A marca de Bolonha revela mais modelos novos na sequência do seu centenário

Tempos houve em que uma marca mostrava uma moto nova por ano, e já era uma festa. Amanhã, 3 de novembro de 2026, a Ducati chega a Milão com um molho inteiro delas: umas para a poeira, outras para o alcatrão, outras para a pista e uma, a bem dizer, para quem quer ser olhado. Vamos observá-las uma a uma.

DesertX Rally
Pensada para quem leva a aventura a sério, a DesertX Rally nasceu de provas como o Erzbergrodeo, o Rally da Albânia, a Transanatolia e os 1.500 quilómetros de deserto da NORRA Mexican 1000. Mantém o V2 de 890 cm³, com 110 cv e 92 Nm, e o novo monocasco, mas ganha uma forquilha KYB de cartucho selado com 250 mm de curso, um amortecedor com 240 mm, jantes Takasago Excel de 21 e 18 polegadas com 36 raios atrás e um amortecedor de direção Öhlins. Pesa 209 kg sem combustível, tem banco a 900 mm (880 mm com o rebaixado) e escape Termignoni em titânio. Chega aos concessionários europeus em abril de 2027, com versão de 35 kW para quem tem carta A2.

Diavel V4
A Diavel nasceu em 2010 para desafiar as classificações, e a terceira geração continua a recusá-las. O V4 Granturismo de 1.158 cc entrega 168 cv e 126 Nm, e o modelo de 2027 traz uma gestão eletrónica nova, que suaviza a resposta a baixas e médias rotações, e o Quick Shift 2.0. Pesa 225 kg, mantém o pneu traseiro de 240 mm, ganha um ecrã TFT de 6,9 polegadas, navegação curva a curva de série e entrada USB-C. A intervalos de 60.000 km para a verificação de válvulas, é das mais económicas de manter na sua classe.

Diavel V4 S
A novidade da família. A S distingue-se pela suspensão eletrónica Öhlins Smart EC 3.0, com forquilha NIX30 e amortecedor ARX40, que ajusta o comportamento em travagem, aceleração e curva. Traz ainda jantes com maquinação adicional, bateria de iões de lítio e punhos aquecidos de série, e pesa 222 kg. Estreia o programa Ducati Factory Made, que permite configurar a moto na compra, com cinco cores do programa Lamborghini Ad Personam e as librés Ducati Corse e Performance. As duas Diavel chegam a Itália em janeiro.

Panigale V2 SP
Feita para o Mundial de Supersport, onde estreia em 2027, a Panigale V2 SP herda a experiência de uma época inteira na Lenovo V2 Future Champs Academy. O V2 de 890 cc rende 120 cv e pesa 54,4 kg, o mais leve bicilíndrico que a Ducati já produziu. Tem embraiagem seca, que permite usar o óleo Ducati Corse Performance, um braço oscilante mais comprido, jantes forjadas 1,5 kg mais leves, suspensão Öhlins e travões Brembo M50. Com 176 kg, redescobre o sentido original do nome SP, herdado da velha 851. A gama V2 de 2027 fica composta pela V2, pela V2 S, pela SP e pela V2 MM93.

Panigale V4 SP
A moto de pista definitiva para quem não é profissional. Debita 218 cv (mais dois que antes) e 120,6 Nm, com limitador a 15.000 rpm de segundo a sexta e caixa Ducati Racing Gearbox com Neutral Lock, como nas máquinas de fábrica. O pacote aerodinâmico, com asas maiores e Corner Sidepods, gera mais 25% de carga vertical aos 270 km/h. Pesa 188 kg, ou 180,4 kg com o escape Akrapovič em titânio, que acrescenta 11 cv e 7 Nm. Chega em março de 2027.

Streetfighter V4 SP
É a Streetfighter na sua forma mais pura, em série numerada, com a libré Winter Test inspirada nas máquinas de ensaios de pré-época da MotoGP e do WorldSBK. O Desmosedici Stradale de 1.103 cc entrega 214 cv às 13.500 rpm (205 cv na versão norte-americana), com embraiagem seca de nove discos em alumínio maciço e cinco raios em carbono. Pesa 188 kg e traz a suspensão Öhlins de terceira geração e travões Brembo Hypure. Chega à Europa em março de 2027.
Hypermotard 698 Mono RVE
A irreverente do grupo. O monocilíndrico de Borgo Panigale recebe uma releitura das gráficas Graffiti, com um efeito próximo de uma pintura dedicada, e silenciadores Termignoni homologados de série, nos mercados onde estejam disponíveis.

Hypermotard V2 RVE
O estilo RVE volta aos bicilíndricos, recordando o conceito que lhe deu origem em 2019, agora com jantes bicolores. Em relação à versão normal, traz de série o Ducati Power Launch e o Pit Limiter. Com ela, a gama Hypermotard fica completa.
É lógico que uma moto não se escolhe só pelos números. Escolhe-se pelo som, pela forma como os punhos nos caem nas mãos, pela promessa de uma estrada que ainda não se conhece. Oito motos depois, a entrar com estrondo na EICMA deste ano, a Ducati lembra-nos exatamente isso: há sempre uma para quem quer pó, outra para quem quer pista, e outra ainda para quem só quer ser visto a passar.
















