à sua presença.

Mas acontece que, apesar de toda a tecnologia, esta máquina também emperra e quando isso sucede a surpresa é ainda maior. Um radar autónomo colocado entre os municípios de Céret e Maureillas-Las-Illas, nos Pirinéus orientais, que monitorizava qualquer ultrapassagem do limite fixado em 70 km/h, ficou subitamente a piscar de forma constante. Muitos condutores ficaram surpresos ao ver o flash disparar quando conduziam abaixo da velocidade máxima autorizada, tudo porque o radar parecia não estar bem calibrado, tirando fotos a 70 km/h, 65 km/h até 56 km/h duas vezes para o mesmo condutor.

Contactada sobre este assunto, a Perfeitura dos Pirenéus Orientais assegurou que não foi reportado nenhum relatório de avaria, mas que no entanto seria enviado um técnico ao local para verificar o seu bom funcionamento. Lembrou ainda aquela entidade, que a margem de erro dos ditos radares situa-se entre 70 e 75 km/h, pelo que os condutores apanhados em ‘flagrante delito’ poderiam ficar tranquilos porque não receberiam qualquer multa ou dedução de pontos na carta. No entanto, o erro estava feito!

 No final do verão de 2017, dois anos depois da sua implementação, a delegação francesa de Segurança Rodoviária instalou durante o fim de semana do Bol d’Or, dois destes radares autónomos nas curvas das duas estradas que conduzem ao circuito. Nessa altura, várias associações de utentes, alertaram para os riscos relacionados com a localização em curva, porque naturalmente, ao avistarem os novos radares, muitos condutores travavam repetinamente, colocando outros condutores que vinham atrás em risco. Assim, ficou decidido que só seria posicionados na aproximação de curvas e não mais em curvas, para incentivar os condutores a desacelerar antes. Foi uma escolha de bom senso, mas os radares autónomos – que facilmente podem ser deslocados de um ponto para outro na estrada – rapidamente voltaram a surgir em curvas noutras regiões francesas, facilitando a caça à multa.

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