436,5 quilómetros nos Alpes com uma única carga!

Uma Zero DS de série conquista um novo recorde do Guinness World Records de autonomia ao percorrer o sul de França sem recarregar. A Zero DS elétrica estabeleceu um novo recorde do Guinness na categoria “A viagem mais longa realizada por uma moto elétrica com uma única carga”, ao percorrer 436,5 quilómetros sem necessidade de recarregar a bateria.
A nova marca supera em 125,8 quilómetros o anterior recorde de 310,689 quilómetros, o que representa uma melhoria superior a 40%. O feito foi realizado em estradas abertas ao trânsito, num percurso que levou a Zero DS dos Alpes, perto da fronteira entre França e Itália, até à costa do Mediterrâneo. Durante o percurso, a moto atravessou passagens de montanha, estradas sinuosas e pequenas localidades, enfrentando a dificuldade adicional de uma chuva torrencial nos últimos 100 quilómetros. Todo o percurso foi registado via GPS e verificado de forma independente pelo Guinness World Records.

O protagonista deste recorde foi o motociclista e entusiasta Jelle Verstaen, conduzindo uma Zero DS de série, sem modificações e equipada com o Power Tank opcional oferecido pela marca. A moto conta com uma bateria de 15,6 kWh e uma autonomia homologada em ambiente urbano de 249 quilómetros. Com o Power Tank, que acrescenta 3,6 kWh, a capacidade total sobe para 19,2 kWh.
Os 436,5 quilómetros percorridos com uma única carga superam largamente os números de autonomia anunciados pelo fabricante, demonstrando até onde pode chegar uma moto elétrica quando se combina uma condução eficiente com o bom aproveitamento da energia disponível.

Uma pioneira, 20 anos depois Fundada em 2006, a Zero Motorcycles celebra este ano o seu vigésimo aniversário. Duas décadas depois de ter contribuído para consolidar as motos elétricas como uma alternativa séria às suas congéneres de combustão, a marca continua a alargar os limites do que as motos elétricas podem alcançar e a demonstrar o potencial da mobilidade elétrica em duas rodas. Este recorde é mais uma prova desse compromisso.
A Zero DS é a proposta mais acessível da marca no segmento dual-sport, concebida para combinar as deslocações diárias com aventuras fora do asfalto. Em Portugal, pode ser conduzida com a carta A1 ou com a de automóvel (categoria B), desde que o condutor esteja habilitado há pelo menos três anos. Como “irmã mais nova” da DSR/X, partilha a tecnologia de propulsão Z-Force da Zero Motorcycles, que combina uma bateria de alta densidade energética com um motor de ímanes permanentes arrefecido a ar e um sistema de travagem regenerativa, permitindo recuperar parte da energia durante as desacelerações. Esta tecnologia foi fundamental para alcançar o recorde.

A Zero DS utilizada manteve a sua configuração original, incluindo pneus e calibragem recomendados pelo fabricante, sem baterias adicionais ou modificações de qualquer tipo. A distância percorrida foi possível graças à eficiência do conjunto: a elevada densidade energética da bateria Z-Force, as reduzidas perdas de energia do sistema de transmissão e a capacidade de travagem regenerativa de recuperar parte da energia durante as desacelerações, sempre que as condições de tráfego o permitiam.
“Há 20 anos que ultrapassámos os limites da tecnologia das motos elétricas, e a nossa comunidade percorreu milhões de quilómetros para o provar. Este novo recorde confirma que continuamos a apostar na melhoria do desempenho das nossas motos.”
“A preocupação com a autonomia continua a ser um obstáculo para os futuros utilizadores: “Ao ultrapassar os 400 quilómetros de autonomia real com uma única carga, demonstramos o potencial da nossa tecnologia e queremos incentivar uma nova geração de motociclistas a descobrir as vantagens da Zero Motorcycles”, afirma Jarno Middelbosch, director sénior de marketing global da Zero Motorcycles.

Como o recorde foi atingido Não se tratou de um teste laboratorial, mas sim de um recorde estabelecido nas vias públicas, incluindo estradas secundárias e regionais francesas, evitando autoestradas. O percurso abrangeu o tipo de condições que os utilizadores enfrentam no dia a dia: ruas de cidades e aldeias, estradas rurais e troços com desníveis em passagens de montanha. As condições meteorológicas acrescentaram uma dificuldade inesperada ao percurso. Depois de boa parte do percurso com tempo seco e temperaturas agradáveis, a chegada à região da Camargue coincidiu com uma tempestade intensa que acompanhou o motociclista até ao final. Os últimos 100 quilómetros foram percorridos debaixo de chuva torrencial, colocando à prova tanto o piloto como a moto. A rota foi cuidadosamente planeada para maximizar a eficiência sem comprometer as condições reais de condução.
O percurso atravessava a região alpina franco-italiana em direção à costa mediterrânica, com um traçado desenhado para permitir um fluxo o mais contínuo possível, minimizando, ao mesmo tempo, as paragens e retomas — que consomem mais energia — nos semáforos e cruzamentos. Nos troços de montanha, Jelle aproveitou a travagem regenerativa para recuperar parte da energia durante as descidas e devolvê-la à bateria. Nas estradas mais abertas, a caminho do litoral, manteve uma velocidade constante para reduzir o consumo de energia, que é especialmente sensível ao aumento da velocidade.

A tentativa de recorde contou ainda com uma componente de trabalho em equipa. Três motociclistas, conduzindo motos da Zero Motorcycles, partiram juntos, e todos conseguiram superar largamente a marca anterior de 310,689 quilómetros. Louis Renaud, proprietário de uma Zero Motorcycles, participou inicialmente como testemunha independente do percurso, mas acabou por decidir juntar-se ao desafio com a sua própria SR/S de série. Conseguiu completar 350 quilómetros e terminou com 4% de bateria restante. Por sua vez, Jenny Brookes, diretora sénior de Marca Global da Zero Motorcycles, percorreu 384 quilómetros aos comandos duma DSR/X de série, até esgotar completamente a bateria. No entanto, foi Jelle Verstaen quem conseguiu ir mais longe com a sua Zero DS equipada com o Power Tank opcional, estabelecendo o novo recorde do Guinness World Records com 436,5 quilómetros numa única carga.
Para além de superarem a marca de distância anterior, os três motociclistas completaram o percurso a um ritmo consideravelmente superior ao registado no recorde anterior. Sempre que o tráfego, as condições da estrada e os limites de velocidade o permitiam, mantinham uma velocidade de cruzeiro de aproximadamente 52 km/h.
“Um recorde só faz sentido se os motociclistas se conseguirem identificar com ele. Tratava-se de três motos de série, exatamente como saem dos nossos concessionários, conduzidas na via pública — sendo uma delas conduzida por um cliente da Zero Motorcycles. As três superaram o recorde anterior. Não se trata de algo pontual, mas sim de uma demonstração do que a nossa tecnologia já é capaz de oferecer, e temos a intenção de continuar a elevar o nível.” — Pierre-Martin Bos, diretor executivo da Zero Motorcycles.













