As rotundas são um recurso comum no projeto viário contemporâneo. A sua principal função é regular o tráfego nos cruzamentos, reduzindo engarrafamentos e facilitando o fluxo do tráfego. No entanto, para motociclistas, esses espaços podem apresentar desafios específicos que exigem atenção e habilidade.
A entrada, circulação e saída adequadas numa rotunda, não só melhoram a eficiência do trânsito, como também são cruciais para a segurança do motociclista. Neste artigo descrevemos os aspectos essenciais que devem ser levados em consideração para transitar por esse tipo de cruzamento com segurança e precisão.
Antes de acessar
A manobra começa antes de chegar ao anel viário da rotunda. A redução antecipada da velocidade permite uma melhor observação do entorno e dos veículos que já circulam no circuito. Essa breve pausa dá ao condutor o tempo necessário para avaliar a situação e decidir a rota mais adequada. É importante lembrar que, salvo indicação em contrário, os veículos que já estejam dentro da rotunda têm prioridade. No caso de motos, é importante não presumir que outros utilizadores da via notaram a sua presença. Portanto, é recomendável manter uma posição visível dentro do campo de visão dos outros condutores e, se possível, fazer contato visual breve com eles.
Seleção de faixa

Um dos aspectos que gera maior incerteza entre os condutores é a escolha da faixa ao entrar na rotunda. Para a primeira saída, é melhor permanecer na faixa da direita desde o início. No entanto, se o seu destino for em saídas mais avançadas ou se quiser seguir em frente, é mais seguro posicionar-se inicialmente na faixa central ou da esquerda, mudando para a faixa da direita com bastante antecedência antes de sair da rotunda. Mudanças bruscas de faixa dentro do anel viário podem criar situações perigosas e interferir na trajetória de outros veículos. E lembre-se da grande vantagem das rotundas circulares: se não conseguiu se posicionar corretamente a tempo, é suficiente e preferível fazer mais uma curva completa antes do que forçar uma manobra arriscada.
Durante a circulação
Ao entrar na rotunda, é melhor manter uma velocidade constante e moderada. Isso não só torna o seu veículo mais fácil de controlar, como também permite que antecipe as reações dos outros condutores. Travagens ou acelerações bruscas devem ser evitadas em todos os momentos. É essencial usar as setas de forma clara e consistente, mesmo que a direção que pretende tomar pareça óbvia. Sinalizar as suas intenções com precisão reduz a margem de erro e melhora a compreensão entre os motociclistas. Também deve manter uma posição que garanta visibilidade, evitando andar ao lado de veículos grandes que possam ocultar a sua moto para outros condutores.
Condições da estrada

O pavimento das rotundas costuma ser particularmente liso devido ao tráfego constante, o que aumenta o risco de escorregamento. Esse efeito é agravado pela chuva, acúmulo de folhas secas, areia ou terra. É aconselhável evitar travar em superfícies escorregadias, como pintura de rua ou grades metálicas. Se precisar de atravessar essas superfícies, é melhor fazê-lo com a moto em linha reta e reduzir a velocidade gradualmente, sem movimentos bruscos nos controles.
A saída
Uma parcela significativa dos acidentes com motos relacionados a rotundas ocorre ao sair da faixa. É essencial mudar para a faixa da direita com bastante antecedência e acionar o pisca para a direita uma faixa à frente da saída pretendida. Isso ajuda os outros condutores (automobilistas) a entender a manobra e se adaptar a ela. Também é importante antecipar a possibilidade de outro motorista sair da faixa da esquerda por engano: isso é incorreto, mas comum , e se você não sair, eles cruzarão o seu caminho. Não saia a correr da rotunda nem corte a passagem de veículos que trafegam na faixa externa. Se as condições não forem seguras, a atitude mais prudente é continuar dirigindo pelo anel viário até encontrar um horário mais conveniente para sair.
Erros comuns a evitar
Entre os erros mais comuns cometidos por condutores em rotundas estão excesso de confiança, falta de observação, sinalização inadequada e mudanças de faixa sem verificar o entorno. Também é comum que alguns condutores entrem na rotunda em velocidades excessivamente altas, o que prejudica a sua capacidade de reagir a eventos inesperados.
Conclusão
Cada rotunda deve ser encarada como uma situação única. Mesmo que passe regularmente pela mesma rotunda, o ambiente pode variar: veículos mal posicionados, pedestres atravessando inesperadamente, ciclistas que não sinalizam os seus movimentos, entre outros fatores.
Fonte e imagens: Moto1 Pro
















