A Yamaha FJR 1300 está melhor que nunca!

By on 16 Outubro, 2019

YAMAHA FJR1300

“Gentleman’s Express”

Por: João Quinteiro

Quando em 2001, a Yamaha lançou a FJR1300, vivia-se uma época, em que as “motos de estrada” dominavam as tabelas de vendas, e o conceito “adventure-sport”, ainda não tinha atingido o seu “boom”.

O mercado mostrava já fortes sinais de mudança, com crescente procura por motos de turismo, ou com maior capacidade para viagens de “longo alcance”, em detrimento das estradistas mais desportivas.

No entanto, as “touring” da época eram grandes, pesadas e difíceis de manobrar, tornando-se pouco apetecíveis (e até enfadonhas), aos olhos do comum utilizador, que não procure uma moto, apenas para longas viagens.

A Yamaha percebeu essa lacuna, na oferta de mercado, e sua aposta não podia ter sido mais certeira, apresentando um conceito arrojado e versátil, cuja funcionalidade, teve uma forte aceitação, quase imediata.

A Yamaha focou-se em desenvolver, não só, uma moto eficiente, confortável (obviamente) e apta a correr o mundo, mas também, dotada de um forte carácter desportivo, divertida, desejável, fácil de utilizar, e útil em situações reais, da vida real (mesmo no dia-a-dia).

Compacta e potente, a FJR foi a revolução da ‘’espécie”.

Passados quase 20 anos, a FJR1300 apresenta-se melhor que nunca, reforçando o estatuto de referência no mercado “sport-touring”.

A base continua a mesma. O motor de 4 cilindros em linha, de 1298cc, com 146cv’s declarados e um binário “monstro” de 140Nm, às 7000rpm, é um verdadeiro poço de potência, cuja velocidade máxima (a rondar os 270km/h), permite percorrer grandes distâncias, de forma descontraída, célere e ligeira.

A transmissão de 6 velocidades e a embraiagem assistida e deslizante, permitem-lhe um comportamento energético e elástico, com uma facilidade de redução de caixa e de “mergulhar em curva”, capaz de envergonhar qualquer “R”. 

– A versátil caixa de 6 velocidades da FJR, é um dos seus maiores argumentos.

A fiabilidade e longevidade deste Yamaha de 1298cc, estão já mais que comprovadas, pelo que problemas mecânicos, não farão parte do pacote vendido pela marca.

O quadro tipo “diamante”, em alumínio, leve e de elevada rigidez, abraça o motor numa posição bastante reduzida, garantindo, que o centro de gravidade de todo conjunto fica posicionado muito próximo do solo, para maior agilidade e sensação de leveza.

Embora muito maior, a semelhança de geometria, entre o quadro sa FJR e os quadros das desportivas da marca, é notória

Assim, do alto dos seus 289kg, a FJR revela-se incrivelmente fácil de mover e uma vez em movimento, (também fruto do enorme binário), a moto parece que se reduz a metade do seu tamanho/peso. Mesmo no transito comunitário, não deixando de ser uma moto grande, consegue surpreender pela sua utilidade.

Com 1545mm de distância entre eixos e apenas 130mm de distância ao solo, todo conjunto se revela muito seguro, estável e absolutamente balístico, não só a elevadas velocidades, em estrada aberta, como também nas mais desafiantes curvas de montanha.

Em plena “era electrónica”, a FJR não poderia ser exceção, sendo equipada com tudo, o que há de melhor no mercado.

O sistema de acelerador electrónico (YCC-T) garante uma entrega de potência muito linear e uma resposta “ao rodar do punho direito”, fácil de dosear e de aplicar.

O controlo de tração da Yamaha, comandado pelo sistema D-MODE, permite mudar as definições (ou “mapa”) de motor, entre um formato mais relaxado e económico, ou mais desportivo e cheio de veneno, com um simples “click” do polegar direito.

Analisando a ergonomia da FJR, a moto permite um verdadeiro cardápio de opções, ajustes e afinações.

O guiador permite 3 posições de ajuste, para servir condutores de diferentes estaturas e o banco de condutor permite 2 montagens, com 805 e 825mm de altura ao solo, respetivamente.

O ecrã frontal, é também, ajustável em altura (por ação eléctrica), permitindo adaptar a proteção aerodinâmica da mota, às necessidades e estilo de condução.

Este ajuste é muito útil e apreciado, por condutores de todos os tamanhos.

Se num determinado momento, o para-brisas em posição reduzida, é prático para condução citadina, ou para um momento de diversão numa estrada de montanha, pode a qualquer momento, ser aumentado, por um simples botão de comando, para maior conforto a velocidades superiores, numa autoestrada (por exemplo..). Ainda assim, condutores mais altos poderão achar insuficiente, a proteção proporcionada pelo ecrã em posição elevada.

Os utilizadores deste tipo de motos, facilmente percorrem milhares de km’s em pouco tempo e nesse sentido, o cockpit da FJR revela-se muito espaçoso, tanto para o condutor, como para o pendura, proporcionando posições de condução e de “bike fitting”, muito neutras.

Os bancos, altos e firmes, garantem conforto mais que suficiente, para longas tiradas, sem grandes preocupações.

Para colar a FJR ao solo, a Yamaha não facilitou e apostou bem.

A versão standard (FJR1300A) conta com uma robusta suspensão convencional, de 48mm de diâmetro, e amortecedor com ação por biela, de ajuste manual de pré-carga e recuperação, com um desempenho difícil de criticar.

Mas a marca quis fazer mais e melhor, e disponibiliza ainda, as versões FJR1300AE e FJR1300AS, ambas com suspensão invertida e amortecedor de ajuste electrónico, “on-the-fly”, que permite alterar o set-up da moto, em andamento, mediante 3 opções básicas de amortecimento (hard, standard e soft), que por sua vez, são totalmente configuráveis, com vários níveis de ajuste de pré-carga e recuperação.

Para além disso, esta ferramenta permite ainda, manipular a pré-carga do amortecedor traseiro, mediante a variação de carga transportada.

Descrito assim, parece um ajuste quase matemático, mas na verdade, é um sistema bastante simples de manipular, que no caso da grande maioria dos utilizadores, quando definido uma vez, não volta a ser modificado (a não ser o ajuste de pré-carga traseiro, mediante necessidade).

Falando na FJR1300AS, esta distingue-se pelo sistema de mudanças electrónico, sem embraiagem, que permite troca de caixa com um simples premir de um botão, com o polegar esquerdo, ou com o pé, no tradicional shifter de mudanças.

Uma comodidade muito desejada, por condutores mais descontraídos, mediante a possibilidade de conduzir, com o menor esforço.

Ambas as FJR AE e AS, equipam de série, com punhos aquecidos e malas laterais, perfeitamente enquadradas na geometria da mota.

Esteticamente, as ditas motos de turismo, tendem a ser grandes e de design controverso.

No entanto, de opinião geral, as linhas simples e fluídas da FJR, conseguem ser bastante consensuais, com uma presença muito forte e inconfundível.

Elegância e imponência, são as palavras.

Design desportivo e grande atenção aos detalhes, marcam a diferença.

Com um depósito de 25L de combustível e uma média declarada de 6L/100km, as FJR permitem um alcance teórico, superior a 400km. No entanto, tudo depende do estilo de condução do condutor, pois tanto existem registos de autonomia, a rondar  os 500km, como existem relatos de alcance, muito inferior aos 400km declarados.

Os preços de aquisição das FJR, começam nos 15.995,00 euros (mais custos de legalização), na versão standard.

Sofisticada, confortável e potente, a FJR é mais que uma simples moto turística.

É o tipo de moto, concebida com o mundo no seu ADN, que só dependerá da vontade e sonho do seu condutor, para cumprir viagens julgadas impossíveis.

O mundo tornou-se mais pequeno.

Consulte as Fichas Técnicas:

Yamaha FJR 1300 A

Yamaha FJR 1300 AS

Yamaha FJR 1300 AE

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