Desconfinar para fora cá dentro – Na Nacional 2 com Especiais Douro, Paiva e Serra da Estrela / Crónica Mototurística

By on 22 Junho, 2020

Com as medidas de confinamento a serem aligeiradas e com a actividade turística nacional a retomar algum ritmo, decidimos que era a altura ideal para testarmos aquela máxima defendida por uma campanha em tempos que promovia o turismo nacional num contexto de “vá para fora cá dentro”, realidade que mais do que nunca faz sentido por variadas razões: Portugal provou ser um dos destinos mais seguros para viajar, a oferta de destinos e a variedade cultural, gastronómica e paisagística é imensa, o contexto de risco de viajar de avião para outras paragens mais longínquas continua a ser uma realidade e finalmente podermos realizar um passeio de moto que, para além do prazer que a mesma proporciona em termos de sensação de liberdade e maior contacto com o que nos rodeia, é também um dos meios mais seguros para nos deslocarmos mantendo o distanciamento “social”.

Decidimos por isso aproveitar os feriados de junho e traçar um percurso que nos permitisse durante aqueles 5 dias, na zona norte e centro do país, incluir algumas referência em termos de regiões, estradas e localidades de maior interesse. Ficou decidido que a partida teria que ser de Chaves, o início da mítica Estrada Nacional 2, a Route 66 portuguesa, que atravessa o país de norte a sul por mais de 700 Kms e que a mesma serviria de “eixo condutor” de todo o passeio. No entanto o percurso não se iria restringir à mesma, pois pretendíamos ser criativos e desenhar alternativas para esta nossa aventura a 6, número máximo que foi decidido estabelecer para o grupo pois assim permitia-nos com apenas 3 quartos cobrir as necessidades de alojamento, mantendo ao longo da viagem um maior controle e segurança dos participantes.

O tema do alojamento foi aliás uma das grandes condicionantes na logística deste passeio pois se por um lado nem todos os hotéis estavam agora a abrir portas por primeira vez, após três meses de encerramento e por força das medidas de confinamento decretadas em consequência da pandemia, a implementação de procedimentos obrigatórios por lei em termos de garantir a segurança sanitária dos seus clientes dificultava também o seu normal funcionamento. Por outro lado os feriados seguidos de fim de semana e a ânsia das pessoas em geral em poderem sair finalmente de casa e aproveitar esta oportunidade para “respirarem”, dificultou a confirmação da disponibilidade dos locais que previamente havíamos escolhido para pernoitar, realidade que nos obrigou a encontrar alternativas.

Após discussão e análise das várias possibilidades ficou decidido ter a N2 como eixo de referência mas definir variantes especiais para cada dia, ficando estabelecidas 3 especiais: A “Especial Douro” a “Especial Paiva” e a “Especial Serra da Estrela”.  O prognóstico metereológico inicial era de bom tempo para essa semana com a entrada de uma frente de nuvens na direção norte-sul já próximo do fim estabelecido no nosso percurso, que seria a Barragem de Montargil,  onde nos esperaria uma almoçarada organizada pelo Motoclube local. As temperaturas iriam oscilar entre os 10º nas zonas mais frias de Serra e os 25º e não iria chover nesses dias, de acordo com as previsões constantes nos vários sites de metereologia consultados. O equipamento recomendado teve por isso em linha de conta esta realidade e ninguém nessa altura previa o que realmente nos esperava.

O “Navegador Salvador “

Sendo eu jornalista e tendo normalmente a oportunidade de obter o apoio das marcas para este tipo de iniciativas pensei definir por conceitos a moto ideal para realizar esta aventura: O conforto era fundamental pois iríamos realizar perto de 1.500 kms, a proteção aerodinâmica também pois aumenta obviamente o conforto. A maior segurança e ajudas electrónicas seriam valorizadas já que iria ter como companheiro de aventura o meu filho mais novo. A capacidade para bagagem de dois e algum equipamento extra para eventual assistência em viagem também. Finalmente e dado que o percurso poderia ter alguma variante offroad, a aptidão do modelo poder enfrentar com segurança algum percurso fora de estrada e podermos chegar a aqueles lugares mais recônditos cheios de magia, seria uma mais valia a considerar.

Depois de vários contactos realizados obtivemos o apoio da Honda Motor Portugal que nos deu a possibilidade de escolher entre dois modelos: a Honda Africa Twin CRF 1100 L, moto com a qual já tínhamos participado no passeio offroad “O NOSSO DAKAR” no início deste ano, e a Honda X-ADV, MaxiScooter polivalente de conceito único SUV de 2 rodas.  Como o percurso seria maioritariamente estrada e como já tínhamos realizado recentemente um passeio na primeira, optámos por desta vez nos aventurarmos na Honda X-ADV, moto com a qual no passado já realizámos por terras de Espanha e a convite da Honda Motor Europe algumas aventuras. Na realidade para além da nossa X-ADV mais dois modelos idênticos iriam participar pelo que assim haveria uma economia de escala em ferramentas e equipamento para realizar algum tipo de intervenção necessária. ( no final nada foi preciso, diga-se )

Dia 1 – 1ª ETAPA / Lisboa – Chaves com passagem no Porto

No primeiro dia o objectivo era o de chegar  o mais rapidamente ao ponto de partida, Chaves. Era ainda dia de semana, véspera de feriado, pelo que todos ainda tinham que resolver algumas situações pessoais e profissionais pela manhã, razão pela qual sairíamos no final da mesma , aproveitando a menor densidade de transito a essa hora e almoçando um snack pelo caminho. O percurso foi realizado por auto-estrada com passagem pelo Porto, onde nos iríamos encontrar com mais dois dos participantes nesta aventura. Os primeiros 320 Kms foram realizados de forma rápida tendo chegado ao Porto sem qualquer cansaço aparente.  A Honda X-ADV é uma excelente estradista proporcionando conforto pela sua proteção aerodinâmica adequada, com o écran colocado na posição mais alta, e pela velocidade de cruzeiro que imprimimos na casa dos 130 km/h , conseguindo um consumo médio de 4,2 l/100 km.

Chaves Pastelaria Maria junto ao Castelo

Os 150 Kms que faltavam para chegar a Chaves foram também maioritariamente realizados em auto-estrada em cerca de 1h30m. Em Chaves, cidade banhada pelo Rio Tâmega, optámos por nos alojarmos no Castelo Hotel, no ponto mais alto da cidade e próximo do posto de turismo onde obtivemos na manhã seguinte e antes de arrancar o “Passaporte da N2”. A 50m do hotel encontra-se o Castelo de Chaves, mandado construir pelo Rei D. Dinis no Século XIII e onde se situa um interessante Museu Militar. Em Chaves para além de visitarmos o centro histórico conhecido pelos seus arruamentos medievais e pelos vestígios arquitectónicos que marcam a passagem dos Romanos, aproveitámos para provar a iguaria local que são os Pastéis de Chaves e tomar um Café na pitoresca Pastelaria Maria.

Dia 2 – 2ª ETAPA / Chaves – Pinhão com passagem em Peso da Régua

Na manhã seguinte e depois do descanso merecido logo após uma bela jantarada numa inesperada esplanada, perto do rio e em frente aos jardins públicos de Chaves, arrancámos do Km 0 , marco inicial da N2, em direção a Peso da Régua, passando por Vila Pouca de Aguiar, percurso de cerca de 90 Kms realizado calmamente na Nacional 2 em cerca de 2 h.

Em Peso da Régua tínhamos decidido fazer a primeira deriva da Nacional 2. Queríamos fazer aquela que é considerada a mais bonita estrada da Europa, a N222 ao longo do Rio Douro. E aqui começava a Especial Douro que iríamos percorrer de Peso da Régua ao Pinhão, local onde almoçámos para de seguida voltar novamente pela N222, percorrendo toda a margem sul do Douro até Castelo de Paiva.  

Dia 2 – 3ª ETAPA / Pinhão – Melres  com  passagem em Castelo de Paiva

Pinhão – Castelo de Paiva pela N222 e depois Melres pela N108
Pinhão – Douro N222

São cerca de 100 Kms com uma vista deslumbrante do Douro que pudemos percorrer na N222, em cerca de 2h até que em Castelo de Paiva cruzámos o Douro para a sua margem norte através da Ponte Entre-os-Rios e seguimos em direção ao Porto pela N108.

A N108 é como se fosse um prolongamento da N222 na margem norte do Douro pelo que o encanto daquela região mantém-se e sempre a deslumbrar a nossa vista. Chegámos pouco depois ao nosso destino, Melres e ao final do percurso do 2º dia onde pernoitámos, não sem termos antes assistido ao pôr do sol no “Restaurante do Rocha” ( não é parente ) e jantarmos a especialidade local que são Pataniscas de Bacalhau com arroz de feijão… A vista naquele local em cima do Rio Douro em frente à Praia Fluvial da Lomba é deslumbrante.

Melres – Douro N108

Dia 3 – 4ª ETAPA / Melres – Alvarenga com passagem pelo Rio Paiva

Ao 3º dia mudou tudo e se o prognóstico inicial era de bom tempo e para isso vínhamos preparados, a realidade naquele dia mostrou-se totalmente diferente. Acordámos com um dia de chuva, daquela que “molha parvos” e sem que a maioria ( os restantes 4 ) estivessem preparados para o efeito… Eu bem que avisei para trazerem fatos de chuva. As circunstâncias obrigavam a procurar localmente uma solução que permitisse aos incautos protegerem-se da chuva no percurso que nos aguardava, pois o prognóstico metereológico tinha sofrido um volte-face de 180º e iria chover o dia inteiro. E agora ?  No Café Central de Melres disseram-nos que talvez na “ Loja do Chinês” encontrássemos algo, pois era feriado e todo o restante comércio estava fechado.

Douro N108

Encontrada a Loja do Chinês a mesma estava igualmente fechada, com aviso na porta de ligar para o proprietário caso necessário. O mesmo confirmou que naquele dia só abriria ás 2 da tarde ( não deve ser chinês, concluímos ).  Não havia tempo a perder… a solução foi rapidamente encontrada com sacos de lixo reforçados para todos. Cada um “vestiu-se” e protegeu-se como pôde e lá arrancámos de volta pela N108 em direção novamente a Castelo de Paiva, cruzando de novo o Douro para sul.

Aí apanhámos a N225 na direção ao sul e ao longo do percurso do Rio Paiva até Vila Viçosa, onde seguimos pela N505 num percurso de serra com eucaliptal, debaixo de intensa chuva e nevoeiro, até chegarmos a um local de vista deslumbrante que se chama Garganta do Paiva, local onde se iniciam os famosos passadiços. Estávamos esgotados e a maioria molhada até aos ossos mas orgulhosos por termos superado esta difícil fase do passeio. Felizmente Alvarenga estava logo “ao virar da esquina “ e aguardavam-nos as famosas postas de vitela “Arouquesa” no restaurante típico o “Abrigo da Paiva”.

A chegar ao Paiva / Alvarenga

Antes porém havia ainda que passar por um ritual  obrigatório, um banho no Rio Paiva num local idílico que dá pelo nomo de “Paradinha” e cujo acesso, outrora um estradão de terra, está agora alcatroado. A deriva da estrada nacional, garganta abaixo em direção ao Paiva, era por isso necessária mas o que nos esperava no fundo do vale iria valer bem a pena.

Paradinha – Rio Paiva

A “Paradinha” para além da Praia Fluvial tem uma pequena Aldeia de Xisto, recuperada por estrangeiros e que oferece alojamento local.  A banho foi apenas o mais jovem do grupo pois os restantes justificaram-se ( e com razão ) de que o “dilúvio” que sobre nós se tinha abatido durante o caminho era mais do que suficiente. 

Baptismo no Rio Paiva

Inesperadamente parou de chover e o sol saiu para nos aquecer, talvez sabendo que éramos merecedores de algum conforto após aquela manhã diluviana. E como já reza o ditado “depois da tempestade vem a bonança” realidade à qual nós juntámos o “encher da pança”. Aqui um obrigado especial á Dna. Rita que nos recebeu no Abrigo da Paiva como se fossemos da família, proporcionado-nos uma refeição única com “miminhos” no final feitos de doces conventuais de Arouca regados com uma aguardente de mel, para digerir  melhor o repasto ( só para alguns de barba mais rija ).

Alvarenga – Após posta Arouquesa

DIA 3 – 5ª ETAPA /  Alvarenga  – Castro Daire – Aguieira – Pela N225 e N2

Percurso de Serra com cerca de 40 Kms que leva cerca de 1 h a realizar. Em Castro Daire voltámos à N2 que segue para sul ao longo da IP3. Tinha sido uma manhã muito longa e desgastante e havia que chegar à Barragem da Aguieira onde iríamos ficar as próximas duas noites. Em Castro Daire encontrámos a desejada “Loja do Chinês” local onde os que necessitavam se abasteceram dos tão necessitados e desejados impermeáveis.

Havia que tomar uma decisão pois devido ao cansaço e à contínua ameaça de chuva havia que chegar o mais rápido possível ao Hotel na Barragem da Aguieira. O percurso foi por isso realizado em parte pela N2 e pela IP3, que segue paralela a esta, com paragem em Santa Comba Dão pois alguns queriam conhecer a humilde casa onde nasceu “ Um Senhor que Governou e nada roubou”…

Barragem da Aguieira

Chegados ao Hotel, junto à Barragem da Aguieira, o mesmo parecia ter aberto só para nós. Um Hotel com cerca de 80 quartos estava ainda com lotação de poucas pessoas, talvez 10 no total connosco incluídos, consequência obvia do receio que as pessoas ainda têm sair de casa.  De facto fomos informados na recepção que o Hotel fechava literalmente à meia noite,  ficando fechados todos os acessos de entrada e saída do mesmo e com o pessoal reduzido a um pretenso “segurança” que estaria a dormir numa das zonas de pessoal. Havia por isso que jantar rápido em algum lugar perto e voltar para o Hotel antes da meia-noite. Assim foi e cedo fomos descansar pois no dia seguinte esperava-nos mais uma etapa “hardcore”.

DIA 4 – 6ª ETAPA / Barragem da Aguieira – Seia – Manteigas pela N17 e N232

Seia – A Brigada do Desconfinamento prepara-se

Prognóstico de tempo incerto com uma frente de temporal a entrar a partir do meio da manhã na Serra da Estrela… Oops. Bom, depois do que enfrentámos no Paiva já nada nos mete medo, pensámos.  Vamos a isso. Percurso realizado pela N17 da Barragem da Aguieira até Seia sem percalços e sem chuva mas com a visão de um manto negro que teimava em nos perseguir e ensombrar o caminho nas nossas costas. Paragem para café em Seia e preparação para a subida à Serra que se previa novamente com chuva. As capas do chinês entraram novamente em ação reforçadas por fita adesiva para que as mesmas oferecessem a melhor proteção possível e decoradas com grafitis de incentivo. Mas ninguém estava preparado para o que nos aguardava.

Abrigo na Serra da Estrela

À medida que íamos subindo a chuva e o temporal aumentavam de intensidade, acompanhados por um neblina densa que nos dificultava a visão. Rodávamos na casa do 50Km/h com toda a precaução e mais alguma pois os carros que vinham em sentido contrário apenas se viam aos 20m de distância. A temperatura ía descendo à medida que íamos subindo tendo chegado aos 6 graus.  Chegámos ao topo e antes de começarmos a descer para Manteigas, onde iríamos almoçar, parámos numa casa abandonada onde procurámos abrigo na esperança que o temporal amainasse. Esperança vã pois ao fim de cerca de 30 minutos tudo se mantinha igual e as tentativas de acendermos uma fogueira tinham saído goradas pois a força do vento trazia toda a chuva para o interior da casa. Decidimos partir novamente, enregelados que estávamos mas sem alternativa.

A descida para Manteigas foi novamente feita com muito cuidado e redobrada atenção. Os últimos Kms foram feitos já com a intensidade da chuva a cair e por uma deriva da N232 à chegada a Manteigas que se chama Estrada Florestal de S. Sebastião, densamente florestada e com uma belíssima paisagem de boas-vindas a Manteigas. Um bom almoço novamente com um excelente Naco de Carne com Queijo da Serra foi a recompensa merecida pelo sacrifício sofrido e novamente superado.

DIA 4 – 7ª ETAPA / Manteigas – Torre – Vide – Piódão –Aguieira pela N338 , N339 e restantes

Subida de Manteigas para a Torre – Vale Glaciar

À saída de Manteigas informavam-nos que devido ao temporal era possível que a estrada que dá acesso à Torre e à parte mais alta da Serra da Estrela se encontrasse encerrada. Bom, logo veríamos por onde seguir em função do que fossemos encontrar.  Já recompostos da terrível manhã, arrancamos direito ao topo da Serra passando pelo belíssimo Vale Glaciar, uma estrada com uma paisagem lindíssima e um recortado de curvas que apetecem fazer a um ritmo mais rápido. Já perto do topo, no final da N338, a estrada estava realmente cortada e os acesso proibidos, dando indicação que deveríamos ir em direção à Covilhã para esquerda ou voltar para trás. Depois de consultados os restantes membros do Grupo decidimos, contrariados, descer em direção à Covilhã. Esta etapa estava definitivamente condenada ao fracasso e não havia mais remédio que render-nos à evidência dos factos.

Já na Covilhã com alguma frustração

Chegados à Covilhã voltamos a consultar novamente a metereologia e o cenário mostra-nos uma nova frente de baixas pressões com chuva e trovoada que avança de oeste na nossa direção. Ninguém quer mais chuva nem temporal pelo que a única hipótese é “fugir” na frente da borrasca e contorná-la se possível ( tal como vemos nos filmes, os aviões de pequena dimensão o fazerem por questões de segurança ). Assim foi, em vez de irmos pelo caminho mais curto e directos à tempestade, que novamente avançava sobre nós, demos a volta à Serra no sentido contrário dos ponteiros do relógio, realizando um percurso bem mais longo e menos interessante, mas escapando ao temporal.

Penacova – “A Roda”

Regressámos à Barragem da Aguieira e ao Hotel que nos fazia recordar o filme “Shinning” com Jack Nicholson ( versão sem neve e sem as machadadas ). Impunha-se um jantar como deve de ser para repôr as energias despendidas nesta jornada épica, atípica e desgastante. A recomendação foi o restaurante “A Roda” ( nem de propósito ) em Penacova, a 5 Kms do Hotel, onde serviam especialidades da região. Seguiu-se um snooker e um jogo Sporting – Paços de Ferreira ( com 1-0, fraquinho … ) e o descanso de preparação para última etapa.

Dia 5 – 8ª ETAPA / Barragem da Aguieira – Montargil pela N2

No último dia fazíamos questão de regressar à N2 e realizar todo o trajecto da mesma passando por Vila Nova de Poiares, Góis, Pedrógão Grande, Sertã, Vila de Rei, Abrantes, Ponte de Sor e finalmente a Albufeira de Montargil onde nos esperava uma fantástica Grelhada preparada pelo Motoclube de Montargil num novo espaço que construíram no edifício da antiga escola com uma enorme esplanada coberta junto à Albufeira da Barragem.

Chegados a Montargil

Após mais de 4 horas de viagem chegámos a Montargil às 13.30 h, hora inicialmente prevista para que fosse servido o almoço. No local esperavam alguns amigos e familiares que nos acompanharam no almoço.

Queremos aproveitar deixar aqui expresso o nosso agradecimento ao Moto Clube de Montargil na pessoa do seu presidente, Pedro Oliveira e do seu colega de Direção “Lobo” , que nos recebeu como se membros fôssemos do próprio Moto Clube, ficando a promessa de outras iniciativas ali levarmos sempre e quando haja Torta de Laranja de sobremesa ( magnífica ).

Almoço no Motoclube de Montargil

Finalmente realizámos a troço de ligação a Lisboa, saindo em direção ao Couço, depois directos a Coruche , Infantado, Alcochete e Lisboa. Foram 5 dias plenos de aventuras e episódios que nos foram colocando à prova, sendo cada dia diferente, cheios de lugares maravilhosos e estradas únicas que são o orgulham do nosso Portugal e um privilégio para quem os visita.

Uma próxima aventura já está a ser preparada, mantenham-se atentos e claro que esta nossa experiência e todas as referências que aqui vos deixamos poderão ser vividas por qualquer um, certamente com mais sorte com o tempo do aquele que nós apanhámos… mas valeu cada Km percorrido.

Recebidos como heróis pelo “Lobo” do Motoclube de Montargil e agraciados com uma recordação em forma de “colher de pau ”

Como refere a Biblia da N2 num texto de Eduardo Galeano:

– A Utopia está lá no horizonte. Aproximo-me dois passos e ela afasta-se outros dois. Caminho dez passos na sua direcção e o horizonte afasta-se outros dez.  Por mais que eu caminhe jamais o alcançarei. Para que serve então a Utopia ?  Serve para isso mesmo, para que eu continue a caminhar.

Bibliografia

Biblía da N2 : “ Portugal de Nrte a Sul pela Mítica Estrada Nacional 2 “Da Editora “Foge Comigo “. ( 20.- eur na FNAC )

Passaporte  “ Rota Estrada Nacional 2 “ de Chaves a Faro … 737 Kms ( gratuito em qualquer posto de turismo dos vários Concelhos por onde passa a N2 )

Um agradecimento final à Honda Motor Europe Portugal pela cedência da magnífica Honda X-ADV que se revelou mais uma vez uma Touring de excepção, apta para enfrentar qualquer aventura ( Ensaio AQUI )

Uma nota final em memória de um querido amigo e companheiro de muitas aventuras em 2 rodas, que nos deixou no início deste ano a fazer o que mais gostava … Pedro Veloso este passeio da “Route 66” Portuguesa é a ti dedicado e para ti foi também pensado, pois estarias aqui connosco, na etapa final do mesmo, no dia 13 de junho, a celebrar os teus 66 anos. Até um dia saudoso companheiro.

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