Especificações, detalhes e características finais divulgadas

A novíssima Norton Manx R representa uma reinvenção para a marca britânica, combinando um motor V4 de 206 cv, tecnologia avançada de chassis e quatro variantes distintas numa superbike de referência.
No mercado português a Conceição Machado, já importadora da Piaggio, acaba de se tornar o representante oficial, com a gama inicial da Norton a incluir quatro modelos: a Manx R e a Manx e a Atlas e a Atlas GT.
A Manx R chega como a superbike principal da Norton, construída em torno de um motor V4 de 1200 cc completamente novo, que produz 206 cv a 11.500 rpm e 130 Nm (95,88 lb ft) de binário a 9.000 rpm. Estes números colocam-na diretamente no panorama das superbikes modernas, mas a estratégia da Norton não é gabar-se da potência máxima.
Em vez disso, o foco está em como e onde esse desempenho é entregue, com 75% desse binário disponível a partir de apenas 5.000 rpm. Em termos simples, foi concebida para proporcionar uma sensação de velocidade onde se pilota realmente, e não apenas no limite máximo do conta-rotações.

Novo mas clássico
O motor em si é totalmente novo, mesmo que partilhe o diâmetro e o curso com o antigo V4. É mais leve, mais compacto e construído em torno de um layout de 72 graus com uma chamada ordem de ignição de “pulso faseado”, que visa melhorar a tração antes que os auxílios eletrónicos entrem em ação. A teoria por trás disto é fornecer aderência e sensibilidade mecânicas em primeiro lugar, e os auxílios ao piloto em segundo.
Esta filosofia estende-se ao resto da moto, sendo o chassis um design totalmente novo de dupla viga, utilizando uma combinação de elementos fundidos e maquinados em CNC para ajustar a flexibilidade da estrutura. A Norton está deliberadamente a afastar-se da abordagem ultrarrígida e focada na pista que define grande parte da categoria de superbike, procurando, em vez disso, feedback e ligação em estradas reais. É uma mudança subtil, mas importante.
Esta não tenta ser uma moto de corrida com faróis, antes pretende ser uma moto de estrada que ainda pareça especial quando solicitada ao máximo. A suspensão desempenha um papel fundamental nisso. As versões mais sofisticadas da Manx R contam com o kit semiactivo Marzocchi, que ajusta constantemente o amortecimento em tempo real através de uma rede de sensores, reagindo ao acelerador, à travagem, ao ângulo de inclinação e às condições da superfície a cada poucos milissegundos.

O objetivo é manter a moto estável sem que o condutor tenha de se preocupar, seja numa estrada principal rápida ou numa estrada secundária irregular. A travagem é feita pelas novas pinças Hypure da Brembo, que trabalham em conjunto com o ABS sensível à inclinação e o controlo de elevação da roda traseira para proporcionar até 1 G de desaceleração. Mais uma vez, são características marcantes, mas integradas num foco mais amplo na estabilidade e usabilidade, em vez da agressividade pura e simples. Visualmente, a Manx R segue a nova direção de design da Norton. É compacta, robusta e expõe deliberadamente a sua engenharia, quase como um relógio mecânico. É uma moto que quer revelar como está montada, e não que se esconda atrás de camadas de carenagens e apêndices aerodinâmicos. Há também um toque de tradição, mas filtrado por uma lente mais moderna, quase minimalista. Por baixo deste design, há uma forte presença de eletrónica.
Uma IMU de seis eixos, alimentada pela Bosch, sustenta o controlo de tração, o controlo de cavalinho, o controlo de derrapagem e múltiplos modos de condução, além de características mais invulgares, como o cruise control em curva. Há também um ecrã TFT de 8 polegadas com conectividade para smartphone e controlo integrado para a GoPro, que mostra a posição da Norton para esta moto: premium, mas ainda assim utilizável no dia a dia.
A linha: Quatro versões da Manx R
A Norton não está a lançar a Manx R como um modelo único, mas como uma linha de quatro motos com níveis de desempenho bem definidos entre elas. Para Portugal, só faltam data de chegada e preços.
















