Lendária desportiva tem uma longevidade como poucas e continua em 2026
Foi já em 1985, há portanto 40 anos, que a Suzuki virou a cena das desportivas praticamente de pernas para o ar com o lançamento da sua GSX-R 750R. logo seguida. um ano depois, pela igualmente emblemática GSXR1100.

Mais do que uma desportiva, o modelo era uma verdadeira moto de corrida posta na estrada com matrícula e luzes. Entre outras coisas, tinha um peso referencialmente baixo, de cerca de 176 Kg, graças a um quadro perimetral em tubos de alumínio quadrados. Também apresentava um revolucionário motor 4 em linha em que a refrigeração era em parte feita através do próprio óleo do motor e dimensões exíguas que ajudavam ao seu desempenho espantoso para a época.

De um instante para o outro, as contemporâneas da concorrência pareciam barcos pesadões, com mais 30 quilos o normal, e a diferença logo se fez com numerosos campeonatos pelo mundo fora. 86 e 87 trouxeram poucas alterações, apenas novas cores. De tal modo a moto era avançada que a própria Suzuki teve dificuldades em seguir o peso reduzido nas séries seguintes, e por alturas de 1990, com um quadro diferente adotado em 1988, a moto já tinha ‘engordado’ para uns 224 Kg, embora com melhor estabilidade, um problema nos modelos originais que os pilotos resolviam chegando a roda atrás ao limite no braço oscilante através de adicionar um par de elos extra à corrente

Outro dos problemas do modelo era ser alto, pela necessidade das vigas do quadro correrem por cima do motor para evitar alargar demasiado o conjunto. Isso só seria resolvido em 1996 com a adoção dum quadro de dupla viga e uma moto baseada nas dimensões da 500 a 2 Tempos de GP de Kevin Schwantz, um caderno de encargos ambicioso para uma 750 de estrada a 4 tempos!

Daí aos anos 2000, e desde então, a GSX-R foi sempre evoluindo, ganhando fama de grande robustez e fiabilidade, com uma série de combinações de azul branco e preto a desafiar os putativos especialistas em distinguir os modelos.

Pelo caminho, vieram 21 títulos Mundiais de Endurance, mas o mais almejado, o de SBK, só viria com Troy Corser em 2005 quando a moto já crescera para 1000cc, já que era essa agora a cilindrada das SBK, tendo entretanto também sido desdobrada para 600 e antes, logo em 1986, para 1100.
Enquanto a 1100 acabaria em 1998, o modelo sobreviveu exigências ambientais, adaptando-se, passando a injeção de combustível em 1997 e de volta à cilindrada de 750, já foi anunciado para 2026 e continua…















