Ouro sobre verde: Uma Trident Clássica

By on 16 Fevereiro, 2019

O binário de um bicilíndrico paralelo, a potência em alta de um quatro em linha e um som como um enxame de abelhas em cólera. Um tricilíndrico é o melhor de dois mundos.

Pelo menos, foi assim que pensou Rob Glenton, de Fremantle, na Austrália Ocidental, que tem uma queda por motos inglesas antigas. Assim, quando encontrou uma Trident T150V de 1973 em boa condição, aproveitou a chance de reviver os seus anos da juventude com um restauro clássico da Restomod.

Eu sempre gostei da Triumph Triple: é um motor muito diferente dos bicilíndricos, e exemplos personalizados são muito raros. O som de uma moto é tão importante para mim como a aparência, e o triplo tem um som fantástico, especialmente com um escape de 3 para 1. O som é muitas vezes comparado ao de um carro de corridas clássico ”.

Inspirando-se no mundo das corridas de Flat Track e motos de stunt do “Showman” Evel Knievel, Rob começou por projetar as linhas básicas da Trident. “Eu queria que a moto tivesse presença”, diz Rob. “Uma atitude imponente. Como uma moto de cross com o piloto debruçado sobre o guiador à espera do abaixar do “gate”. Ou o Knievel a exibir a sua Sportster com que fez um salto sobre 18 autocarros! ”.

O depósito é o de origem, mas Rob fez o mago local das modificações Tom Sharman, da Sideshow Cycles, cortar 40mm do meio e voltar a soldar o todo, para obter um perfil mais baixo e uma silhueta mais agressiva. Tom também construiu a unidade da cauda plana segundo as especificações de Rob e modificou o chicote elétrico traseiro para se adequar ao novo formato. A cauda remove-se usando fixadores de Norton Commando reaproveitados, dando acesso ao tanque de óleo do motor de cárter seco e à restante instalação elétrica da Trident.

Com as linhas básicas da moto definidas, Rob concentrou os seus esforços na minimização da desordem frontal, limpado essa área da moto. Um pequeno velocímetro da Motogadget foi aparafusado entre as montagens do guiador, a bomba de travão remota operada por cabo foi escondida sob o depósito e um único espelho CRG montado do lado direito, juntamente com um par de punhos da Biltwell.

Rob também removeu algum equipamento que ele considerou desnecessário. “Não preciso de um interruptor de máximos para o farol, como seria exigido na Austrália Ocidental. Não tenho intenção de andar de noite para além dos limites da cidade, por isso os médios chegam muito bem. A moto já está matriculada para circular e só me iam pedir um interruptor de máximos para o farol e buzina se tiver que fazer o licenciamento novamente.”

O resultado é um conjunto gloriosamente simples de guiador, mas a simplicidade não termina aí. As novas rodas que brilham ao sol são uma mistura de jantes de liga leve e raios em inox. Os travões dianteiros foram revistos ​​usando um disco de aço inoxidável e uma pinça da Lockheed. Há também parafusos de aço inoxidável por todo o lado a acabar o projeto.

O chicote elétrico foi reduzido ao mínimo, há um guarda corrente simplificado e até o para-lamas dianteiro foi reduzido com um corte subtil e os antigos poisa-pés de borracha foram substituídos por um conjunto de unidades recortadas tipo MX. Ben da British Imports em Málaga, Perth, deu à Trident um novo acabamento e reconstrução, além de uma nova ignição eletrónica Tri-Spark que funciona com um conjunto de carburadores Amal Premier e um conjunto de escapes 3 para 1 a acabar num megafone invertido. Este velho motor Triumph triple tem agora um uivo pronunciado em altas.

“A moto anda bem, e só podia“, diz Rob. “A Triumph Trident ‘Slippery Sam’ venceu muitas corridas de TT no passado e atingia cerca de 210 Km/h de origem. Eventualmente ainda queria instalar um radiador de óleo menor na frente do depósito, para desobstruir a vista do motor e das curvas de escape”.

A única coisa na moto que não é simples é o esquema de pintura estranho: um verde bosque muito escuro verde, com um toque de reflexos dourados quando capta a luz certa.

Os gráficos em folha de ouro foram desenhados por Rob e são debruados com uma risca de vermelho sangue a toda a volta, tudo pintado à mão. Acredite-se ou não, a reconstrução inteira foi concluída em apenas seis meses: Rob deu-se ao trabalho sob pressão, para poder revelar a sua Trident ao mundo no principal Salão de personalizações da Austrália Ocidental, o Ride On.

Criar algo espetacular em tão pouco tempo não é tarefa fácil: a própria Triumph levou mais de quatro anos para desenvolver o primeiro protótipo Trident e trazê-lo ao mercado. Só podemos imaginar o que Rob poderia conseguir nesse mesmo período de tempo.

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