A saga da venda da marca de Bolonha continua, mas não é para já
A Volkswagen põe fim às dúvidas sobre se, em vista das dificuldades financeiras do Grupo, poderia vender a marca de motos italiana, que integra o seu portefólio, mas deixa a porta entreaberta para depois de 2029.

Depois de meses de rumores, ofertas e até pressão política, o Grupo Volkswagen deu uma resposta clara ao Sole 24 Ore: não está prevista qualquer venda da Ducati no próximo triénio. A marca de Borgo Panigale, adquirida em 2012 e controlada através da Audi, fica assim sob o chapéu alemão pelo menos até cerca de 2029.
A questão voltou à ordem do dia por causa das dificuldades financeiras da Volkswagen, que já levaram a despedimentos, e da reorganização das suas participações. Em setembro, o CEO da Audi, Gernot Döllner, admitiu que o futuro da Ducati estava em análise. O ministro italiano Adolfo Urso defendeu que a marca devia regressar a mãos italianas e chegou a falar em recorrer ao Golden Power.
O prazo de três anos não é uma data marcada para a venda, apenas o horizonte em que o grupo a exclui. Quanto à Ducati, o CEO Claudio Domenicali tem insistido que a empresa é saudável e financia sozinha os seus investimentos.













