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Comparativo – Aprilia Tuareg 660 Rally / CFMOTO 800 MT-X / Kove 800 X Pro / Yamaha Ténéré 700 Rally | As mais radicais

Redação por Redação
11 Março, 2026
em Destaque Homepage, Destaque Homepage Offroad Moto, Ensaios, Offroad Moto
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Comparativo – Aprilia Tuareg 660 Rally / CFMOTO 800 MT-X / Kove 800 X Pro / Yamaha Ténéré 700 Rally | As mais radicais
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A Aprilia Tuareg Rally, a CFMOTO 800 MT-X, a Kove 800 X Pro e a Yamaha Ténéré 700 Rally fazem parte da fina flor do que o segmento trail oferece para aqueles que querem algo mais agressivo. As suas capacidades aventureiras são exponenciadas por mais e melhor equipamento, e nós fomos tentar perceber qual delas nos levaria até ao fim do mundo

por Pedro Alpiarça • Fotos João Fragoso com a colaboração de Domingos Janeiro, Fernando Pereira e Pedro Fragoso

O chamamento da aventura por vezes causa estranhos efeitos. Compramos uma trail da moda, despachada no asfalto mas com pinta de ser capaz de fazer o Dakar, e depois de um estradão ou outro damos por nós a fazer subidas cheias de calhaus, a atascarmos na lama e a combinarmos idas a Marrocos com outros saudáveis malucos.

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Estas são as motos que surgem como alternativas quando queremos subir o nível de exigência. Suspensões e proteções mais eficazes, eletrónica lisonjeira e menos de 100 cv para cerca de 200 kg, criam uma base aventureira capaz de dar vida a qualquer aspirante a tornar-se um Pol Tarrés de fim de semana, ou até mesmo um Peterhansel numas férias pelo Al Magreb. Com estas máquinas, tudo é possível.

Aprilia Tuareg Rally 660
Capitalizando as suas vitórias nos mais diversos palcos mundiais, a Aprilia colocou à disposição do público uma Tuareg bem mais próxima da competição. Se a pintura (esquema cromático rally Race Replica) lhe veste a familiaridade muito particular do departamento de corrida da casa de Noale, o guarda-lamas elevado e a robusta proteção de cárter em alumínio reforçam a ideia de uma preparação mais focada nas utilizações mais extremas. O seu motor (um bicilíndrico paralelo com 659 cc, debitando 80 cv às 9250 rpm e 70 Nm às 6500) permanece inalterado, mas a sua voz está mais rouca graças à ponteira de escape em titânio da SC Project.

Há uma clara aposta na qualidade dos componentes nesta Aprilia. E esse paradigma estende-se à sua condução. Entusiasmante, com um motor cativante e uma ciclística muito competente.Um pacote completo.
Esta postura mais extrema da Tuareg é assumida pela competência do conjunto ciclístico, onde as Kayaba totalmente ajustáveis (com 240 mm de curso em ambos os eixos), e os 5kg perdidos face à versão base, são exemplificativos disso mesmo. No capítulo da eletrónica podemos contar com mapas de motor parametrizáveis e uma suite eletrónica de luxo dedicada a ajudar a retirar todo o potencial desta máquina.

CFMoto 800 MT-X
A 800 MT foi uma verdadeira pedrada no charco aquando do seu aparecimento no segmento. Com um “pedigree” declaradamente aventureiro, um estilo irreverente e um preço agressivo, rapidamente surpreendeu os mais cépticos. Esta versão X promete apimentar o produto, com alguns pequenos grandes pormenores que a tornam ainda mais capaz. Na sua raiz continuamos a ter um motor de alma austríaca (um bicilíndrico paralelo com 799 cc, debitando 91 cv às 8250 rpm e 86 Nm às 6500 rpm), cheio de carácter e disponibilidade.

O grande truque da CFMOTO é a sua distribuição de peso. O centro de gravidade mais baixo favorece-lhe a manobrabilidade num fora de estrada mais técnico e a assertividade na inserção em curva no asfalto. De todas é a que oferece mais por menos.
A sua acessibilidade (830 mm ou 870 mm de altura de assento) conta como mais valia para os menos experientes, e o seu pacote eletrónico também entra nesta equação. Umas suspensões de curso generoso que são totalmente ajustáveis nos dois eixos (forquilha e monoamortecedor com 230 mm de curso, ajustáveis em todos os parâmetros) e um para-lamas elevado, ajudam a pintar a imagem de aventura extrema. A CFMOTO continua a mostrar saber fazer máquinas que se tornam num sucesso de vendas.

KOVE 800 X PRO
Depois do lançamento intempestuoso da sua 450 Rally, que de certa forma democratizou o arquétipo do “rally raid”, a expetativa era grande acerca da capacidade da marca voltar a surpreender. E a 800 X Pro não desilude, por várias razões. Uma trail genuína, com um motor explosivo (um bicilíndrico paralelo com 799 cc, debitando 94,5 cv às 9000 rpm e 80 Nm às 7500 rpm) e uma arquitectura que faz da simplicidade a razão da sua eficácia. Com um peso contido (190 kg em ordem de marcha), e dimensões bem trabalhadas, impressiona no primeiro contacto pela ligeireza do conjunto.


A Kove faz da sua irreverência o mote para nos colocar um sorriso dentro do capacete. Leve, ágil e reativa, gosta de nos provocar e não poucas vezes, questiona-nos o talento. É virtualmente impossível ter bom senso aos seus comandos.
Olhando para algumas das escolhas feitas pela Kove, é fácil perceber que o seu enfoque é a eficácia nos terrenos mais difíceis (amortecedor de direção e “crash-bars” de origem). A 800 X Pro chegou para colocar as rivais em sentido, e não sendo perfeita, irá certamente acertar em muitos dos itens que o utilizador de uma trail de aventura procura.

Yamaha Ténéré 700 Rally
A T7, como todos a conhecemos, foi uma revolução no mundo das trail. A sua comunicação com o condutor esteve sempre ao nível do que a Yamaha nos habituou, uma máquina previsível e divertida pronta para responder aos maiores desafios. Nesta sua mais recente versão, o CP2 continua presente (motor bicilíndrico paralelo com 689 cc, debitando 73 cv às 9000 rpm e 68 Nm às 8000 rpm), mas a eletrónica entra em força, patrocinando mapas de motor e ajudas dedicadas. Esta sofisticação da sua personalidade é um sinal dos tempos, e assenta-lhe bem.

A idade é um posto, e um produto que evolui como referência só pode caminhar no sentido do equilíbrio. A T7 não é melhor em nada, mas sabemos exatamente que faz tudo bem. Em caso de dúvida é sempre a escolha segura. E no mundo da aventura, este é um ótimo elogio.
Alta e robusta, a versão Rally não engana nas suas pretensões de querer despachar serviço. As suspensões são de topo (umas Kayaba totalmente ajustáveis, com 230/220 mm de curso nos respetivos eixos), a ergonomia é pensada para pilotar de pé e toda a interação do sistema é criada na base da funcionalidade. Porque o seu azimute mantém-se o mesmo, respirar aventura.

A prova dos nove
Já no início vos tínhamos dito que este seria dos testes mais exigentes que fizemos nos últimos tempos. Não só estas motos se adaptam facilmente aos diferentes cenários (muito por culpa da sua polivalência), como o seu pacote dinâmico é muito semelhante na entrega. Todas elas são movidas por blocos bicilíndricos paralelos, os seus valores de potência e peso são muito parecidos, e a arquitectura é fiel a um paradigma intemporal: Rolar o mais confiante possível sobre qualquer tipo de terreno.

Comecemos então por definir uma ordem estipulada por esse mesmo critério, a confiança. E comecemos pelo cenário que será mais corrente, o asfalto. Aqui entram a disponibilidade motriz, a estabilidade ciclística e a acessibilidade como fatores fundamentais. As máquinas que mais se destacam são a CFMOTO e a Aprilia. Se o motor de sotaque austríaco é absolutamente interminável, o seu rival italiano não lhe fica atrás. São ambos capazes de nos fazer ter vontade de colocar uma jante mais pequena e uns pneus mais estradistas, só para podermos irritar todas as nakeds e desportivas que encontrarmos. A Kove segue de perto mas a parametrização do acelerador retira-lhe algum refinamento e a Yamaha não está cá para enganar ninguém. É a que se sente mais alta a nível de distribuição de massas e a que tem a entrega motriz mais humilde. O funcionamento das suspensões de qualquer uma delas permite doses razoáveis de conforto, sugerindo umas tiradas maiores sem grandes dramas.

Quando as pomos à prova nos terrenos mais difíceis, a maneira como nos ajudam a lidar com o imprevisto, é um fator bastante revelador do tipo de moto que queremos como companheira. E aqui surgem traços de personalidade bastante evidentes. Se o baixo centro de gravidade da CFMOTO nos ajuda nos movimentos mais lentos (o tal limite do pé no chão) a sua suspensão mais seca e o motor algo ríspido nos baixos regimes, faz com que queiramos sempre elevar o ritmo para ganharmos fluidez. Neste registo as sensações são muito próximas da Kove, em que a diferença de peso (e dimensão) para as restantes faz com que tenhamos a impressão de que estamos a fazer batota. Com um motor igualmente explosivo, o conjunto é nervoso e reativo, mas as suspensões precisavam de ser mais sofisticadas na leitura do terreno para poder ser ainda mais eficaz.

A Tuareg aproxima-se desta realidade, com uma fisionomia compacta, o seu equilíbrio no fora de estrada surpreendeu-nos a todos. É daquelas motos que cumpre na terra, o que promete no asfalto. Dedicação, atitude e muito “show off” ao mais puro estilo italiano, sempre sem grande esforço. E eis que então chegamos à Yamaha, que foi uma das precursoras deste segmento. A sua simplicidade continua a ser um dos seus trunfos, mesmo com cada vez mais eletrónica a pensar por nós. É redonda na entrega, equilibrada nas reações e sobretudo muito previsível quando estamos a tentar reinventar a roda. A Ténéré olha para a competição com a altivez de uma veterana de créditos firmados e muito embora não se destaque em nenhum campo, continua a ter uma prestação sólida em todas as vertentes. Mas quase todos levávamos a Aprilia para casa…

Ficha técnica – Aprilia TUAREG RALLY 660
Motor Dois cilindros em linha, 4T, refrigerado por líquido
Distribuição DOHC, 4 válvulas
Cilindrada 659 cc
Potência Máxima – 80 cv / 9250 rpm
Binário Máximo – 70 Nm / 6500 rpm
Versão limitada A2 – Não
Embraiagem – Multidisco em banho de óleo, deslizante
Transmissão Final – Por corrente
Caixa – 6 velocidades
Quadro – Estrutura tubular em aço
Suspensão Dianteira – Forquilha invertida KYB 43 mm, ajustável, curso 240 mm
Suspensão Traseira – Monoamortecedor KYB, ajustável na pré-carga, curso 240 mm
Travão Dianteiro – Dois discos, 300 mm, pinças Brembo, ABS
Travão Traseiro – Disco, 260 mm, pinça de pistão simples, ABS
Pneu Dianteiro – 90/90-21”
Pneu Traseiro – 150/70-18”
Altura do Assento – 913 mm
Depósito – 18 litros
Peso (a cheio) – 199 kg
Cores – Preto
Garantia – 3 anos
Importador – Conceição Machado Lda
PVP – 14.099€

PONTUAÇÃO – Aprilia TUAREG RALLY 660
Estética: 4,5
Prestações: 4,5
Comportamento: 4,5
Suspensões: 4,5
Travões: 4
Consumo: 4,5
Preço: 3,5

Ficha técnica – CFMOTO 800 MT-X
Motor – Dois cilindros em linha, 4T, refrigerado por líquido
Distribuição DOHC, 4 válvulas
Cilindrada – 799 cc
Potência Máxima – 90 cv / 8250 rpm
Binário Máximo – 86 Nm / 6500 rpm
Versão limitada A2 ~Não
Embraiagem – Multidisco em banho de óleo, deslizante
Transmissão Final – Por corrente
Caixa – 6 velocidades
Quadro – Estrutura tubular em aço
Suspensão Dianteira – Forquilha invertida 48 mm, ajustável na pré-carga, curso 230 mm
Suspensão Traseira – Monoamortecedor, ajustável na pré-carga, curso 230 mm
Travão Dianteiro – Dois discos, 320 mm, ABS
Travão Traseiro – Disco, 260 mm, pinça de pistão simples, ABS
Pneu Dianteiro – 90/90-21”
Pneu Traseiro – 150/70-18”
Comprimento Máximo – 2330 mm
Largura Máxima – 945 mm
Distância entre eixos – 1530 mm
Altura Máxima – 1446 mm
Altura do Assento – 830/870 mm
Depósito – 22 litros
Peso (a cheio) – 220 kg
Cores – Preto e azul
Garantia – 3 anos
Importador CFPT – Veículos e acessórios, S.A.
PVP – 8.990€

PONTUAÇÃO – CFMOTO 800 MT-X
Estética: 4
Prestações: 4
Comportamento: 4
Suspensões: 4
Travões: 4
Consumo: 4
Preço: 4

Ficha técnica – KOVE 800 X PRO
Motor – Dois cilindros em linha, 4T, refrigerado por líquido
Distribuição DOHC, 4 válvulas
Cilindrada – 799 cc
Potência Máxima – 94,5 cv / 9000 rpm
Binário Máximo – 80 Nm / 7500 rpm
Versão limitada A2 – Não
Embraiagem – Multidisco em banho de óleo, deslizante
Transmissão Final – Por corrente
Caixa – 6 velocidades
Quadro – Dupla viga em aço
Suspensão Dianteira – Forquilha invertida KYB 48 mm, curso 240 mm
Suspensão Traseira – Monoamortecedor KYB, ajustável, curso 240 mm
Travão Dianteiro – Dois discos, 310 mm, pinça de 4 pistões, ABS
Travão Traseiro – Disco, 220 mm, pinça de pistão simples, ABS
Pneu Dianteiro – 90/90-21”
Pneu Traseiro – 150/70-18”
Comprimento Máximo – 2240 mm
Largura Máxima – 895 mm
Distância entre eixos – 1520 mm
Altura Máxima – 1385 mm
Altura do Assento – 875 mm
Depósito – 20 litros
Peso (a cheio) – 190 kg
Cores – Verde e cinzento
Garantia – 3 anos
Importador – Kove Portugal
PVP 9.899€

PONTUAÇÃO – KOVE 800 X PRO
Estética: 4
Prestações: 4,5
Comportamento: 4
Suspensões: 4
Travões: 3,5
Consumo: 4
Preço: 4,5

Ficha técnica – Yamaha Ténéré 700 Rally
Motor – Dois cilindros em linha, 4T, refrigerado por líquido
Distribuição DOHC, 4 válvulas
Cilindrada – 689 cc
Potência Máxima – 73,4 cv / 9000 rpm
Binário Máximo – 68 Nm / 6500 rpm
Versão limitada A2 – Sim
Embraiagem – Multidisco em banho de óleo, deslizante
Transmissão Final – Por corrente
Caixa – 6 velocidades
Quadro – Duplo berço em tubos de aço
Suspensão Dianteira – Forquilha invertida 43 mm, curso 230 mm
Suspensão Traseira – Monoamortecedor, ajustável na pré-carga, curso 220 mm
Travão Dianteiro – Dois discos, 282 mm, ABS
Travão Traseiro – Disco, 245 mm, pinça de pistão simples, ABS
Pneu Dianteiro – 90/90-21”
Pneu Traseiro – 150/70-18”
Comprimento Máximo – 2370 mm
Largura Máxima – 935 mm
Distância entre eixos – 1595 mm
Altura Máxima – 1490 mm
Altura do Assento – 910 mm
Depósito – 16 litros
Peso (a cheio) – 210 kg
Cores – Azul Sky
Garantia – 3 anos
Importador – Yamaha Motor Portugal
PVP – 12.500€

PONTUAÇÃO – YAMAHA TÉNERE 700 RALLY
Estética: 4,5
Prestações: 4
Comportamento: 4,5
Suspensões: 4,5
Travões: 3,5
Consumo: 4,5
Preço: 3,5

Tags: ApriliaCFMOTOKoveMotasYamaha
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