Tentativa de integrar várias entidades de formação
O Selo Europeu de Qualidade para a Formação de Motociclistas (EMTQL) ganhou um novo apoio, com a sua coordenação assumida por vários grupos. Após a ACEM e a IFZ terem assumido a coordenação do Selo Europeu de Qualidade para o Treino de Motociclistas no início deste ano, o selo ganhou um novo apoio na Europa.
Um dos membros fundadores do Selo, o Conselho Alemão de Segurança Rodoviária, continuará a gerir os programas de formação na Alemanha, enquanto a FIM será responsável pela promoção internacional do Selo.
“Os primeiros dez anos deram ao Selo uma base sólida. Juntamente com o IFZ, queremos agora aproveitar essa experiência, expandir o seu alcance e tornar a formação pós-licença de alta qualidade acessível a mais motociclistas em toda a Europa”, afirmou Antonio Perlot, secretário-geral da ACEM.
Matthias Haasper, diretor do IFZ, acrescentou: “A qualidade da formação para motociclistas depende de objetivos de aprendizagem claros, ensino eficaz e instrutores capazes de apoiar os motociclistas no desenvolvimento de comportamentos de condução mais seguros. A nossa cooperação com a ACEM proporciona uma base sólida para o desenvolvimento do Selo e para o apoio à melhoria contínua entre os fornecedores de formação europeus certificados.”

Um grupo de motociclistas em formação para o CBT (Treino Básico Obrigatório)
A Região 1 da FIA (ramo Europa, Médio Oriente e África), a POLIS (uma rede de cidades europeias com o objetivo de melhorar a sustentabilidade da mobilidade urbana) e o Clube de Eurodeputados Moto (Motorcycling MEP Club) vão tornar-se apoiantes oficiais do Selo, que já conta com o apoio oficial da Comissão Europeia e do Conselho Europeu de Segurança nos Transportes.
O Selo conta atualmente com 35 escolas aprovadas na Europa, a funcionar em 10 países. O seu objetivo é promover a segurança rodoviária, melhorando a qualidade da formação a que os motociclistas têm acesso após a obtenção da carta de condução. Está também a explorar a Inteligência Artificial (IA) como forma de melhorar a formação dos motociclistas.
“O Selo está também a desenvolver novas ligações com a investigação académica através da cooperação com a Universidade de Florença (UniFi) no projeto AIGOR, que explora como a inteligência artificial e os dados de condução podem fornecer aos jovens condutores de ciclomotores e motocicletas feedback personalizado sobre a sua condução e os potenciais riscos nos seus primeiros anos na estrada”, lê-se num comunicado da ACEM.

Alunos em formação numa escola para motociclistas
“A ACEM está a fornecer apoio financeiro ao projeto, que poderá lançar as bases para uma futura ferramenta digital de segurança para motociclistas.”
Em Portugal, não há notícia de qualquer coordenação entre ações de formação, continuando o grosso da instrução a ser ministrada por instrutores em automóvel que mal andar de moto sabem eles próprios, enquanto o instruendo aprende sozinho, muitas vezes sem estar sequer minimamente equipado.
















