O badalado modelo sempre vai ser lançado… mas só na China por ora

A Honda surpreendeu todos com a CBR500R Four, uma desportiva com motor de quatro cilindros em linha de 502 cc, na Exposição Internacional de Importação da China (CIIE) deste ano.
Batizada como CBR500R Four, a moto fez a sua estreia pública na CIIE ao lado de outros novos modelos da Honda, mas o que realmente importa aqui é o motor. Alojado no quadro, encontra-se um motor de quatro cilindros em linha de 502 cc recentemente desenvolvido, uma configuração que a Honda não oferecia nesta faixa de cilindrada há muito tempo.

Num mercado cada vez mais dominado por motores bicilíndricos paralelos, trata-se de uma referência deliberada à herança multicilíndrica da Honda.
A CBR500R Four mantém-se fiel à fórmula familiar da CBR: carenagem completa, proporções desportivas, mas sensíveis, e um estilo que pende mais para o “desempenho diário” do que para o de uma moto de pista.
A Honda descreve-a como tendo uma “sensação tecnológica”, o que na prática significa ajudas modernas ao condutor em vez de números de potência que chamam a atenção.
As especificações exatas da moto são difíceis de encontrar, embora os relatos sugiram que o motor de 502 cc produz um pouco menos de 80 cv no que presumimos ser uma regime de rotações elevadas por minuto. Uma inclusão que sabemos que a moto terá disponível é o sistema E-Clutch da Honda.
A ideia é simples: a moto pode gerir o funcionamento da embraiagem automaticamente a baixas velocidades, durante o arranque e em situações de para-arranca, permitindo ainda que o condutor utilize a alavanca da embraiagem se assim o desejar.

Os modos de condução personalizam o comportamento do sistema, suavizando os arranques e reduzindo o esforço sem obrigar a moto a operar totalmente no modo scooter. Noutros aspetos, a CBR500R Four recebe um ecrã TFT de 5 polegadas com interface em chinês e conectividade Honda RoadSync, integrando navegação, chamadas e controlo de media no painel de instrumentos.
É tudo muito moderno, muito Honda, e claramente direcionado para os motociclistas mais jovens, ou para quem usa a moto para ir para o trabalho e deseja que esta se integre perfeitamente no telemóvel.
Resta saber se esta 500 de quatro cilindros chegará fora do mercado chinês. A sua própria existência, no entanto, sugere que a Honda está pelo menos a testar o mercado, e isso por si só já é notícia. Parece-nos uma moto indicada para o mercado português, uma desportiva sem as exigências ou custos duma RR.
Juntamente com a CBR, a Honda apresentou também a CB500 Super Four, (acima) que utiliza o mesmo motor de quatro cilindros em linha de 502 cc e o pacote eletrónico. Mais tradicional e com um aspeto mais convencional, imita o estilo da recém-anunciada CB1000F, apoiando-se fortemente no nome CB e na sua história com motores de quatro cilindros.
















