Dicas de condução – Como andar de moto em grupo?

By on 18 Novembro, 2020

ANDAR DE MOTO EM GRUPO É COMUM AO FIM-DE-SEMANA, E MAIS SE ACENTUA COM DIAS DE SOL CONVIDATIVOS À PRATICA DO MOTOCICLISMO. PORÉM, NÃO POUCAS VEZES É FEITO NUMA GRANDE BAGUNÇA, CONFUSÃO DE REGRAS E EGOS ONDE NINGUÉM SE ENTENDE. SAIBA ENTÃO ALGUMAS MEDIDAS A TOMAR PARA TORNAR A CONDUÇÃO EM GRUPO MAIS SEGURA.

Em primeiro, saiba que nada o impede de andar em grupo na estrada, obviamente que com as devidas distancias de segurança e respeitando as regras do Código da Estradas; mas por favor, não sigam aquele péssimo exemplo dado por alguns cicloturistas que teimam em circular de bicicleta a par (a dois ou a três) ocupando toda uma faixa de rodagem, pondo em causa a sua própria segurança e dos outros.

Naturalmente, porque estamos em estado de emergência, com limitações de circulação entre concelhos, alguns passeios de moto terão que esperar por melhores dias. Porém, aproveitemos esta pausa para uma reflexão séria sobre os passeios em grupo, vantagens e desvantagens dessa prática de convívio, respeitando o devido distanciamento social a que nos obriga a todos o Covid19. 

Andar em grupo pode ser perigoso?

A resposta simples, é sim. Andar de moto pode ser considerado um passatempo perigoso, e também multiplicar bastante o número de motos pode aumentar o risco. Mas essa não é a história toda! Se está com um grupo de amigos, eles devem saber algumas informações sobre si, para dar aos serviços de emergência em caso de sinistro. Passeios em grupo também significa que existem mais hipóteses de um dos seus companheiros o ver acidentado e chamar prontamente os serviços de emergência, informando-os do local do sinistro. Ainda muito recentemente, um motociclista saiu de casa sozinho para o seu passeio domingueiro habitual, e esteve desaparecido vários dias, até ter sido encontrado morto num local ermo. 

Como tornar um passeio em grupo mais seguro?

Embora a ideia de pegar num monte de amigos – com quem fale diariamente no Facebook ou Twitter – e marcar um passeio ao Cabo da Roca, ao Cabo Espichel e outros pontos de encontro habituais de Norte a Sul de Portugal, até possa dar uma boa história para o Instagram, na realidade, pode até ser uma má ideia.

Sem conhecer pessoalmente os outros participantes no grupo, há sempre uma grande hipótese de haver um ‘Billy The Kid’ que tentará se afirmar como o líder do grupo. Se for ele que vai a dirigir o grupo em fileira, as hipóteses de se ultrapassaram os limites normais de velocidade são perigosamente altas.

Se não tiverem um bom conhecimento uns dos outros, alguns motociclistas com quem está a rodar em grupo podem não estar familiarizados com a rota que planeou, com o ritmo que você normalmente mantém, como lida com os cruzamento, e tudo pode resultar numa enorme confusão em que ninguém se entende. Assim, se alguns elementos do grupo são novos, é uma boa ideia fazer um briefing, falando com todos antes de iniciar o passeio, para se ficar com a certeza de que todos se vão entender.

Quem vai à frente e atrás, os mais rápidos ou os mais lentos?

É muito simples. Não deixem de fazer o vosso próprio ritmo mas adaptem-no ao grupo. Procurem uma média de velocidade que se adapte a todos… mas sempre respeitando os limites legais para não serem mandados parar pelas autoridades. Por outro lado, os acidentes são muito mais propensos a ocorrer quando um condutor está a perseguir um grupo de outros condutores muito mais rápidos e experientes… Caso não os consiga acompanhar, não se importe de ser o ‘vassoura’ do grupo, até porque isso não é nenhuma desonra, e estará a proteger a sua vida. Uma solução para melhorar a sã convivência no grupo, é colocar alguns dos mais experientes na cauda do grupo.  

Há uma escola de pensamento que diz que o mais lento deve sempre ir atrás. Embora isso signifique que não vai ser pressionado pelos mais rápidos, isso também significa que esses são os que mais vão ‘sofrer’ nas ultrapassagens, ficando mais sujeitos a um erro. Portanto, desculpem-nos, mas não subscrevemos essa ideia do mais lento atrás.

Podemos ultrapassar dentro do grupo?

Isso é algo para resolver antes do passeio. Mas se feito corretamente numa estrada com bom piso e boa visibilidade, não há razão para não o fazer. O principal a lembrar é permitir ao outro  espaço suficiente para o ultrapassar, avisando-o que não vem ninguém em sentido contrário. Se é você que exerce a ultrapassagem, confirme também pelo seu espelho se vem alguém atrás de si e também se prepara para o ultrapassar. Coloque o pisca cedo e deixe-o ligado por um momento antes de iniciar a manobra. Na maior parte do tempo, o motociclista que está a ultrapassar deve vê-lo e mover-se para a direita, dando-lhe sinal de passagem.

Sendo um condutor pouco experiente, não é nada aconselhável ter por companhia noutra moto um idiota chapado, que com uma moto em mau estado e barulhenta, faz tudo para levar a moto no redline e deita em todas as curvas para tocar com o joelho no chão. Não há necessidade nenhuma disso! E na próxima paragem para tomar café, repreenda-o por essa atitude e diga-lhe: “Corridas são no circuito amigo!”

O que posso fazer em caso de acidente?

Em primeiro lugar, baixe a velocidade progressivamente, observando nos espelhos se não vem nenhum louco atrás de si. A próxima coisa mais importante a fazer é avisar os outros. Se o acidente estiver à sua frente, acenda as 4 luzes de emergência e estacione a sua moto com segurança. Se puder, e é seguro fazê-lo, estacionar num pequeno ângulo com as luzes de perigo piscando pode ser usado como um sinal de alerta para os outros. Fazer os outros perceber que há ali um acidente é uma excelente ideia.

Depois de uma avaliação rápida dos condutores envolvidos no acidente, se necessário havendo feridos, contacte de imediato os serviços de emergência. Dê-lhes o máximo de informações sobre o local e sobre os envolvidos. Um bom profissional de emergência médica saberá canalizar da melhor forma essas informações.

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