Concebida para atrair novos motociclistas
O líder de projeto da Honda CB1000F afirma que a mais recente naked foi concebida para atrair novos motociclistas para a marca da asa. O Líder de Projeto de Grande Porte (LPL, na sigla em inglês) responsável pela mais recente naked retro da Honda, a CB1000F, Takayuki Haramoto, afirma que, apesar da forte influência da nostalgia dos anos 70 e 80, o modelo foi concebido para atrair novos clientes para o segmento de alta cilindrada da gama da marca japonesa.

Apresentada inicialmente no Salão de Motos de Osaka de 2020 como um concept CB-F, (acima) a versão de produção do modelo F chegará finalmente aos concessionários da Europa a partir de fevereiro de 2026, com um preço ainda por definir mas que deverá rondar os 12.600 Euros.
A esse nível, competirá diretamente com rivais já consagrados, como a Kawasaki Z900RS de 13.790 Euros, a BMW R12 NineT de 18.815€ e a Triumph Speed Twin 1200 de 15.595€, mas com um preço consideravelmente inferior ao de todas elas.

Baseada na plataforma incrivelmente popular da CB1000 Hornet, lançada em 2025, o modelo promete uns impressionantes 122 cv às 9.000 rpm e 10,3 kgf.m de binário às 8.000 rpm, provenientes do seu motor de quatro cilindros em linha de 998 cc – tudo isto envolto numa carroçaria minimalista claramente inspirada nas Superbike CB750F e CB900F originais da empresa, de há mais de 40 anos.

“Embora esta CB1000F tenha sido inspirada nas 750 e 900, queríamos criar um novo padrão para as motos naked”, disse Takayuki Haramoto na EICMA 2025. “A Hornet era leve, mas ao mesmo tempo tinha potência e o preço era acessível para as pessoas. Era uma moto para todos”, continuou. “Peguei nesta essência da Hornet, mas ao mesmo tempo mudámos o estilo nesta nova versão.”

Haramoto diz que existem várias diferenças entre as duas plataformas naked, sendo uma das principais o som – com uma nota “pulsante” que, segundo ele, foi criada por condutas de admissão mais longas e de comprimentos diferentes.
“A Hornet é mais ágil. Esta, por outro lado, tem uma resposta mais gradual”, continuou Haramoto. “É mais suave e, por isso, também mais fácil de conduzir.”
Esta facilidade de utilização faz parte de uma iniciativa declarada para atrair mais novos motociclistas para a plataforma CB1000F. O principal público-alvo são os jovens, mas ao mesmo tempo queríamos que as pessoas que conhecem a história e a tradição desta moto também se sentissem satisfeitas”, continuou. “É dedicada às pessoas que compram – pela primeira vez – uma moto de grandes dimensões. Como sabem, a Honda tem uma longa história. É por isso que queremos que todos desfrutem das motos e que a tradição seja também utilizada para apresentar a história da Honda aos jovens.”

Além de discutir os motivos por detrás da CB1000F, houve questões sobre a possível chegada da CB500SF, de quatro cilindros e menor cilindrada, apresentada em setembro na Exposição Internacional de Motos da China, conhecida como ‘CIMA’.
Era um modelo que muitos esperavam que a Honda revelasse para a Europa no Salão EICMA, em Milão, no início de novembro – uma decisão que, infelizmente, não se chegou a concretizar. “Não posso dizer se vamos ou não estender este modelo ao mercado europeu”, continuou, acrescentando que não esteve envolvido no processo de desenvolvimento da moto de média cilindrada.
Questionado também sobre a possibilidade de uma variante com embraiagem eletrónica da 1000F, voltou a recusar comentar. A CB1000F é inegavelmente bonita e irá certamente conquistar muitos novos clientes para a Honda.
No entanto, a CB500SF, mais pequena e ainda não confirmada, provavelmente atrairia um maior número de novos clientes para a marca, graças às suas proporções mais compactas e à possibilidade de a guiar com uma carta de condução A2.
















