Espanha em alta única exceção
Os novos registos de motociclos em cinco dos maiores mercados europeus (ou seja, França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido) atingiram 1.002.848 unidades durante 2025. Isto representa uma variação de aproximadamente -12,9% em comparação com o mesmo período de 2024 (1.150.852 unidades), segundo a ACEM, o corpo da indústria de motociclos na Europa.

A única exceção parece ser o país vizinho, em que os volumes de registo de motociclos aumentaram (242.580 unidades, +8,3% face ao ano anterior), enquanto noutros mercados, os resultados permaneceram negativos para o ano em curso. Como exemplos, a Itália, com 331.634 unidades, mostra -6%, a França, que atingiu as 179.225 unidades, -16,4%, o Reino Unido apenas 89.645 unidades, uma baixa de 19,3% e a Alemanha, com 159.764 unidades, parece ter sido a mais atingida com uma baixa de 35,7%.
Os registos de ciclomotores atingiram um volume total de 142.060 unidades nos seis mercados europeus de ciclomotores monitorizados pela ACEM (ou seja, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Espanha). Este volume de registos representa uma redução de -20,7% face ao período homólogo (179.231 unidades).

Com exceção da Alemanha, que apresenta um ligeiro crescimento (15.512 unidades, 4,9%), o declínio é generalizado em todos os outros países monitorizados: Espanha (13.594 unidades, -0,8%), Bélgica (26.195 unidades, -14,9%), Países Baixos (24.069 unidades, -25,3%), França (48.526 unidades, -26,4%) e Itália (14.164 unidades, -35,1%). Incerteza na Alemanha quanto à situação internacional poderá ter feito muitos consumidores aguardar, enquanto no Reino Unido, uma série de fatores como burocracia na obtenção de habilitação, seguros caríssimos e roubos constantes em pleo dia sem ação decisiva das autoridades podem ter desencorajado muito potenciais compradores.
Comentando a situação atual do setor, Antonio Perlot, Secretário-Geral da ACEM, afirmou: “Os números de 2025 confirmam a correção de mercado prevista após a transição para o Euro 5+, com os registos de motociclos regressando a pouco mais de um milhão de unidades. Embora isto represente uma queda de 12,9% em comparação com o desempenho excecional de 2024, que foi significativamente impulsionado pelos registos de inventário antes do novo padrão de emissões, é importante analisar estes resultados numa perspetiva de longo prazo.”
“Comparativamente ao período pré-pandemia, os registos de motociclos mantêm-se robustos, com um aumento de 14,7% em relação aos níveis de 2019, demonstrando que o crescimento do interesse dos consumidores pelos veículos motorizados de duas rodas tem sido consistente, incluindo uma contínua mudança de ciclomotores para motociclos. Apesar do cenário económico desafiante na Europa, a categoria L continua a mostrar resiliência, mantendo-se uma opção atrativa tanto para a mobilidade como para o lazer. Olhando para 2026, necessitaremos de aguardar pelo primeiro semestre do ano para avaliar melhor como evolui o mercado.”
















