Governo português rejeitou mas parlamento europeu, pouco preocupado com a democracia, insiste
O Parlamento português aprovou em 2024 alterações legais que excluem definitivamente os motociclos, triciclos e quadriciclos de qualquer tipo de inspeção periódica.

No entanto, decerto devido a poderosos lobbies financeiros em ação, a União Europeia continua a insistir e a pressionar os Estados-Membros para que a inspeção a motociclos se torne efetivamente obrigatória, segundo eles, devido a metas de segurança rodoviária.
Há muito envoltas em polémica, as inspeções para motas podem mesmo vir a tornar-se obrigatórias apesar de todas as petições e manifestações.
A Comissão dos Transportes do Parlamento Europeu aprovou recentemente uma proposta que volta a exigir a obrigatoriedade das inspeções para motas com cilindrada superior a 125 cc.
Segundo o GAM, que tem lutado pelo afastamento do espectro das inspeções periódicas com manifestações, abaixo assinados e até uma viagem a Bruxelas que noticiámos detalhadamente na altura, “já estávamos à espera da decisão do Parlamento Europeu em implementar as inspeções às motos sem respeitar a soberania de cada país. Mais, tivémos a prova do “autismo” da Comissão de Transportes e Turismo do Parlamento Europeu, que não se dignou sequer ouvir as organizações de motociclistas limitando-se a considerar apenas a opinião do sector (lobby) económico interessado nesta matéria. É assim que funciona o Parlamento Europeu… limita-se a legislar em função de lobbies sem ouvir os cidadãos sobre os quais os efeitos dessa legislação vão recair.”

O GAM, porém, não vai desistir, mesmo se esta mais recente decisão representa um retorno à “estaca zero”… “estamos exactamente na mesma situação de há 10 anos… E muita tinta há de ainda ser gasta sobre esta matéria… Da nossa classe política, que esteve no nosso Parlamento no dia 5 de Dezembro de 2024, esperamos o princípio da coerência das decisões tomadas nesse dia.”
Infelizmente, as organizações de motociclistas europeus não demonstraram capacidade de organização e luta como os portugueses nos últimos 14 anos e mais recentemente, com a entrega da “Petição” em Bruxelas.
O parlamento europeu, por seu lado, nesta como em tantas matérias, demonstrou não estar a governar tendo em conta os desejos dos cidadãos europeus, que seria lógico assumir, deveria ser a sua prioridade.
Vamos continuar atentos e preparados para nos organizar na defesa dos nossos direitos e duma política de prevenção rodoviária real, com formação adequada, conscientização dos outros utentes, melhor sinalização e pavimentação em vez de repressão, caça à multa e lágrimas de crocodilo sobre os números de acidentes.
















