A Yamaha cedo percebeu que as scooter 125 eram uma fatia de mercado que não podia deixar nas mãos da concorrência. Criou então uma moto à sua imagem, desportiva e cheia de carácter. Para 2021 a NMax surge renovada, com motor preparado para o Euro5, novo quadro e suspensões melhoradas. Acompanhado por um restyling estético, tecnologias como start-stop e ligação ao smartphone marcam a sua presença.
Texto de Pedro Alpiarça
A Yamaha NMax surgiu em 2015 para tomar de assalto as cidades europeias. Só no ano passado vendeu qualquer coisa como 1760 unidades no nosso país, das quais 75% foram por utilizadores que a escolheram como arma para enfrentar as agruras do trânsito. A sua desportividade foi aclamada pela critica como um factor indelével da sua personalidade, mantendo todas as características de facilidade de utilização que a enquadram no segmento.

Mas então o que mudou para este ano? O look mantém as linhas que sempre reconhecemos, as novas carenagens de aspecto desportivo incluem um novo écran frontal maior, umas novas ópticas Twin-Eye em LED e um novo farol traseiro também com iluminação LED, mas de fora ficaram os piscas, nada que seja chocante, estão bem enquadrados no conjunto.
A posição de condução é confortável para condutor e pendura (sendo que este segue mais elevado), favorece a agilidade, a fisionomia esguia e o bom espaço nas plataformas deixa-nos prontos para começarmos a testar as suas aptidões dinâmicas. E aqui há muitas novidades. O novo quadro (mais rígido, capaz de suportar cargas maiores), suspensões e motor revisto, tornam a NMax numa scooter com uma condução envolvente e divertida. Mantendo a sua abertura de válvulas variável, a desenvoltura do pequeno monocilíndrico (125cc; 12,2cv às 8000 rpm e 11,2 Nm às 6000 rpm) nota-se sobretudo nos médios e altos regimes, onde consegue carregar velocidade sem perder o ímpeto. Gostámos bastante da taragem das suspensões, apresentam uma firmeza que não caindo no desconforto, asseguram uma estabilidade impar nas situações em que estamos claramente a exigir malabarismos extras à ciclística, num óptimo compromisso dinâmico.
Já noutras situações revelamos a nossa posição em relação à necessidade de um controlo de tracção numa scooter, mas se este teste tivesse acontecido num dia chuvoso a voar sobre estrada de empedrado com carris de eléctrico à mistura…talvez agradecêssemos a tecnologia.

A travagem continua referência na classe, com potência mais que suficiente e um ABS perdulário na actuação, permite alguma tolerância no eixo traseiro antes de entrar em funcionamento (o que torna tudo mais divertido).
O smart motor Generator da Yamaha é novidade na NMax, em que o alternador é utilizado como motor de arranque, num sistema inteligente que elimina a necessidade deste ultimo. Na prática, o condutor apenas tem de ligar o starter uma vez, pois logo que as condições de funcionamento estejam reunidas, a NMax utiliza o seu start-stop para desligar o motor e assim que voltamos ao acelerador a magia acontece. Obviamente que os consumos agradecem (o depósito de combustível é marginalmente maior)
Vivemos em tempos em que o nosso telemóvel é uma extensão da nossa existência, sempre ligados, sempre prontos para responder ao resto do mundo. No novo painel LCD surgem agora notificações de nova mensagem, de chamada e até de percentagem de bateria. O dia em que não vamos poder andar de moto porque o telefone morreu…não está muito longe. Mas a NMax apresenta inclusive um compartimento com ficha de isqueiro para prevenir essa desgraça…não pode é chover, porque senão a desgraça será outra…O segundo compartimento (este sim, pode ser fechado) apenas alberga pequenos objetos.
A App My Ride da Yamaha até nos diz onde foi a ultimo local onde largamos a moto, o que é muito útil para situações em que já não devemos estar em condições de pegar na mesma…
Mas porque estas pequenas máquinas nos trazem uma ligeireza de espírito directamente ligada à sua facilidade de movimentos, o sorriso continua largo no capacete (que se for integral poderá ser arrumado facilmente debaixo do assento). Outra funcionalidade nova é o sistema smart-key, simples, práctico e funcional. Já não conseguimos conceber a vida em cima de uma scooter sem ele..

Foi um dia bem passado com a NMax. A pequena Yamaha não se leva muito a serio, mas a brincar consegue dar-nos bons momentos de condução em cidade, com uma optima estabilidade, motor responsivo e divertido e as ultimas soluções tecnológicas que o mercado lhe exige. O seu preço está deveras competitivo, mas a concorrência também está melhor que nunca…
Ficha Técnica:
Motor
Tipo de Motor | 4 válvulas, 4 tempos, Refrigeração líquida, EURO5, SOHC |
Cilindrada | 125 cc |
Potência | 9 kW(12,2 CV) @ 8000 rpm |
Binário | 11,2 Nm @ 6000 rpm |
Transmissão | Automática, com correia trapezoidal |
Ciclística
Suspensão dianteira / traseira | Forquilha telescópica com 100 mm de curso / Duplo amortecedor com 85mm de curso |
Travagem dianteira / traseira | Disco de 230 mm com sistema de ABS |
Pneu Dianteiro / Traseiro | 110/70-13M/C 48 P sem câmara ; 130/70-13M/C 63 P sem câmara |
Dimensões e Preço
Altura do assento | 765 mm |
Distância entre eixos | 1340 mm |
Capacidade do depósito | 7,1 L |
Peso | 131 Kg |
Preço | 3,125 € |
Cores e Acessórios:
Anodized Red Phantom Blue Power Grey Urban Pack (Vidro frontal e Top case de 39 L)
Concorrência:
-
Honda PCX 125
