As Desportivas são um segmento em contração, com a tendência do mercado atual a recair na escolha de modelos mais práticos e versáteis, como as Aventureiras. Longe vão os dias em que motos como a Honda CBR600 ou a Yamaha FZR lideravam o mercado e vendiam centenas de exemplares, pois hoje o modelo mais vendido mal passa das duas centenas. A cilindrada média parece situar-se por volta dos 650cc, e os fabricantes continuam a apostar no segmento porque, não raro, é o modelo Superdesportivo que funciona como porta-estandarde da gama, normalmente ligado ao sucesso em competição. Marcas como a Suzuki e a Aprilia têm modelos emblemáticos nesta gama, mas sem atingirem números de vendas significantes.

6 – Kawasaki Ninja 500 – 7.650€ – 2 cilindros / 451 cc / 45 CV / 172 kg
A Ninja 500 herda não só a famosa designação da marca de Akashi, mas também o estilo inconfundível da gama, emanando agressividade dos faróis duplos rematados por defletores aerodinâmicos à cauda esguia na outra extremidade. Debaixo das carenagens esconde-se um bicilíndrico paralelo de 451 cc que debita 33,4 kW, ou 45,4 cavalos, às 9.000 rpm, sendo, portanto, compatível com a carta A2.

O chassi em treliça de aço é potenciado pela curta distância entre eixos e longo braço oscilante estilo supersport, com um trail optimizado para manuseamento leve e natural. O peso de 172 Kg com tudo também contribui para manuseamento fácil e facilita manobras. A segurança é garantida pelo KIPASS (Kawasaki’s Intelligent Proximity Activation Start System), um sistema de chave mestra que permite ativação remota da ignição e tranca de direção.

5 – Yamaha YZF-R7 – 10.640€ – 2 cilindros / 689 cc / 73,4 CV / 189 kg
Nascida da lendária e revolucionária herança das séries R da Yamaha, a R7 redefiniu a classe Supersport para uma nova geração. Testada e comprovada em estrada e em pista, a versão 2025 já era um sucesso de vendas, e a atual evolui novamente com eletrónica inspirada na R1, manobrabilidade aperfeiçoada, e um novo equilíbrio.
A nova R7 combina o aclamado motor CP2 de 689 cc e 54 kW (73,4 cv) às 8750 rpm com tecnologia avançada derivada da R1, como uma IMU de 6 eixos, acelerador YCC-T e vários modos de condução YRC.

Combinado com um chassis refinado e um manuseamento ágil, proporciona uma experiência Supersport perfeitamente equilibrada, mantendo o ADN inconfundível da Série R da Yamaha com design de última geração, suspensão refinada e jantes SpinForged leves para um comportamento ágil e preciso.

4 – BMW S1000RR – 21.645€ – 4 cilindros / 999 cc / 210 CV / 198 kg
A BMW S1000RR tem vindo a desenvolver-se no Mundial de SBK em sucessivas gerações, desde as novas carenagens mais aerodinâmicas com asas, ao para-lamas da roda dianteira com condutas de ar para os travões M, passando pelos pormenores orientados para as prestações, como o acelerador rápido Quick M que reduz a rotação do punho em 14 graus e numerosos modos eletrónicos para adaptar a moto às condições ou ao dono.

Agora com 210 cv (154 kW) às 13.750 rpm do seu quatro em linha DOHC de 999 cc, e um potencial real para exceder os 300Km/h em pista, é a base da moto que Miguel Oliveira pilota no mundial, mas já antes era um sucesso de vendas, especialmente se levarmos em conta o seu elevado preço, quase o dobro de algumas concorrentes.

3 – Honda CBR600RR – 12.500€ – 4 cilindros / 599 cc / 121 CV / 193 kg
Um sucesso de vendas há gerações, a CBR600RR regressa com um novo modelo em 2026, em conformidade com as normas EURO5 e OBD2-2, mas mesmo o anterior já era um fenómeno, sendo apenas batida pela própria irmã de estábulo 650R. Os 89 kW (121 cv) enganam, pois a leveza e maneabilidade do conjunto permitem bater-se com motos de litro.

A nova CBR600RR é uma moto superdesportiva de alta precisão desenvolvida pela HRC com um impressionante motor de quatro cilindros e um chassis ágil e rápido. O preço um bocado premium reflete o fato de ser a moto de homologação do mundial de Supersport e os numerosos apoios eletrónicos como shifter, gestão eletrónica IMU de 6 eixos, ABS em curva e controlo de elevação das rodas.

2 – CF Moto 675 SR-R 7.590€ – 3 cilindros / 675 cc / 88,5 CV / 189 kg
A CFMOTO 675SR-R é uma verdadeira desportiva chinesa, com inovações técnicas que a diferenciam de outros motores, pois apresenta um diâmetro de 72 mm e um curso de 55,2 mm, combinados com árvore de cames dupla e pistões forjados, subindo de regime muito rapidamente e alcançando uma potência de cerca de 66 kW, ou 88,5 cv às 11.000 rpm.

Equipada com recursos como embraiagem deslizante, quickshift, controlo de tração e a opção de inverter o pedal de mudanças para uso em pista, a 675SR-R oferece tecnologias de série que elevam o desempenho para lá do normal a um preço de combate.

Honda CBR650R – 10.450€* – 4 cilindros / 689 cc / 94 CV / 193kg
Menos frenética que a irmã de 600 cc e com um preço mais atrativo, a CBR650R é a desportiva mais vendida em Portugal, com progressiva potência em linha, semelhante à de uma turbina, de baixas a altas rotações e agora com a E-Clutch* como opção. O estilo foi inspirado na CBR1000RR-R Fireblade e tecnologia premium não falta, como, por exemplo, o novo ecrã TFT e a conectividade Honda RoadSync.

O motor DOHC de 16 válvulas e quatro cilindros em linha debita um máximo de 70 kW (94 cv) às 12.000 rpm – com 64 Nm de binário para uma tração suave ao sair das curvas. Existe uma opção reversível de 35 kW para a carta de condução A2. Outras características são uma embraiagem assistida e deslizante que gere a roda traseira em travagens bruscas e passagens para mudanças mais baixas, evitando o bloqueio da roda.
















